Debate da Record: Aécio é o que tem mais preparo e segurança

Aécio mostrou que é o candidato da mudança com segurança, baseada nos pilares da ética, dignidade e decência.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Aécio Neves participa de debate promovido pela Rede Record

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, participou, nesse domingo (28/09), de debate promovido pela Rede Record, em São Paulo (SP). Aécio mostrou que é o candidato da mudança com segurança, baseada nos pilares da ética, dignidade e decência. Ele apresentou propostas sobre a matriz energética, a manutenção e o aprimoramento dos programas sociais, o combate à pobreza, entre outros temas. Abaixo, trechos de participações de Aécio Neves no debate.

Energia

Nossa matriz energética é majoritariamente hídrica. 75%, ou algo em torno disso, vêm das águas. Há uma necessidade iminente, urgente, de diversificarmos essa matriz energética. Infelizmente, ao longo de todo esse último período de governo, não houve planejamento, porque, se por um lado alguns investimentos ocorreram, por exemplo, nos parques eólicos, sobretudo no Nordeste brasileiro, não houve a capacidade desse governo de planejar os investimentos em linhas de transmissão que ligariam essa energia gerada ao sistema. Houve um equívoco gravíssimo de governo que diz respeito à política em relação à Petrobras, que inviabilizou o etanol, talvez a grande, a mais importante fronteira tecnológica e de conhecimento que o Brasil atravessou. É preciso que se faça justiça. A senhora [Marina Silva] cita o governo do presidente Fernando Henrique, que tinha um grande desafio, o desafio de domar a inflação, o de tirar o perverso imposto inflacionário das costas do trabalhador brasileiro. Lutamos muito por isso, contra o PT. O governo do presidente Fernando Henrique cumpriu no seu tempo a sua maior obrigação. Infelizmente, esse governo não vem cumprindo a sua.

Petrobras

Infelizmente, as nossas empresas públicas e as nossas instituições foram tomadas por um grupo político que as utilizam para se manter no poder. A cada debate em que nos encontramos há uma denúncia nova. Em relação à Petrobras, por exemplo, é talvez o retrato mais visível do descompromisso desse governo com a profissionalização. Isso que precisa mudar no Brasil, a profissionalização precisa chegar. Não vamos privatizá-la, inclusive, o projeto de lei que proíbe sua privatização é de autoria do PSDB. Mas eu vou reestatizá-la, eu vou tirá-la das mãos desse grupo político que tomou conta dessa empresa e está fazendo aquilo que nenhum brasileiro poderia imaginar: negócios há 12 anos. Senhora presidente, a senhora era a presidente do conselho de administração dessa empresa, e isso é vergonhoso. Mas não vejo a senhora candidata demonstrar um sentimento de indignação. Não vejo a senhora dizer ‘não é possível que fizessem isso nas minhas barbas, sem eu saber o que esta acontecendo’.  Não, candidata, essa indignação está faltando. Quando assumimos o governo, com o presidente Fernando Henrique Cardoso, a inflação era de 916% ao ano. Levamos a 7%; a eleição do presidente Lula levou a 12%. A senhora será a primeira presidente pós-Plano Real, pós-redemocratização, que vai entregar uma inflação maior do que recebeu.

Plano Real

Eu me orgulho muito da trajetória do meu partido. O Brasil não teria avançado até aqui se não tivesse havido o Plano Real, se nós não tivéssemos modernizado a nossa economia, se não tivéssemos implementado a Lei de Responsabilidade [Fiscal] no Brasil contra o PT, sempre se opondo a esses avanços extraordinários.

Proposta de governo

As últimas pesquisas [de intenções de voto] todas elas, sem exceção, mostram que a única candidatura que cresce em todas as regiões do Brasil é a nossa candidatura, porque as pessoas estão compreendendo de forma muito clara que a mudança precisa vir acompanhada de consistência, de quadros qualificados. Não sou candidato à Presidência da República para colocar um retrato de um partido político na parede, não. Nós construímos um projeto para melhorar a sua vida, para melhorar a saúde, para trazer mais empregos a partir do crescimento, para melhorar a qualidade da educação. Nós estamos prontos para fazer uma grande revolução nesse país, com ética, com decência e com competência, e é por isso que todas as pesquisas começam a sinalizar que nós estaremos no segundo turno, certamente, não sei com quem.

