Arquivo mensal: agosto 2014

Aécio Neves: propostas concretas em debate na Band

Candidato anuncia Armínio Fraga como ministro da Fazenda para garantir previsibilidade e segurança na condução da política econômica.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder 

DEBATE BAND

Aécio é o único a apresentar propostas concretas para mudar o Brasil

Candidato anuncia ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como ministro da Fazenda para garantir previsibilidade e segurança na condução da política econômica do novo governo

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, foi o único a apresentar propostas concretas para realizar as mudanças desejadas pela população brasileira durante debate na Rede Bandeirantes, que reuniu sete candidatos ao Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (26/08). Ao se dirigir aos eleitores durante as considerações finais, Aécio anunciou que o ministro da Fazenda de seu governo será o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, numa demonstração clara de que garantirá previsibilidade e segurança na condução da política econômica.

Em aproximadamente três horas de debate, Aécio detalhou suas propostas para áreas de segurança pública, mercado de trabalho, jovens carentes, reforma política, energia e mobilidade urbana. Além disso, mostrou que é o candidato com propostas mais firmes para fortalecer a saúde, a educação e o emprego. Aécio também reiterou que vai adotar uma política econômica para enfrentar a inflação em alta e o baixo crescimento do país.

“O Brasil não comporta novas aventuras, improvisos. Ofereço o caminho da segurança, da responsabilidade fiscal. Se eleito presidente da República, se merecer a sua confiança, [quero] dizer de forma clara aquilo que pretendo fazer: nomearei como ministro da Fazenda um dos economistas mais respeitados do mundo, o ex-presidente do Banco Central, um dos formuladores do tripé macroeconômico, Armínio Fraga”, anunciou Aécio.

Críticas

O candidato criticou a maneira como a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, conduziu o Brasil nos últimos quatro anos e alertou para incoerências e contradições da candidata do PSBMarina Silva.

Ao ser questionado sobre o que fará em segurança públicaAécio voltou a defender que é preciso adotar uma política nacional para combater a criminalidade, unificar as ações das polícias civil e militar, reformar os códigos penal e processual penal e não bloquear o repasse de recursos para a área, além de realizar parcerias com os Estados.

“É preciso uma articulação definitiva do poder central com os Estados. Todos sabemos que o tráfico de drogas e o tráfico de armas não são responsabilidade dos Estados. É responsabilidade da União. E as nossas fronteiras infelizmente não vêm tendo a segurança e os investimentos prometidos há quatro anos. Uma Política Nacional de Segurança Públicacoordenada pelo governo federal é essencial para diminuirmos a insegurança no Brasil”, afirmou .

Exemplos

Aécio afirmou que fará no Brasil o que já realizou durante seus dois mandatos à frente do governo de Minas Gerais. A taxa de homicídios, entre 2003 e 2010 no Estado, teve redução de 18%. Em 2010, chegou a 14,7 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Já a taxa de homicídios do Brasil ficou 1,8% maior nesse mesmo período. Com Aécio Neves no governo, Minas foi o Estado que mais investiu em segurança no Brasil: foram 13,4% dos gastos totais do Estado.

Ao ser questionado pela candidata do PT, a atual presidente, Dilma Rousseff, sobre qual sua política para o mercado de trabalho, Aécio criticou o governo petista dizendo que a atual administração não tem proposta para melhorar o futuro dos brasileiros, tampouco capacidade de gerar emprego e confiança dos investidores. “Estamos preparados para fazer o Brasil voltar a crescer e gerar empregos cada vez de melhor qualidade”, disse.

Eficiência

Além de propor ações para retomar a geração sustentável e crescente de emprego, Aécio prometeu conter a disparada da inflação, lembrando que o poder de compra da população nas feiras livres, por exemplo, foi corroído nos últimos seis meses.

Para demonstrar a maior capacidade de administrar o Brasil, o candidato aproveitou para lembrar suas experiências como governador de Minas Gerais, estado que se tornou referência internacional ao implantar a avaliação de desempenho de 100% dos servidores públicos.

