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Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Aécio Neves e Eduardo Campos: Eleições 2014

 Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Fonte: Artigo de Tilden José Santiago* – O Tempo

Minas e Nordeste versus São Paulo

Alguns fatos demonstram que a liderança do governador Eduardo Campos ganha expressão e autonomia, apesar da ligação umbilical com Lula, na medida em que surgem contradições entre PT e PSB, com o crescimento, surpreendente para os petistas, do último.

Sinal claro disso é o lançamento de candidaturas próprias por ambos os partidos em Recife, Belo Horizonte e Fortaleza. A maneira como o deputado pernambucano Maurício Rands se afastou do PT e se aproximou de Eduardo é outro sinal.

Esse pode ser o início da quebra da bipolarização dominadora do PT de Lula e do PSDB de FHC, do rodízio antidemocrático no poder, durante 18 anos.

Do lado tucano, há trincas entre um tipo de tucanato progressista liderado pelo senador Aécio Neves e o tronco central do PSDB conservador, liderado pelo paulistano Serra, representante do poderio econômico da avenida Paulista.

Nessa vertente, Aécio Neves cresceu vertiginosamente, emergindo como forte candidato à Presidência, mas engana-se quem pensa que Serra se contenta em ser prefeito de São Paulo. O ex-presidente da UNE, hábil conspirador, desde as lutas estudantis dos anos 60, nos bastidores das eleições, com os olhos em 2014, tentou quebrar a crista em ascensão de Aécio, por meio de sua amizade com Kassab. O presidente nacional do PSD fez tudo para que seu partido em Minas apoiasse Patrus do projeto Dilma e não Marcio Lacerda do projeto Aécio. Curioso! Quem diria Dilma, Kassab, Patrus, juntos!

Kassab cumpriu a determinação de Dilma sob olhares complacentes de Serra. Este sim, cabo eleitoral conspirador de Patrus, interessado na derrota de Lacerda, para que Aécio em 2014 dispute o governo de Minas e se cristalize como um político das Alterosas, que brilhe só em nossos vales e montanhas. Seria sepultar o político Aécio em Minas, como no Rio Sérgio Cabral está fadado a morrer carioca com sua auréola provinciana.

O PSD nacional de Kassab continua a lutar por Patrus e Dilma. O PSD mineiro de Alexandre Silveira continua a lutar por Lacerda e Aécio. Nem Serra, nem Kassab, Patrus ou Dilma conhecem o quanto o ex-presidente do Dnit, agora deputado federal e secretário de Estado, é bom de briga e se esquecem de que o senador Aécio Neves possui DNA republicano e da vocação de Minas para servir o Brasil, junto com o Nordeste e outras unidades da Federação, sem o complexo de hegemonismo e superioridade de São Paulo.

O importante é olhar para frente e perceber, desde já, os germes da decomposição dos dois blocos monopolizadores, antidemocráticos de dominação do poder pelo poder no Brasil das últimas décadas: PT e PSDB. Esta bipolarização dá sinais de um eclipse que já se anuncia.

O surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças, Aécio e Eduardo, se conseguirem se entender, depois de romperem a ligação umbilical que ainda carregam com o PSDB da avenida Paulista e com Lula, respectivamente. É Minas e o Nordeste na busca de um novo Brasil, sem dominação da Pauliceia.

TILDEN JOSÉ SANTIAGO – jornalista; ex-embaixador

Aécio Neves e Eduardo Campos – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=210590,OTE&IdCanal=2

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Artigo Aécio Neves: Ideb 2011, Orgulho de Minas

Ideb: gestão da educação. “O choque de gestão do governo estadual devota ao setor parte importante de seus esforços”, disse Aécio.

Ideb 2011: Gestão Eficiente da Educação em Minas

 Ideb 2011: Orgulho de Minas, artigo de Aécio

Ideb 2011: Orgulho de Minas, artigo de Aécio

Fonte: Aécio Neves – Senador (PSDB-MG) – Estado de Minas

Orgulho de Minas

Ideb 2011 – Entre todas as políticas sociais que um governante deve implementar, as que dizem respeito à educação são as que melhor representam o compromisso com o futuro. De um lado, mais objetivo, pelo impacto positivo e duradouro no desenvolvimento do país. Por outro, mais subjetivo, pela grande esperança que os pais depositam na escola como caminho para o bem-estar e o sucesso de seus filhos – muitas vezes projetando neles seus próprios sonhos não realizados. Mas, fundamentalmente, por ser importante instrumento de realização pessoal.

Com esse cenário em vista, foi muito gratificante para todos que acompanham com interesse esse assunto, a notícia divulgada com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referentes a 2011, obtidos pelos alunos da rede pública estadual em Minas.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, nossos meninos e meninas ficaram novamente em primeiro lugar. Nos anos finais do fundamental, Minas subiu do 3º para o 2º lugar nacional, atrás apenas de Santa Catarina. Quanto ao ensino médio, a rede estadual mineira galgou a 3ª posição, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina.

Apesar de sermos o Estado com o maior número de municípios e das nossas enormes diferenças regionais, as posições alcançadas pelos alunos de Minas no ranking nacional são uma demonstração inequívoca de que estamos no caminho certo.

