Arquivo da categoria: Agricultura

Gestão em Minas: Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego oferece 160 vagas para qualificação profissional

Interessados podem se cadastrar para cursos de capacitação nas áreas de pedreiro de alvenaria, pintor e eletricista

Supim / Arquivo
Interessados devem procurar as unidades do Sine-MG, no bairro Floresta ou no Centro de Belo Horizonte
Interessados devem procurar as unidades do Sine-MG, no bairro Floresta ou no Centro de Belo Horizonte

Aqueles que estão à procura de uma oportunidade no mercado de trabalho, mas não têm experiência, ou mesmo querem uma nova opção de renda, podem procurar as unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no bairro Floresta, em Belo Horizonte, ou no Centro da capital.

A partir da próxima quarta-feira (23), estas unidades vão cadastrar trabalhadores interessados em participarem de cursos de qualificação profissional para pedreiros de alvenaria, pintor e eletricista. A Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego disponibiliza 160 vagas com benefício de transporte e alimentação aos participantes.

Os interessados devem estar desempregados e ter mais de 16 anos. A documentação necessária para o cadastro é CPF, Carteira de Trabalho, número de PIS e comprovante de endereço. As aulas terão início em 11 de junho, das 8h às 17h, sendo divididas entre teóricas e práticas.

Serviço: 160 vagas para cursos de qualificação profissional na área da Construção Civil: pedreiro de alvenaria, pintor e eletricista.

Prazo: Inscrições a partir de 23 de maio (quarta-feira).

Início das aulas: 11 de junho.

Locais: Rua Curitiba nº 832, Centro; Av. Flávio dos Santos nº 325, Floresta (ambas em Belo Horizonte).

Horário: De 8h as 17h.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/secretaria-de-estado-de-trabalho-e-emprego-oferece-160-vagas-para-qualificacao-profissional/

Gestão em Minas: projeto Da Gema é encerrado com a entrega de produtos inovadores feitos a partir de resíduos

Durante o projeto em Coronel Murta, foram desenvolvidos 48 protótipos que contemplam souvenires, objetos de adorno, decorativos e utilitários

Mara Guerra
O projeto possibilitou a inserção estratégica do design em todo o processo de elaboração dos produtos
O projeto possibilitou a inserção estratégica do design em todo o processo de elaboração dos produtos

O Projeto Da Gema – Itaporarte, coordenado pelo Centro Minas Design (CMD), ligado à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), na cidade de Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, chega ao fim com o desenvolvimento de 48 protótipos inovadores. Desde 2010, ele possibilitou associar resíduos, design e trabalho.

A ação do CMD capacitou 40 jovens e dois lapidários, que se tornaram artesãos minerais empreendedores. Por meio do Laboratório Itaporarte de Lapidação e Artesanato Mineral – pertencente à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e à Uemg – foi apresentada uma atividade aos habitantes da região, com a criação de joias e adornos de descartes de feldspato e turmalina, mineral encontrado em grande quantidade na cidade.

O incentivo do Da Gema – Itaporarte possibilitou o desenvolvimento de um artesanato profissionalizado, com a inserção estratégica do design em todo o processo de elaboração dos produtos. Os 48 protótipos desenvolvidos contemplam quatro linhas de produtos: souvenires, objetos de adorno, objetos decorativos e objetos utilitários.

Para o consultor do projeto, o designer Adriano Mol, o Da Gema permitiu alcançar de forma definitiva a maturidade do laboratório Itaporarte, possibilitando um convênio com a prefeitura da cidade de dez anos de cessão do espaço.

“Por intermédio do Centro Minas Design, o Sebrae fez um diagnóstico e deve também apoiar as atividades do Itaporarte. O trabalho tem sido construído desde o início de uma perspectiva do design integrado, contemplando aspectos produtivos, materiais e iconográficos da região, para chegarmos ao resultado apresentado: produtos de joalheria contemporâneos, sustentáveis e voltados ao empreendedorismo social”, afirmou.

A profissionalização dos participantes ocorreu com treinamento em lapidação e em pintura com pigmentos retirados da terra, uso de maquinário específico, processos e sustentabilidade.