“Quando assumi o Governo de Minas, reduzi 1/3 das secretarias e enxuguei os cargos comissionados. Elegemos a educação como prioridade. Chegamos ao final do mandato como a melhor educação do Brasil”, afirmou Aécio. “Falta no Brasil eficiência na gestão pública, que foi entregue a um punhado de partidos”, acrescentou.

Como exemplo na área educacional, Aécio reiterou o compromisso de levar para todo o Brasil o programa Poupança Jovem, alternativa para estudantes que precisam de financiamento para manter seus estudos. “Não é uma política de assistencialismo. Dá alternativa ao jovem, que pode ter como concorrente o tráfico e o crime”, afirmou.

Reforma política e fortalecimento da Petrobras

Aécio defendeu ainda uma reforma política com adoção do voto distrital misto e fim da reeleição, com mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos. Ele reforçou, no entanto, que essa não é posição consensual dentro do PSDB.

O candidato também sublinhou o compromisso de fortalecer a Petrobras e lançou um desafio à presidente ao perguntar se ela se desculparia junto ao povo brasileiro pela gestão irresponsável na estatal. “É realmente uma leviandade a forma que a Petrobras vem sendo administrada. É a Polícia Federal que diz que há uma organização criminosa lá. Um colega seu de diretoria está preso hoje. As denúncias que aí estão são extremamente graves e a senhora não pode se esquivar de respondê-las”, afirmou.

Aécio Neves fez uma defesa em favor da democracia representativa e do fortalecimento das instituições brasileiras. “A democracia pressupõe instituições sólidas. Participação popular é essencial, mas a formatação que busca trazer o PT é algo que já de início avilta o poder soberano que é eleito pela sociedade brasileira”, afirmou Aécio Neves.

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Nordeste: Aécio diz que desenvolvimento é prioridade

Aécio disse que a conclusão das obras da Transposição do Rio São Francisco é prioridade, assim com a manutenção dos programas sociais.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: eleições 2014; desenvolvimento regional; Nordeste Forte; irrigação
Sobre desenvolvimento regional e compromissos.

[É prioridade] a conclusão das obras permanentemente adiadas pela incompetência desse governo. A conclusão da Transposição do São Francisco é prioridade absoluta do nosso governo. Os programas sociais, como o Bolsa Família, não serão apenas mantidos, serão ampliados para atender aqueles que menos têm. Mas serei o presidente do desenvolvimento e principalmente do desenvolvimento regional. Teremos políticas públicas específicas para essa região, que passam pela simplificação do sistema tributário com situações específicas para investimentos que venham pra cá. Teremos uma preocupação clara com a conclusão de todos os gargalos de infraestrutura que têm impedido aqueles que aqui produzem de produzirem com maior competitividade.

Serei o governo da Segurança Pública. O Governo Aécio Neves é um governo que não vai se omitir, como o atual governo. E vai conduzir uma política nacional de segurança, impedindo o contingenciamento de recursos, fazendo uma profunda reforma no Código Penal e no Código de Processo Penal para que a impunidade não continue a imperar Brasil afora. E vamos colocar policiais nas ruas. O governo federal vai subsidiar os Estados para que todos os policiais que estão hoje em serviços administrativos possam cumprir a função para a qual foram preparados. E, ao final, seremos o governo da generosidade na saúde pública. O governo do PT, ao longo dos últimos 12 anos, vem reduzindo ano a ano a participação federal no financiamento da saúde pública no Brasil.

Vamos ser o governo não apenas do financiamento, mas da gestão e principalmente dos investimentos regionalizados. Já tem uma demanda do governador Cássio Cunha Lima, vamos trazer para essa região as clínicas de especialidades, onde o cidadão chega, se consulta com os especialistas, faz os exames e já sai dali medicado, com os remédios. Temos que dar uma nova qualificação no atendimento de saúde pública aos que menos têm.