A esses extraordinários resultados somam-se outros: nossos alunos das séries iniciais do ensino fundamental alcançaram nota seis, referência em países mais desenvolvidos, e ficamos em primeiro lugar na categoria “desempenho dos alunos” do Ideb nas series iniciais e finais do ensino fundamental.

Mudanças na educação não se fazem da noite para o dia. Desde 2003, o choque de gestão do governo estadual devota ao setor parte importante de seus esforços.

Entre as memórias que, com afeto e alegria, guardo do período em que tive a honra de governar o nosso estado, talvez nenhuma me seja tão grata quanto a lembrança do trabalho que envolveu todo o governo para que fôssemos capazes de trazer as crianças de 6 anos para a escola, garantindo a elas um ano a mais de aprendizado.Minas, à época, foi o primeiro estado brasileiro a implantar o ensino fundamental com a duração de nove anos.

Somaram-se outros esforços e programas, bem como investimentos, que contemplaram desde o transporte de estudantes nas áreas rurais até a inclusão digital.

Os números do Ideb confirmam outras boas tendências . Em todas as regiões do estado, por exemplo, observa-se um avanço no nível de leitura e interpretação dos alunos de 8 anos pelo Proalfa – Programa de Avaliação da Alfabetização. Na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, os mineiros vêm obtendo mais e mais medalhas, ano a ano, estando em primeiro lugar pelo quinto ano consecutivo.

São resultados que refletem um trabalho contínuo da equipe de governo, agora comandada pelo governador Antonio Anastasia com enorme responsabilidade e compromisso, e, de forma especial, de toda a comunidade escolar .

É uma conquista coletiva que merece ser celebrada por todos nós, na medida em que nos demonstra o valor do que chamo, por tantas vezes, de equação da solidariedade e da transformação: dividir responsabilidades e somar esforços para diminuir diferenças e multiplicar resultados.

Parabéns, Minas!

Ideb 2011: Gestão Eficiente da Educação em MinasLink do artigo: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/08/27/interna_opiniao,48554/orgulho-de-minas.shtml

Privatização: artigo do senador Aécio Neves

Privatização – Artigo do senador Aécio Neves. Novo pacote de concessões chega com enorme atraso agora como solução para crônica ineficiência do governo do PT

Privatização do PT

Fonte: Folha de S. Paulo

Privatização – Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S. Paulo

 Privatização: artigo do senador Aécio Neves

Privatização – Artigo do senador Aécio Neves para a Folha de S. Paulo

Privatização – O Brasil assiste à espetacularização das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff com o objetivo de fazer o país reagir ao pífio crescimento nacional.

O novo pacote de concessões anunciado para destravar obras já prometidas com pompa e circunstância em várias oportunidades chega com enorme atraso, ainda longe de se materializar em realidade e com uma surpreendente reembalagem, agora como solução para a crônica ineficiência do governo do PT.

Sempre tão criticada pelos ideólogos do petismo, a privatização de rodovias, ferrovias e portos é, em diversas situações, solução necessária para um país refém de gargalos de todo tipo na área da infraestrutura. E o governo poderia fazer muito mais do que tem feito para ampliar os investimentos públicos e estimular os privados, verdadeiras alavancas do crescimento sustentado e duradouro.

Na área do saneamento básico, bastaria desonerar as empresas estaduais que respondem pela quase totalidade dos investimentos no setor, uma das promessas de campanha esquecidas pela presidente. A medida resolveria a contradição das empresas terem que pagar ao governo federal quase o mesmo volume de recursos que têm para investir. Isso em um país em que somente 37% do esgoto é tratado, metade da população não conta com rede de coleta e, entre as cem maiores cidades, somente seis tratam mais de 80% de seus efluentes.

Poucas medidas, no entanto, teriam o poder de destravar tanto o crescimento nacional quanto solucionar a injusta equação da dívida de Estados com a União. Como se sabe, são dívidas contratadas em outra realidade econômica e que hoje poderiam ser renegociadas sob os mesmos critérios que o governo utiliza, via BNDES, para atender a uns poucos setores eleitos da iniciativa privada.

Por que, afinal, o governo não desonera quem pode investir e não transforma em mais investimento parte do pagamento da dívida dos Estados, ressuscitando o nosso federalismo, tão fragilizado?

Registre-se ainda que mais uma estatal acaba de ser criada: a Empresa de Planejamento e Logística, com a tarefa de planejar, definir critérios e negociar com os investidores privados, o que poderia ser feito pela ANTT ou pelo próprio ministério, pois esta deveria ser sua função essencial, e não a de executar obras.

O cronograma prevê para o grupo de nove trechos rodoviários e 12 ferroviários, a assinatura de contratos entre abril e setembro de 2013. Prazos muito pouco prováveis de serem cumpridos, especialmente os que se referem aos novos trechos. Por fim, as novas privatizações dependerão de eficiência, de agilidade e, fundamentalmente, de um artigo raro no governo do PT:capacidade de gestão.

Privatização: artigo Aécio Neves – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/aecioneves/1139898-privatizacao.shtml