A conclusão do projeto proporcionou a geração de novas oportunidades de negócios e o aumento de renda da população de Coronel Murta e região. O Da Gema – Itaporarte foi financiado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e pela (Fapemig).

Governo de Minas: Conselho de Segurança Alimentar apoia projeto de piscicultura em Teófilo Otoni

Parceria com Secretaria de Defesa Social visa garantir ressocialização de detentos

Divulgação/Consea-MG
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças
Detentos de Teófilo Otoni participam de diversas atividades profissionais, como a produção de hortaliças

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), está elaborando um levantamento sobre as entidades carentes beneficiadas pelo projeto de piscicultura, que será instalado na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

Nos dias 26 e 27 de março, os técnicos da Seds e do Conselho de Segurança Alimentar deverão fazer nova visita à penitenciária para dar continuidade aos estudos para a implantação do projeto de piscicultura. A primeira visita aconteceu em 29 de fevereiro, com a participação de representantes do Consea-MG, do Ministério da Pesca Aquicultura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Emater, além da Seds.

Com esse sistema, cerca de 200 presos deverão ser beneficiados, tanto com a capacitação – que será oferecida pela UFMG – quanto para remissão de sua pena. A cada dia trabalhado, será descontado um dia de sua pena. Com mais de 30 anos de funcionamento, a Penitenciária de Teófilo Otoni é uma das unidades prisionais mais antigas do Estado e abriga, hoje, cerca de 300 detentos.

O assessor técnico do Consea-MG Gildázio Santos lembra que a parceria com a Penitenciária de Teófilo Otoni é baseada na lei 15.982/2006, que trata do apoio às ações integradas dos órgãos governamentais e das organizações da sociedade civil envolvidos na promoção da alimentação saudável e de combate à fome e à desnutrição.

“A nossa visita à penitenciária, juntamente com as instituições parceiras, reflete o compromisso com o fortalecimento das políticas de segurança alimentar e nutricional sustentável. É uma experiência exitosa e que beneficia não só os sentenciados, mas também pessoas carentes da região, dando a eles o direito humano à alimentação adequada”, acrescentou.

De acordo com o diretor-geral da unidade, Ademílson Rodrigues Jardim, a instituição oferece uma série de atividades com o intuito de ressocialização dos sentenciados. “Nosso objetivo é prepará-los para a reintegração à sociedade. Para isso, oferecemos oficinas de artesanato, alfaiataria, horticultura, jardinagem, bovinocultura, suinocultura, assim como trabalhos na lavanderia e serviços gerais. Queremos oferecer oportunidades a eles”, explicou Ademílson.

Nessas atividades, cerca de 250 crianças e 25 idosos são beneficiados. É que toda a produção da penitenciária é doada a quatro instituições de caridade de Teófilo Otoni. Já os artesanatos são entregues às famílias dos presos para que possam ser vendidos, o que representa um importante meio de complemento de renda.

Além dos setores de trabalho e produção, a Penitenciária de Teófilo Otoni possui ainda uma escola com capacidade para atender a 150 presos, com a aplicação do Sistema de Educação de Jovens e Adulto (EJA), voltado ao ensino fundamental e médio.

Abrangência

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham em diversas atividades em todo o Estado nas oficinas de marcenaria, fabricação de produtos eletrônicos, piscicultura, hortas, caprinocultura, suinocultura, artesanatos, entre outros. O objetivo, segundo o diretor de trabalho e produção da Sape, Guilherme Augusto Alves Lima, é retirar o detento da ociosidade, incentivando atividades profissionais que irão favorecê-lo, tanto no cumprimento da pena quanto na reinserção social.

“Além disso, há uma preocupação com a questão social. Toda a produção de alimentos é doada às entidades carentes da região onde estão localizadas as penitenciárias. Nesse sentido, o Consea-MG tem papel fundamental para articular e apontar as instituições e entidades que receberão os produtos”, comentou.

Segundo Guilherme, após a implantação dessas oficinas, pôde-se observar que uma mudança de comportamento. “Os sentenciados têm buscado uma profissionalização, não ficam utilizando seu tempo para planejar fugas. Tivemos também uma queda considerável de utilização de medicamentos e de atendimentos psicológicos”, explicou.