Sobre propostas para a Paraíba e o Nordeste Forte

Me referi aqui a obras de infraestrutura, mas há um compromisso meu com o Cássio de buscar trazer o desenvolvimento e a indústria novamente para a Paraíba. Temos que reaquecer o polo industrial da Paraíba. Existem potencialidades extraordinárias que podem ser exploradas, mas só serão se conseguirmos fazer o governo crescer. Governei Minas Gerais, que tem uma região nordeste incrustrada em nosso Estado, para muito orgulho nosso. Terminei o meu governo gastando três vezes mais na região de menor IDH do que nas regiões mais ricas. E quando vencer as eleições, esse é o meu compromisso: os investimentos prioritários começarão por aqui.

Estarei ao lado do governador Cássio, ao lado do governador José Agripino, que nos acompanha, no próximo sábado, lançando em Salvador o programa que estamos chamando de Nordeste Forte, que passa por investimentos em irrigação no nosso semiárido, passa também pela questão tributária, a qual eu me referi, específica para essa região. Vamos definir quais são esses principais gargalos de infraestrutura e vamos dar um choque de infraestrutura no Brasil. Mas vamos principalmente estabelecer quais as vocações especificas de cada uma das nossas microrregiões. E, ao final, estarei anunciando no sábado, e antecipo pra vocês, vamos refundar a Federação no Brasil.

Vamos dotar os municípios novamente de condições de eles próprios enfrentarem as suas dificuldades, porque o Brasil se transformou num Estado unitário hoje. Apenas o governo federal tudo tem. Apenas o governo federal tudo pode e todos dele são dependentes. O nosso governo será o governo da descentralização. E repito, tenho compromisso com o governador Cássio de trazer novos e importantes investimentos que vão gerar renda e desenvolvimento para essa região, obviamente acompanhados da qualificação, porque educação é sempre aquilo que há de mais importante para transformarmos a realidade de qualquer região do país, e na Paraíba não é diferente.

Sobre a seca.

Essa é uma questão histórica. Você, obviamente, não muda o clima, mas pode minimizar os efeitos da seca e da estiagem com políticas públicas específicas para essa região. Me referi aqui à Transposição, que já poderia estar minimizando o sofrimento de milhões de paraibanos, de nordestinos de todas as regiões. Sabemos que existem também já cidades onde falta água para o consumo humano, isso é inaceitável em um país com as potencialidades do Brasil. Temos políticas específicas de irrigação para o nosso semiárido, inclusive, que vocês vão conhecer em detalhes no próximo sábado.

O que quero dizer de forma muito clara é que sempre defendi que as regiões desiguais devem ser tratadas de forma desigual, porque só dessa forma você vai diminuir as desigualdades. Eu serei, como foi há 60 anos um presidente mineiro, talvez o primeiro a colocar um olhar mais generoso para essa região, que foi Juscelino Kubitscheck, com a criação da Sudene. Quero dizer que 60 anos se passaram, e eu serei o novo presidente do Nordeste brasileiro.

Não sei contra quem, mas estarei no segundo turno, afirma Aécio

“Eleição tem muita especulação”, afirmou. “Não sei contra quem eu vou, mas garanto que estarei no segundo turno”, concluiu.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico 

Não sei contra quem, mas estarei no segundo turno, diz Aécio

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, minimizou nessa quarta-feira as informações de que os tucanos estariam preocupados com o enfraquecimento de sua campanha após a entrada da ex-senadora Marina Silva no páreo presidencial pelo PSB.

“Eleição tem muita especulação”, afirmou. ” Não sei contra quem eu vou, mas garanto que estarei no segundo turno”, concluiu.

O tucano falou sobre o assunto ao encerrar um evento com sindicalistas vinculados a três centrais na tarde desta quarta. Ele disse que, se eleito, terá diálogo permanente com as categorias e acusou a presidente Dilma Rousseff (PT) de governar de costas para os trabalhadores.

Ele voltou a dizer que o PT “mente” e espalha boatos de que, com ele na Presidência, não haverá mais aumento real do salário mínimo. “Os que fracassaram devem deixar o caminho aberto”, disse. O candidato disse ainda que o partido de Dilma “se apequenou ao assumir o poder”. Aécio recebeu uma pauta de reivindicações dos sindicalistas que discursaram a seu favor. O evento foi organizado pela Força Sindical, que apoia o tucano.

