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Governo de Minas investe em desenvolvimento sustentável

Gestão eficiente: a meta é investir em projetos de mobilidade, do ambiente urbano ao sistema de logística.

Governo de Minas investe em desenvolvimento sustentável

Marc Weiss trabalha em projetos de estratégia de desenvolvimento econômico sustentável com governos de Minas e RS.

Fonte: Valor Econômico

Mobilidade depende de melhoria nos processos

inovação capaz de gerar produtividade e estimular a produção de conteúdo nacional é o caminho para o Brasil avançar nos projetos de mobilidade, do ambiente urbano ao sistema de logística, e deixar para trás os quilômetros de atraso no planejamento deste segmento. Por outro lado, para que empresas brasileiras estejam aptas a participar de processos produtivos em cadeias internacionais, é necessário avançar em processos, principal falha apontada por grandes empresas americanas estabelecidas no Brasil e que buscam fornecedores locais. Esses foram os principais temas abordados pelos participantes do Workshop “Applying new technologies for greater mobility“, ou “Aplicação de novas tecnologias para maior mobilidade”, na 3ª Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos.

Com a participação de representantes da indústria, da área acadêmica e do governo, o encontro ressaltou a importância de aplicar a inovação em um sentido mais amplo, não apenas focada em avanços tecnológicos. Wagner Bittencourt de Oliveira, vice-presidente do BNDES, citou alguns exemplos de atuação do banco em projetos de mobilidade, como a utilização de dirigíveis para o transporte de cargas, mas destacou a relevância de buscar parceiros no exterior e estimular a cadeia de terceirizados em focos como veículos híbridos e sistemas de logística.

A secretária de Desenvolvimento e Produção do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Heloísa Menezes, mostrou predisposição do governo em estreitar parceiras entre as indústrias nacionais e americanas em programas como o PAC de Mobilidade Urbana. Heloísa reconhece que as empresas americanas estão passos à frente das brasileiras em processos, mas enxerga claramente um conjunto de oportunidades de parcerias entre as empresas dos dois países para alcançar “o desenvolvimento com nacionalização progressiva”.

“Os projetos de inovação não precisam ser caros ou sofisticados. Eles têm que oferecer conforto à população”

Apesar de os participantes apontarem como consenso a necessidade de estreitar as relações entre os participantes da cadeia de mobilidade dos dois países, promovendo, sobretudo, uma integração maior entre os institutos de pesquisa americanos e a indústria brasileira, algumas iniciativas já estão em curso no Brasil.

Um dos exemplos é o projeto que o Governo do Estado do Rio Grande do Sul está desenvolvendo com a Global Urban Development (GUD). Marc Weiss, CEO da GUD, é um especialista em estratégias metropolitanas de economia sustentável e ganhou destaque como assistente especial do secretário do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA e participante do Conselho presidencial sobre Desenvolvimento Sustentável no governo de Bill Clinton.

Weiss, que vem trabalhando em projetos de estratégia de desenvolvimento econômico sustentável com a Federação das Indústrias e os governos estaduais de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, em parceria com a Agência Brasileira para o Desenvolvimento industrial (ABDI), acaba de se mudar para Porto Alegre. Weiss, defensor de projetos de inovação em cidades que estimulem a população a caminhar mais, disse que resolveu mudar-se porque precisa viver o dia a dia da região para entender seus reais problemas.

Na capital gaúcha, Weiss, que é professor adjunto de Assuntos Internacionais e Públicos na Universidade de Columbia (Estados Unidos), participa de projeto do governo gaúcho para integrar nove regiões mapeadas como os mais importantes centros produtivos do Estado, com a participação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). “Os projetos de inovação não precisam ser caros ou sofisticados. Eles têm que oferecer conforto à população. Por exemplo, é preciso criar condições nas cidades para que as pessoas possam caminhar mais ou utilizar bicicletas com segurança.”

Ivan De Pellegrin, presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção de Investimento, explica que buscou parceiros para que a mobilidade ajude a tornar mais eficiente a produção do Estado, com a adaptação dos avanços às práticas de sustentabilidade.

Choque de gestão e a modernização das estradas mineiras

Choque de gestão: Proacesso beneficiou cerca de 1,3 milhão de pessoas. Governo de Minas investiu cerca de R$ 4 bilhões para pavimentar mais de 200 trechos.