Essas oficinas, de acordo com Guilherme, não oneram o Estado, já que o custo dos produtos é baixo. “Na piscicultura, por exemplo, o governo doa a ração e os alevinos. A UFMG oferece a capacitação e temos outros parceiros que também nos auxiliam nesses programas”, ressaltou.

Piscicultura

Minas Gerais é o primeiro Estado do país a produzir peixes dentro de uma unidade prisional. A iniciativa começou no ano passado, no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. A previsão é de que outras penitenciárias serão beneficiadas com o projeto, dentre elas Governador Valadares, duas em Ribeirão das Neves e uma em Ponte Nova.

Nos dias 29 e 30 de março será realizada uma reunião, em Governador Valadares, para discutir a implantação do programa de piscicultura, com o intuito de beneficiar mais de 200 sentenciados. Os pescados são mantidos em criatórios, localizados dentro das áreas de responsabilidade das unidades prisionais. Quando os peixes atingem o peso ideal para pesca, são doados a instituições indicadas pelo Consea-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conselho-de-seguranca-alimentar-apoia-projeto-de-piscicultura-em-teofilo-otoni/

Governo Anastasia: implantação de frigorífico deve impulsionar piscicultura em Alfenas e região

Além de agregar valor ao produto, o frigorífico vai ajudar na inserção dos piscicultores no mercado institucional

Divulgação/Emater
A Apmar tem 60 associados e uma produção anual de 1.500 toneladas de tilápia
A Apmar tem 60 associados e uma produção anual de 1.500 toneladas de tilápia

Os municípios banhados pelo lago da Usina Hidrelétrica de Furnas, no Sul de Minas Gerais, têm cerca de 500 piscicultores e uma produção anual de 5 mil toneladas de tilápia,  de acordo com a Emater -MG. A atividade teve início na região há quase 20 anos e, hoje, é importante fonte de renda para as famílias. Atualmente, a Associação dos Piscicultores do Município de Alfenas e Região (Apmar), a Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago), a Prefeitura de Alfenas e a Emater–MG buscam a implantação de um frigorífico em Alfenas. A expectativa é de que a unidade de processamento seja concluída até 2013. Além de agregar valor ao produto, o frigorífico vai ajudar na inserção dos piscicultores no mercado institucional.

A Apmar tem 60 associados e uma produção anual de 1.500 toneladas de tilápia. Os peixes são comercializados em Alfenas e cidades vizinhas, região Central de Minas Gerais e no estado de São Paulo. Uma das dificuldades enfrentadas pelos piscicultores é a falta de um local para fazer o processamento dos peixes. De acordo com o coordenador de Piscicultura da Emater–MG em Alfenas, Francisco de Paula Vitor Alves, a solução é a construção de um frigorífico. “Com a implantação de uma unidade de processamento, os piscicultores conseguirão agregar valor ao produto, regularizar a comercialização durante o ano, oferecer novos produtos, como fishburguer, filé empanado, linguiça, almôndegas e polpa de peixe, e entrar em novos mercados”, diz o coordenador. Com o frigorífico da Apmar, serão beneficiados 150 piscicultores de nove municípios.

O projeto do frigorífico foi elaborado pela Emater–MG. A área de construção é de 261,4 m², e os recursos são provenientes da Prefeitura de Alfenas, Apmar, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Emenda Parlamentar. “O frigorífico deve ser implantado tão logo haja a liberação de recursos para aquisição de equipamentos, que serão oriundos de Emenda Parlamentar. Com a superação de problemas de comercialização e industrialização do pescado, a atividade deverá crescer muito e se tornar um dos principais produtos regionais junto com o café, milho e leite”,  diz o Francisco Alves.

Com a instalação do frigorífico, os piscicultores também esperam comercializar seus produtos no mercado institucional. A ideia é fornecer peixes a escolas e instituições assistenciais, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). As ações desenvolvidos pelo governo federal são uma forma de garantir mercado para os pequenos produtores. Para participar do PAA e PNAE, os piscicultores irão contar com a ajuda da Emater–MG. As atribuições da Emater-MG nos programas são bem amplas e abrangem desde a assistência técnica, mobilização de agricultores, emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), orientação e elaboração de projetos até capacitação dos agricultores em boas práticas de produção.