Saúde: Aécio Neves diz que corrigirá tabela do SUS

“Vamos enfrentar essa situação com o aumento do financiamento com base em propostas que já tramitam no Senado”, comentou Aécio.

SUS na UTI

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio Neves promete corrigir tabela do SUS

Candidato tucano não comentou como reajustará os valores: ‘Só vou tratar dos mínimos detalhes quando estiver no governo’

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, prometeu nessa quarta-feira, 20, caso eleito, corrigir a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), uma das maiores reivindicações da classe médica brasileira. Após visita ao comércio no Brás, no centro da capital paulista, ao lado do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB)Aécio disse: “É necessário que a tabela do SUS seja corrigida, mas você não vai acabar com a defasagem da noite para o dia”, admitiu, evitando entrar em detalhes sobre a maneira de fazer essa correção.

Segundo Aécio, é possível corrigir tais defasagens à medida que se dê prioridade à área da saúde, ao contrário, de acordo com ele, do que vem fazendo o governo da presidente Dilma Rousseff. “Vamos enfrentar essa situação com o aumento do financiamento com base em propostas que já tramitam no Senado, mas só vou tratar dos mínimos detalhes quando estiver no governo e com todas as informações de que hoje não dispomos”, afirmou, depois de visitar um projeto de prevenção do câncer de mama do governo paulista.

Na avaliação do tucano é possível resolver os gargalos da área da saúde com previsibilidade e metas, condições que, no seu entender, não estão presentes na gestão petista. Após a agenda no BrásAécio tem um encontro nesta tarde com sindicalistas de todo o País, na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade. Trabalhadores e representantes sindicais ligados à Força Sindical, à UGT e à Nova Central já estão no local aguardando o presidenciável e o governador. A agenda foi organizada pelo presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

Aécio proposta: simplificação do sistema tributário

Aécio: “Quero registrar de forma clara: essa região terá prioridade absoluta nas nossas ações de governo, no grande choque de infraestrutura”.

Aécio: investir para crescer

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Cuiabá (MT) – 19-08-14

(Seguem trechos)
 
Assuntos: eleições 2014; agronegócio; ministérios; infraestrutura; economia; Federação; Pedro Taques
 
Sobre Agronegócio e ministérios.

Será uma das maiores prioridades do meu governo dar condições para que o agronegócio avance no Brasil. Eu vou criar aquilo que eu já chamei do Superministério do Agronegócio, um ministério que vai ter uma interlocução em pé de igualdade com o Ministério da Fazenda, com o Ministério do Planejamento, na definição do orçamento, com oMinistério da Infraestrutura, na definição de quais os investimentos necessários a ampliar a competitividade de quem produz no Brasil. Vou, logo no inicio do governo, enviar uma proposta de simplificação do nosso sistema tributário para também diminuir o custo Brasil, que é grande entrave a quem produz hoje no campo.

Somos os mais produtivos da porteira para dentro e quando vamos da porteira pra fora falta tudo. Falta rodovia, falta ferrovia, falta hidrovia, faltam portos competitivos. O meu governo vai ser o governo do estímulo a quem produz, a quem trabalha no Brasil. E venho hoje mais uma vez ao Mato Grosso, a Cuiabá, ao lado do companheiro Pedro Taques , reafirmar esse compromisso com o Brasil produtivo, com o Brasil que gera divisas, com o Brasil que gera renda, com o Brasil que gera emprego.

Todos os brasileiros de todas as partes do Brasil devem reconhecer o esforço que essa região vem fazendo, mesmo com a ausência de um governo que planeje, de um governo que seja parceiro. Venho oferecer isso, uma grande parceria para que o Centro-Oeste brasileiro, o Mato Grosso, em especial, possa se desenvolver. Não fosse a força doagronegócio estaríamos com o crescimento negativo na nossa economia.

É aqui que temos que encontrar as formas de garantirmos cada vez maior competitividade e, mais do que isso, novos mercados para quem produz no Brasil. A nossa politica externa é esquizofrênica, privilegia o alinhamento ideológico em detrimento do pragmatismo, da abertura de novos mercados que seriam necessários para que quem produz aqui possa cada vez crescer mais.