Choque de Gestão: gestão pública moderna

Fonte: Jogo do Poder

Choque de Gestão: Aécio Neves e as rodovias em Minas Gerais

 Choque de gestão modernizou estradas de Minas

Modelo inovador de gestão públicacriado por Aécio Neves, o Choque de Gestão, possibilitou uma verdadeira revolução viária em Minas Gerais

Choque de Gestão, modelo inovador de gestão pública criado por Aécio Neves em 2003, foi muito mais além do que alterar a lógica nos gabinetes, nas planilhas e na burocracia das repartições do Governo do Estado de Minas Gerais. Ele possibilitou uma revolução nos indicadores sociais mineiros e na modernização da infraestrutura, como foi o caso das rodovias estaduais. Conquistas passíveis de melhoras, mas impressionantes e inéditas pelo curto período de tempo em que os novos métodos de gestão foram colocados em prática.

Como o próprio ex-governador Aécio Neves explicava, o Choque de Gestão nunca “teve o fim em si mesmo”. Ele não era o objetivo, mas sim o instrumento para se alcançar um objetivo maior que passava pela meta de transformar Minas Gerais no melhor estado brasileiro para se viver.

Por isso, após arrumar a casa – máquina enxuta, custos operacionais diminuídos, salários do governador e vice-governador reduzidos e fim do déficit orçamentário crônico -, cada área do Governo de Minas passou a ter uma meta ousada a cumprir: na saúde, reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna; na educação, colocar os alunos mineiros entre os três melhores do país em nível de aprendizado; na infraestrutura, dotar mais de 200 municípios de ligação por estadas pavimentadas, o que não era realidade até 2003.

No que tange às estradas estaduais, o Choque de Gestão de Aécio Neves propôs o programa Proacesso, já que 26% das cidades mineiras, principalmente as de baixo Índice de Desenvolvimento humano (IDH), não possuíam ligação asfáltica em 2003. De 2004 a 2012, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 4 bilhões para pavimentar mais de 200 trechos.

programa de modernização das estradas estaduais, proposto por Aécio Neves dentro do Choque de Gestão, já beneficiou cerca de 1,3 milhão de pessoas em todas as regiões de Minas Gerais. São pessoas que enfrentavam estradas de terra e enlameadas para chegarem a um hospital, para escoarem as seus produtos agropecuários ou chegarem às escolas e faculdades.

E voltando à premissa do Choque de Gestão, o programa não se encerra em si próprio e não admite uma visão de gestão pública moderna com ações apenas de curto ou médio prazo. Por isso, resolvida a questão das ligações asfálticas, foi pensado, planejado e colocado em ação uma segunda etapa da melhoria da infraestrutura. Assim, ao final do Governo Aécio Neves e início do Governo Antonio Anastasia foi criado o programa Caminhos de Minas.

Neste novo programa, pensando em 2010 dentro da lógica do Choque de Gestão, o Governo de Minas irá pavimentar mais 7.700 quilômetros de estradas estaduais secundárias, aquelas fazem ligações entre municípios próximos, mas não são o principal canal de tráfego. Serão 302 cidades mineiras beneficiadas.

As rodovias estaduais mineiras e a visão de governo sobre a função delas é mais um aspecto que deve ser analisado com maior profundidade quando se discute o Choque de Gestão de Aécio Neves.

Aécio e a MP do Setor Elétrico: Governo deveria cortar tributos da conta

Aécio: MP setor elétrico – Para senador em vez de inviabilizar investimentos, Governo do PT deveria cortar taxas e tributos.

Aécio: MP 579 e a Gestão Deficiente

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves afirma que governo já poderia ter reduzido as contas de luz cortando tributos

“O ministro vem a esta Comissão em um dia histórico. Ontem, a ação da Eletrobras teve a maior queda diária em 15 anos”, afirmou o senador Aécio

 Aécio: Governo deveria cortar tributos da conta de luz

Aécio: Governo deveria cortar tributos da conta de luz

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou, nesta terça-feira (20/11), que o governo federal já poderia ter reduzido o valor da conta de luz se cortasse impostos e outros tributos federais embutidos nela. Na avaliação do senador, essa seria uma forma de garantir maior competitividade para a indústria e aliviar o orçamento das famílias brasileiras sem causar prejuízos que podem inviabilizar investimentos essenciais das empresas de energia para o futuro.