Há 5 anos Luiz Carlos Rodrigues Caribé trabalha com piscicultura. A produção mensal dele chega a 9 toneladas de tilápia. Para o piscicultor, a construção do frigorífico irá impulsionar a atividade na região.  “Vamos aumentar a qualidade do nosso produto e agregar valor”, diz Caribé. Uma das expectativas do produtor é fornecer peixe ao mercado institucional por meio do PAA e PNAE.  “Com o frigorífico poderemos participar desse mercado, que é uma segurança para nós”, afirma.

Piscicultura no lago de Furnas

A criação de peixes em tanques redes no Lago de Furnas teve início em 1993, com a criação da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago). Um projeto de piscicultura foi elaborado e recebeu recursos do governo federal e das prefeituras filiadas à Alago. Com isso, foram implantadas unidades demonstrativas de tanques redes e centrais de produção de alevinos em Alfenas e Campo Belo e a piscicultura se expandiu na região. Desde o início a Emater-MG trabalhou em parceria com a Alago. Por meio da empresa, os piscicultores receberam as informações necessárias para o desenvolvimento da atividade. Os extensionistas continuam prestando toda a assistência aos piscicultores.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/implantacao-de-frigorifico-deve-impulsionar-piscicultura-em-alfenas-e-regiao/

Gestão Anastasia: Minas inicia implantação de Territórios de Agricultura Irrigada

Primeira etapa do plano está definida com a participação de três regiões

Divulgação/Seapa
Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos
Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos

Os três primeiros Territórios de Agricultura Irrigada de Minas Gerais deverão ser implantados a partir de julho de 2012. De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), até o fim do primeiro semestre serão definidas as ações necessárias para a ampliação e aprimoramento da agricultura irrigada nesses territórios, que abrangem as bacias dos rios Paranaíba e Jequitinhonha e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Território de Agricultura Irrigada é uma região geográfica delimitada por uma bacia hidrográfica, ou parte de uma bacia hidrográfica, tendo como base as Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGRH). O Estado de Minas Gerais está dividido em 36 unidades, e em 29 delas serão implantados territórios nos próximos três anos.

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, Paulo Romano, o passo seguinte à definição dos três primeiros Territórios de Agricultura Irrigada de Minas será a busca de financiamento para projetos.

“Esses territórios estão sendo delineados como novo conceito de gestão territorial proposto pelo Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais, que integra o Programa Estruturador Sustentabilidade e Infraestrutura no Campo, instituído em 2010 e cuja responsabilidade é da Seapa”, explica.

Com base no diagnóstico da irrigação no Estado, a Seapa e os parceiros no plano (Ministério da Integração Nacional por meio da Secretaria Nacional de Irrigação, e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA) analisaram propostas de ação governamental que possam ampliar a área irrigada e ao mesmo tempo aprimorar o manejo da água na agricultura estadual.

“Trata-se de um desafio, porque há limites de acesso à água e os produtores rurais mineiros, em algumas sub-bacias, já atingiram o limite para outorga. Entretanto, a ampliação da irrigação é cada vez mais necessária e possível, conforme as análises desenvolvidas”, diz Romano.

Ele observa também que “as mudanças climáticas, que causam aumento das incertezas, as necessidades crescentes de alimentos e energia da biomassa, juntamente com as restrições ao desmatamento, tornam indispensável a expansão da agricultura irrigada.”

Condições específicas

Os estudos que compõem o Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais  detalham as condições socioeconômicas, ambientais e culturais de cada território, município por município. Um grupo gestor integrado por representantes dos agricultores e demais usuários da água foi constituído para garantir a sustentabilidade da irrigação nos territórios já definidos. De acordo com Romano, essas pessoas participam da definição dos projetos de solução coletiva para a irrigação nas áreas, de acordo com as condições específicas das regiões.

“São processos inovadores em que o governo (Agricultura e Meio Ambiente) e produtores buscam o mesmo objetivo, o desenvolvimento sustentável”, acrescenta o secretário adjunto.

Na bacia do Paranaíba, que tem tradição na agricultura irrigada, é grande a organização dos usuários. Um exemplo é o município de Araguari, onde 90% da cafeicultura depende de irrigação. A região lidera o ranking da produção  de milho, com estimativa de uma safra de 1,8 milhões de toneladas em 2012, além de produção expressiva de soja e algodão.