Sobre investimentos em logística na região.

O meu governo terá uma vertente muito clara de privilegiar ferrovias e hidrovias, abandonadas muitas delas nesse governo.  A Tapajós – Teles Pires, a Paraguai – Paraná, falamos disso da outra vez. A BR 163 precisamos fazer com que seja concluída e levá-la até o seu vetor norte, até o Pará, Santarém.

A grande verdade é que falta ao Brasil um governo que planeje, que inicie as obras e entregue essas obras no prazo e no preço acertado. Não existe desperdício maior do dinheiro público do que uma obra que se inicia e não é concluída por incapacidade do governo, por impedimento de toda ordem. O nosso governo vai aliar decência e eficiência e quero aqui registrar de forma muito clara: essa região terá uma prioridade absoluta nas nossas ações de governo, no grande choque de infraestrutura que vamos iniciar após 1° de janeiro do ano que vem.

A diminuição do custo Brasil passa, em primeiro lugar, por investimentos em infraestrutura que possam garantir maior competitividade a quem produz. Em segundo lugar, por algo essencial que é a simplificação do nosso sistema tributário para em médio prazo temos também a diminuição da carga. E, em terceiro lugar, segurança jurídica para quem produz. O Brasil precisa de paz. Paz no campo, paz nas cidades, para sairmos da situação hoje vexatória de sermos o lanterna em crescimento na nossa região, na América do Sul, vendo, infelizmente, novamente [ameaçadas] aquelas principais conquistas que nos trouxeram até aqui, como a da estabilidade econômica, colocada em risco pela leniência do atual governo no combate a inflação.

Sobre agronegócio e meio ambiente.

Acho que esse é um falso dilema, uma falsa questão. Tivemos desde 1990 um aumento de algo em torno de 40% da área plantada no Brasil e, ao mesmo tempo, a produção brasileira aumentou 220%. É uma demonstração clara de que há compatibilidade sim entre o agronegócio e a preservação ambiental. Essa é agenda do futuro. O setor produtivo brasileiro que produz no campo, em sua grande maioria, tem enormes preocupações ambientais. Cabe o governo, por exemplo, fortalecendo a Embrapa, criar melhores condições, investindo em ciência, em tecnologia, para ajudar o produtor a compatibilizar o crescimento da sua produção com o aumento de produtividade, com a preservação ambiental. O nosso governo será o governo do estímulo ao aumento da produção, mas sempre atento a dar condições para que o meio ambiente seja preservado.

Sobre Ministério da Agricultura.

No dia 1º de janeiro de 2015 estarei cortando pela metade o atual número de ministério. Considero quase que um acinte à população brasileira você ter hoje 39 ministérios que não entregam, ao final, praticamente nada. Ministérios que servem muito mais para acomodar companheiros, para garantir alguns segundos a mais na propaganda eleitoral, do que efetivamente para melhorar a qualidade dos serviços públicos. Tenho dito, e quero aqui reafirmar, que criarei o Superministério da Agricultura, com poderes de negociação com o Ministério da Fazenda, com o Ministério do Planejamento e com o Ministério da Infraestrutura. Teremos no Ministério da Agricultura pessoas do setor, e tirarei, definitivamente, o Ministério da Agricultura do loteamento partidário. O Brasil não merece o que vem acontecendo ao longo dos últimos anos.

Sobre Ministério da Segurança Pública e Justiça.

E o Ministério da Justiça se transformará no Ministério da Segurança Pública e Justiça, com proibição de contingenciamento dos recursos da área. Infelizmente, nesses três anos e meio da atual presidente da República, do orçamento do Fundo Nacional de Segurança [Pública] menos de 40% foram executados – está aqui o governador Pedro Taques que conhece como poucos essa questão. Do Fundo Penitenciário, 10,5% apenas foram executados. Vamos promover uma profunda reforma, até porque, conduzida por Pedro Taques, essa proposta já está avançada no Congresso Nacional, infelizmente a base do governo não permitiu que fosse votada, uma reforma do Código Penal e do Código do Processo Penal, para que o sentimento de impunidade que existe hoje no Brasil não seja mais um fator a estimular a criminalidade.