As declarações foram feitas durante audiência pública com o ministro em exercício de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, para debater as condições atuais do sistema elétrico, tendo em vista os recentes apagões ocorridos no Brasil.

““Todos queremos que a conta do consumidor, seja familiar, seja das indústrias, possa diminuir, mas sem a quebra de contratos, sem colocar em risco o sistema que é da população brasileira. Bastaria que o governo pudesse reduzir ou retirar a PIS/Cofins das contas de luz e talvez tivéssemos aí um impacto de mais de 5% no resultado final que o governo busca. Não seria muito mais plausível retirar da conta outras taxas e impostos, como a Taxa de Pesquisa e Desenvolvimento, a Taxa de Fiscalização da Aneel? A própria Conta de Desenvolvimento Energético, que caiu em 75%, quem sabe zerá-la?””, disse o senador Aécio.

O senador reiterou que a preocupação com a redução das tarifas não é exclusividade de um partido político. Aécio Neves citou como exemplo medidas já tomadas por governos estaduais ao longo dos últimos anos, como a redução de ICMS para consumidores de baixa renda.

“”Não há nenhum brasileiro, com o mínimo de sensibilidade, que não julgue necessário fazer um esforço para a diminuição nas contas de luz. Nós, mais do que concordarmos com isso, sempre fizemos. Em Minas Gerais, as famílias que consomem até 90 kilowatts mensais são isentas do pagamento do ICMS, que é o único dos impostos estaduais. Isso significa que metade das famílias mineiras não paga o ICMS na conta de luz. São Paulo faz isso, inúmeros outros estados fazem isso. Faço apenas esse registro para dizer que não é monopólio de um partido, ou de um grupo político, a preocupação com as tarifas””, disse Aécio.

Respeito ao Congresso

Aécio Neves criticou ainda que um setor tão importante para a economia brasileira e para o bem estar da população, como o da energia elétrica, esteja sendo tratado sem as discussões necessárias para o aprimoramento da MP. Para o senador, tem faltado respeito do Executivo pelo trabalho do Congresso.

“”O governo precisa aprender a respeitar a autonomia do Congresso Nacional, essencial para o equilíbrio das forças democráticas. Não podemos aceitar passivamente a definição da data de quatro de dezembro para assinatura dos contratos das empresas com o governo. O Congresso ainda está discutindo a questão e aprimoramentos podem ser feitos na lei. O sistema brasileiro, tanto de geração, quanto de transmissão e de distribuição no Brasil é extremamente complexo, portanto, o governo precisa avaliar adequadamente e sem pressa o impacto de suas medidas na vida e na sobrevivência das empresas do seto””, observou Aécio.

Eletrobrás

O senador Aécio Neves citou a queda das ações da Eletrobrás como exemplo das graves consequências que a MP já vem causando ao setor elétrico. O senador lembrou que isso poderá inviabilizar investimentos importantes que a empresa já anunciara para assegurar maior produção de energia ao país.

“”O ministro vem a esta Comissão em um dia histórico. Ontem, a ação da Eletrobras teve a maior queda diária em 15 anos e atingiu o menor valor nominal em 10 anos. Algo inimaginável em um país que julgava ter um sistema elétrico estável e, de alguma forma, inspirando credibilidade aos investidores. Calcula-se investimentos de 10 bilhões por ano necessários à continuidade da construção das hidrelétricas de Belo Monte, de Jirau, de Teles Pires, além de vários outros investimentos em transmissão””, disse o senador Aécio.

Aécio Neves também alertou para os impactos que a falta de diálogo do governo na tramitação da MP 579 pode acarretar em outros setores, como já acontece com a Petrobras.

“”Essa decisão do governo traz impactos que não se restringem apenas à Eletrobras e ao setor elétrico. Já contamina, por exemplo, a Petrobras. Ontem, a UBS removeu a Petrobras de sua carteira sugerida na categoria de mercados emergentes globais. Exatamente pela repercussão das medidas tomadas, a meu ver, sem ampla discussão, sem uma audiência mais ampla com o setor, com os interessados, com os estados e com as próprias empresas. Portanto, essa insegurança em cascata é progressiva e pode atingir ainda outros setores importantes da economia brasileira””, afirmou o senador Aécio Neves.

Link da matéria: http://www.jogodopoder.com/blog/aecio-neves-politica/aecio-governo-deveria-cortar-tributos-da-conta-de-luz/#ixzz2CusbyPpH