“A função dos territórios de irrigação é substituir o modelo da busca de soluções individuais pelas coletivas, ou seja, criar condições para a reunião de todos os usuários da água para agricultura irrigada e outros, numa mesa de negociação, buscando soluções sustentáveis específicas para a bacia”, ressalta Romano.

Já para a bacia do Jequitinhonha,  região do semiárido, segundo Romano, “o foco é a reservação de água com prioridade para as necessidades do consumo humano e animal. O volume excedente de água deve ser destinado à produção agrícola e piscicultura em pequenas áreas para a  geração de renda. No caso desse território de irrigação, o Plano Diretor prevê também o desenvolvimento de projetos para a utilização da água dos reservatórios já existentes na região, principalmente aqueles sob administração da Ruralminas, vinculada à Secretaria da Agricultura.

Romano observa que, “para o território de irrigação da Região Metropolitana de Belo Horizonte, predominam projetos voltados à qualidade da água que é usada em grande volume para a diluição e transporte de esgoto e processos de mineração”.  Nesse caso, ele explica, as ações propostas pelo Plano Diretor têm por objetivo melhorar as condições da irrigação das lavouras do Cinturão Verde. O projeto inclui negociações a fim de conciliar o processo de produção com a expansão imobiliária.

Segundo o secretário adjunto, os projetos dos três territórios deverão ser apresentados a instituições nacionais, como o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB).  Ele prevê a apresentação de propostas para a concretização de mais seis territórios de irrigação até 2014. De acordo com o Plano Diretor, o Estado terá um total de 16 territórios, todos coincidindo com as Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs) do Estado definidas pela  Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, por meio do Igam.

Modelo mineiro

Minas Gerais tem uma área irrigada de 525 mil hectares e capacidade para irrigar 3 milhões de hectares, de maneira sustentável, respeitando as condições topográficas, climáticas e socioambientais e de acordo com o uso adequado das águas para as diversas finalidades. Já o Brasil possui área irrigada de aproximadamente 5 milhões de hectares, mas tem potencial para irrigar cerca de 30 milhões de hectares.

Por isso, segundo Romano, o Plano Diretor de Agricultura Irrigada de Minas Gerais está despertando o interesse de outros Estados, como Mato Grosso do Sul, Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará e Paraná. Além disso, ele acrescenta, o Ministério da Integração Nacional considera o plano como projeto piloto para implantação do Plano Diretor Nacional de Agricultura Irrigada.

“É uma nova visão em que diretrizes estratégicas e gestão integrada valem mais do que as grandes obras físicas”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-inicia-implantacao-de-territorios-de-agricultura-irrigada/

Gestão Anastasia: comitês regionais reforçam importância da atuação em parceria e da intersetorialidade

Imprensa de Teófilo Otoni destaca discussões propostas pelo Programa Estado em Rede, do Governo de Minas

A importância da integração e da intersetorialidade entre órgãos públicos com objetivo de identificar as prioridades locais de cada região do Estado foi tema abordado com destaque pela Rádio Teófilo Otoni. A emissora abrange as regiões dos vales do Jequitinhonha e Mucuri. O assunto foi tratado em entrevista, com o diretor central de Coordenação da Ação Governamental da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Leonardo Ladeira.

No último dia 29 foi realizada a primeira reunião do Comitê Regional do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni. Os comitês integram as ações de implementação do Programa Estado em Rede, que trabalha a regionalização da gestão governamental, que é uma das prioridades da administração do governador Antonio Anastasia.

Na entrevista, Leonardo Ladeira fala sobre o painel de contextualização do trabalho e a metodologia de priorização e integração da estratégia governamental, “observando a importância de se identificar realidades locais que exijam o trabalho em parceria entre órgãos diversos”.

O programa já se encontra em desenvolvimento nas regiões do Rio Doce e no Norte de Minas. O Comitê Regional do Jequitinhonha e Mucuri foi empossado no dia 9 de fevereiro, na Cidade Administrativa, ao lado dos comitês da Zona da Mata, Sul de Minas e Triângulo Mineiro.