Programas sociais

Manterei os programas sociais, até porque grande parte deles foi iniciada no nosso governo [do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso] e vou aprimorá-los. E vejo com certa estranheza a candidata Marina Silva [do PSB] se queixar muito hoje das ofensas, das calúnias e dos boatos de que os candidatos de oposição vão acabar com esses programas. Esses boatos realmente existem, candidata. Mas sempre existiram. Existiram contra nós, quando a senhora estava no PT. Não me lembro, infelizmente, de nenhuma palavra da senhora contra esse tipo de política que o PT continua praticando.

Combate à Pobreza

Não podemos compreender a pobreza apenas na vertente da privação da renda. Além disso, a privação de serviços, saneamento básico, saúde adequada e a privação de oportunidades que caracterizam a pobreza. A nossa proposta, ‘Família Brasileira’, busca classificar as pessoas que recebem o Bolsa Família em cinco níveis de carências: das maiores até as menores. Nenhuma família ficará mais de um ano em uma mesma faixa, o Estado atuará de uma forma integrada para que sua família melhore.

Resgate da credibilidade

Vamos voltar a crescer no momento em que o Brasil voltar a ser respeitado. No momento em que nós resgatarmos a credibilidade nas regras que aqui são praticadas. Essa é outra herança macabra e perversa do atual governo. A desconfiança generalizada em relação ao Brasil. Vamos elevar a taxa de investimento da nossa economia, hoje em 18% do PIB, para algo em torno de 23% a 24% do PIB. Temos time de alta qualidade para permitir que os investimentos privados voltem a nos ajudar a gerar empregos no Brasil.

Estado Islâmico

A presidente da República protagonizou nos últimos dias um dos mais tristes episódios da política externa brasileira. Temos local de destaque na ONU [Organização das Nações Unidas], conquistado por Osvaldo Aranha [diplomata brasileiro que, em 1947, defendeu a criação do Estado de Israel], nós [brasileiros] abrimos as reuniões anuais da ONU. A presidente da República foi àquela tribuna – para a perplexidade de diplomatas, inclusive alguns brasileiros com os quais conversei depois – em primeiro lugar para fazer autoelogios ao seu governo. Ela propôs um diálogo com o Estado Islâmico. O Estado Islâmico está decapitando, cortando cabeças de pessoas. Não é possível que nós não possamos compreender o esforço que o mundo está fazendo para o enfrentamento do terrorismo, numa aliança, inclusive, que inclui um grande número de países árabes. Uma marca e uma mancha na política externa brasileira. Há um alinhamento ideológico absolutamente atrasado e anacrônico, que tem impedido o Brasil de avançar em novos mercados e gerar novos empregos para a sua família, para seus filhos.

Adolescentes e crimes hediondos

A senhora presidente fugiu à resposta sobre segurança. Dentre todo o conjunto de proposta que apresentamos, defendo em caso de crimes graves, os chamados crimes hediondos, que o maior de 16 anos, autorizado pelo Ministério Público, possa ser processado pelo juiz com base no Código Penal para diminuirmos essa sensação de impunidade.

Considerações Finais

Enquanto duas das candidatas não param de brigar aqui e nos programas eleitorais, eu me preparei para brigar ao seu lado [eleitor]. Me preparei para apresentar uma proposta ao país que permita que a inflação volte a ser controlada e que nós voltemos a crescer, porque é o crescimento que gera emprego. É muito importante que tenhamos em mente que, quando se elege um presidente da República, elege-se um governo. Busquei, ao longo de todos esses últimos anos, os quadros mais preparados do país. Não do meu partido apenas, muitos de fora do meu partido, sem partido, gente de educação, da saúde, da assistência social e da economia. Porque nós temos nas nossas mãos uma oportunidade muito, mas muito preciosa de fazermos o Brasil se reencontrar com os brasileiros. É muito importante que você reflita antes da escolha do próximo domingo [5/10, dia da eleição], porque refletindo, tenho absoluta convicção que vai perceber que o governo que está aí perdeu as condições de governar. A outra candidata, que aparece pontuando nas pesquisas, infelizmente ainda não adquiriu essas condições. É por isso que eu peço o seu voto para fazer um governo decente, eficiente, em seu favor.

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Publicado em 30/09/2014, em política e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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