O trabalho de coordenação do Programa Estado em Rede é de competência conjunta da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag); Secretaria de Estado de Casa Civil e Relações Institucionais (Seccri); Ouvidoria Geral do Estado (OGE) e Secretaria de Estado do Governo (Segov).

Clique aqui e ouça a entrevista do diretor central de Coordenação da Ação Governamental da Seplag, Leonardo Ladeira, à Rádio Teófilo Otoni.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: DER/MG divulga orientações para quem vai fretar veículos no Carnaval

Para verificar se a empresa contratada está regularizada, basta ligar para uma das 40 coordenadorias do DER espalhadas pelo território mineiro

Bernadete Amado
O veículo irregular estará sujeito à abordagem dos fiscais do DER/MG
O veículo irregular estará sujeito à abordagem dos fiscais do DER/MG

Para proporcionar mais segurança aos motoristas que planejam viajar durante o feriado de Carnaval, período com grande aumento do fluxo de veículos nas rodovias, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER/MG) divulga algumas dicas para quem vai fretar transporte.

O interessado deve verificar se a empresa está devidamente cadastrada no DER/MG, ligando para o órgão e informando a placa do veículo ou código da empresa, ou ainda, exigindo do transportador a autorização do órgão para circular e transportar passageiros. Além disso, deve verificar se o condutor é habilitado e se o veículo está em bom estado de conservação com os itens de segurança obrigatórios.

O diretor de Fiscalização do DER/MG, João Afonso Baeta Costa Machado, lembra que o veículo irregular estará sujeito à abordagem dos fiscais do DER/MG e se não estiver dentro das conformidades previstas em Lei, será impedido de continuar a viagem e os passageiros serão obrigados a desembarcar do veículo.

Para verificar se a empresa contratada está regularizada, basta ligar para uma das 40 coordenadorias do DER/MG espalhadas pelo território mineiro. Em Belo Horizonte, poderá ligar para (31) 3235 1168.

Outras dicas

A coordenadora do Núcleo de Educação para o trânsito do DER/MG, Rosely Fantoni, destaca, ainda, a importância de manter a atenção totalmente voltada para a condução, dirigindo de maneira defensiva e de acordo com as leis de trânsito. “Algumas pesquisas mostram que grande parte dos acidentes nas rodovias é causada por falhas humanas. Dirigindo com cautela, sem a ingestão de bebidas alcoólicas e respeitando à sinalização, o motorista evita acidentes”, afirma.

A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança por todos os ocupantes do veículo e a necessidade das crianças serem levadas em cadeirinhas apropriadas para se ter uma viagem segura foram outros pontos abordados por Rosely Fantoni.

Antes de começar a viagem é preciso mais alguns cuidados, como realizar a revisão do automóvel em uma oficina de confiança, observando itens como equipamentos obrigatórios, mecânica e elétrica. “Os veículos desregulados podem provocar excesso de fumaça preta e fuligem, aumento do consumo de combustível, desgaste do motor, dificuldade de visibilidade nas estradas e danos à saúde e ao meio ambiente”, aponta Rosely Fantoni.

Mais um fator determinante para uma viagem segura e sem imprevistos é procurar conhecer bem o trajeto a ser percorrido. No site do DER/MG, o usuário pode verificar a situação da malha rodoviária. Além disso, na Central de Atendimento Telefônico do órgão, número 155, opção 6, o motorista pode se informar sobre as condições das MGs e ocorrências causadas por chuvas.

Em caráter preventivo, o Núcleo de Educação para o Trânsito do DER/MG já programou diversas blitze educativas de carnaval em todo o Estado de Minas Gerais.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: renda agrícola de Minas Gerais em 2012 deverá crescer acima da média nacional

Valor da produção no Estado pode atingir R$ 25,7 bilhões

Divulgação
A  cultura que gera a maior parte da renda agrícola nas propriedades do Estado é o café
A cultura que gera a maior parte da renda agrícola nas propriedades do Estado é o café

A primeira estimativa sobre o Valor Bruto da Produção (VBP) de 2012 em todo o país mostra que Minas Gerais deverá manter o crescimento acima da média nacional. De acordo com os números divulgados nesta terça-feira (14) pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o VPB do Estado deverá aumentar 17,3% em relação ao ano passado, enquanto o crescimento nacional deve ficar em 2,7%. O VBP correspondente à renda dentro da propriedade e considera as 20 principais culturas agrícolas do Brasil.

O relatório do ministério indica que o VBP de Minas deverá  atingir R$ 25,7 bilhões em 2012. No ano passado,  a renda agrícola dentro das propriedades do Estado ficou em R$ 21,8 bilhões. O VBP de Minas Gerais corresponde a 12% da valor nacional, que deve ser de R$ 214,6 bilhões.

A  cultura que gera a maior parte da renda agrícola nas propriedades do Estado é o café. O estudo mostra que o valor da produção neste ano deve atingir R$ 12,6 bilhões, um crescimento de 12,5% em relação a 2011. A produção de cana-de-açúcar também deve se destacar. O valor previsto para este ano é de R$ 4 bilhões. Se o número se confirmar, o crescimento será de 13,1% na comparação com o período anterior.

Outras culturas que deverão apresentar aumento do VPB em Minas são: algodão (37,7%), banana (69,5%), milho (10,4%) e soja ( 5,4%).

Acima da média

Em 2011, Minas Gerais também registrou um crescimento do VBP acima da média nacional. No ano passado, a renda agrícola dentro das propriedades do Estado, de R$ 21,8 bilhões, representou um aumento 18,5% na comparação com 2010. Já o crescimento médio do país foi de 13,3%, com um VBP de R$ 209 bilhões.

Números do VBP de Minas Gerais (estimativa para 2012)

VBP total: R$ 25,7 bilhões (+17,3%)

VBP do café: R$ 12,3 bilhões (+12,5%)

VBP da cana-de-açúcar: R$ 4 bilhões (+13,1%)

VBP do milho: R$ 3 bilhões (+10,4%)

VBP da soja: R$ 2,2 bilhões (+5,4%)

VBP da banana: R$ 541 miilhões (+ 69,5%)

VBP do algodão: R$ 238 milhões (37,7%)

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia inaugura novo centro de distribuição supermercadista na Zona da Mata

Governador destacou empreendimento como demonstração do crescimento da economia de Minas Gerais
Carlos Alberto/Imprensa MG
Governador Anastasia inaugura as instalações do novo centro de distribuição do Grupo Bahamas em Juiz de Fora
Governador Anastasia inaugura as instalações do novo centro de distribuição do Grupo Bahamas em Juiz de Fora

O governador Antonio Anastasia participou, neste sábado (11/02), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, da inauguração do novo Centro de Distribuição do Grupo Bahamas, 3º maior grupo do setor supermercadista mineiro. Com investimentos de R$ 23 milhões, a nova unidade irá gerar 500 novos empregos diretos e resultará em redução de custos e maior agilidade para o abastecimento das lojas do grupo no Estado.

Durante seu pronunciamento Antonio Anastasia apontou o crescimento do grupo Bahamas como símbolo do desenvolvimento da região da Zona da Mata e de Minas Gerais, destacando os índices econômicos estaduais como fundamentais para a indústria brasileira.

O governador citou dados divulgados, nesta sexta-feira (10/02), pelo IBGE que apontam Minas Gerais como principal responsável pelo aumento de 4,2% na remuneração dos empregados da indústria nacional em 2011, em comparação a 2010.

“A indústria brasileira só atingiu esse índice porque em Minas Gerais a remuneração subiu 10%. Da mesma forma a balança comercial brasileira tanto de 2010, como de 2011, só teve superávit graças às exportações de Minas Gerais. O superávit mineiro foi exatamente o superávit nacional. Portanto, é esse reconhecimento da nossa economia que nós precisamos cada vez mais ter”, afirmou o governador.

De acordo com Jovino Campos, diretor do Grupo Bahamas, o novo centro de distribuição, localizado às margens da BR-040, no trevo para Caxambu, irá sustentar a expansão do grupo, que pretende dobrar de tamanho até 2015, alcançando um faturamento de R$ 2 bilhões. Atual 20ª empresa do ranking nacional de supermercados, o Bahamas quer chegar ao primeiro lugar em Minas e estar entre os dez primeiros do Brasil.

Com 29 anos de atividade, o Bahamas emprega 5 mil pessoas e conta 28 lojas – 19 em Juiz de Fora, duas em Cataguases, duas em Barbacena, uma em Viçosa, Ponte Nova, Ubá, Além Paraíba e São João Del Rei. A intenção é chegar a 50 lojas até 2016.

O centro de distribuição ocupa área total de 380 mil m², com 25 mil m² de área construída. No prédio funciona o centro de distribuição, escritório central, departamentos comercial e financeiro. A capacidade de carregamento é de 100 caminhões diários.

Estiveram presentes à cerimônia de inauguração o secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, o secretário de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, além do prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos, e autoridades da região.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: força tarefa de combate à dengue prepara Pompéu para o Carnaval

Troque garrafas, pneus e latas por material escolar e ajude a manter a cidade limpa e sem dengue para receber os foliões
Vivian Campos/SES MG
O garoto Luiz Henrique, de 10 anos, foi o recordista de trocas no 1° dia da ação e deu exemplo de cidadania
O garoto Luiz Henrique, de 10 anos, foi o recordista de trocas no 1° dia da ação e deu exemplo de cidadania

Nesta quinta (09) e sexta-feira (10), os moradores de Pompéu, cidade localizada na região Central de Minas e famosa pelo Carnaval, terão a oportunidade de trocar objetos que podem se tornar focos de dengue por material escolar. O objetivo é deixar a cidade limpa e sem dengue para receber os foliões.

Essa é uma das estratégias da força tarefa de combate à dengue, da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A ação está sendo realizada na Praça Carlos Elói, Centro, das 9h às 16h. A guerra contra a doença será reforçada por meio da divulgação de informações e do estímulo à participação ativa da população, que pode colaborar na eliminação dos possíveis focos do mosquito em suas residências.

Agentes da SES, em parceria com a prefeitura, estão mobilizando a população do município desde o dia 23 de janeiro. Para isso, a Secretaria leva o Dengue Móvel e o Dengômetro, espaço de convivência e de troca de informações, para os pontos de maior circulação de pessoas.

Cada lata doada corresponde a 1 borracha; cada pet, a 1 lápis, e cada pneu, a 1 caderno.

Cidade limpa e sem dengue

A moradora Ângela de Fátima Silveira trocou pneus e garrafas pets por cadernos e lápis e, segundo ela, que também trabalha na limpeza urbana da cidade, é muito importante manter a cidade limpa e sem dengue. “Minha mãe e meu irmão já tiveram dengue e sei que é uma doença séria, por isso não podemos descuidar. Se eu limpo meu quintal, mas o meu vizinho não limpa, não adianta nada”, enfatizou.

A coordenadora de Vigilância em Saúde de Pompéu, Aylla Ferreira Araújo, destaca que esse é um tipo de trabalho diferente que complementa as ações na cidade. “Percebemos que muitas vezes as pessoas guardam os objetos dentro de casa por comodismo, porém a mobilização consegue despertar o interesse nas pessoas”, afirma.

“Só para se ter uma ideia, já estamos colhendo os frutos do trabalho da força tarefa, que atuou em Pompéu em 2011. Em 2010 houve 1.775 notificações de dengue, já em 2011 houve apenas 193, prova de que o trabalho surtiu efeito. O que esperamos para 2012 é que o mesmo aconteça. Até o momento foram notificados 23 casos”, destaca Aylla.

O supervisor geral de Endemias da Regional de Saúde de Sete Lagoas, Ronaldo Félix, comenta sobre a repercussão da iniciativa. “Essa é uma ação que realmente funciona, pois o cidadão se sente mobilizado a retirar os focos de dengue de dentro de casa”.

Luiz Henrique Pereira, de 10 anos, recolheu mais de 200 latinhas e 100 garrafas pet e foi o recordista do dia nas trocas por material escolar. Ele pediu autorização para entrar em um estacionamento próximo ao local onde o dengômetro estava instalado e realizou uma verdadeira limpeza, dando exemplo de consciência ambiental e social para muitos adultos.

“A dengue é muito perigosa, meu irmão de 4 anos teve a doença e ficou muito mal, mas graças à Deus agora ele está bem. Estou ajudando a acabar com o mosquito”, diz o garoto.

Fonte: Agência Minas