Temos hoje no Brasil algo em torno de 550 mil policiais, entre civis em militares, em todos os estados brasileiros. Cerca de 15% desse contingente estão em serviço administrativo. Uma medida simples, fácil de ser resolvida, é o governo federal apoiar os estados pagando salário de funcionários administrativos para cumprirem essas funções e esses 15% irem para as ruas, para cumprirem as funções para as quais foram treinados e preparados. Teríamos um contingente de cerca de 670 mil pessoas já imediatamente nas ruas. E o meu governo vai coordenar uma política nacional de segurança, o que não existe hoje. Controle de fronteiras é responsabilidade da União, e as drogas e armas não são produzidas no Brasil, vêm dos nossos vizinhos, e o governo aceita isso como se não tivesse qualquer responsabilidade com essa questão.

Vamos reequipar a polícia federal, parcerias com as forças armadas. A polícia federal tem no orçamento de 2014 o menor orçamento desde o ano de 2009. Me lembro que a então candidata a presidente da República, atual presidente, anunciou às vésperas do último debate que iria colocar em funcionamento 14 VANTs – veículos aéreos não tripulados –, uma nova tecnologia a serviço da segurança. Quatro anos se passaram e apenas dois estão em uso, mesmo assim, precariamente, apenas para citar o exemplo entre o descompromisso entre aquilo que se propõe e aquilo que efetivamente se entrega.

Sobre o governo federal.

O meu governo será o governo da responsabilidade, vai ser o governo do reaquecimento da nossa economia, porque vamos gerar credibilidade para que os investidores estrangeiros, e mesmo os privados nacionais, voltem a produzir no Brasil. Quero que a taxa de investimentos da nossa economia salte em, quatro anos, dos atuais 18% para algo em torno de 24%. Vamos fazer uma gestão parceira com o setor privado, para que possamos superar esses gargalos de logística que ainda impedem um crescimento maior da nossa economia.

O atual governo também falhou. Falhou na condução da economia, nos deixará como legado inflação saindo do controle e crescimento pífio emoldurado pela perda crescimento da nossa credibilidade. Fracassou na gestão do Estado, como disse, o Brasil é um cemitério de obras inacabadas por toda a parte. E fracassou na condução da melhoria dos nossos indicadores sociais. Na segurança, a omissão é criminosa. Na saúde, a qualidade é cada ano pior, com o governo a cada ano participando com menos recursos do conjunto dos investimentos em saúde. E, na educação, em qualquer ranking respeitável internacional, estamos na lanterna.

O Brasil não merece esse crescimento medíocre que vem tendo, não merece continuar vendo empregos que poderiam estar sendo gerados aqui sendo gerados em outras regiões do mundo. Vamos alinhar nossa política externa com o pragmatismo que sempre a orientou no passado, abrindo novos mercados para quem produz no Brasil. O meu governo vai ser o governo da segurança, do trabalho, e certamente o governo que vai dar exemplos, também, de ética na condução da coisa pública.

Sobre Pedro Taques.

Pedro Taques é um dos mais qualificados quadro da vida pública brasileira. Quero dizer de forma muito clara, já que coloco mais uma vez os pés em Mato Grosso, na sua capital. Pedro Taques é, na minha avaliação, um dos mais completos homens públicos da sua geração. Ele é admirado pelos seus companheiros, mas é também respeitado pelos seus adversários. A vida pública precisa de Pedro Taques vencendo as eleições. E quero oferecer a Pedro, à população do Mato Grosso, a todos os companheiros que estão aqui, ao presidente do meu partido, Nilson Leitão, uma grande parceria. Uma parceria que não foi feita até aqui na história do governo federal com Mato Grosso para que os municípios se fortaleçam e para que o Estado tenha condições de cada vez mais ajudar ao Brasil a se desenvolver.

Sobre Pacto Federativo.

Tenho já há muitos anos, desde quando fui governador de Minas Gerais, sido um dos mais ferrenhos defensores da refundação da Federação. O Brasil está se transformando em um Estado unitário, apenas o governo federal tudo tem e tudo pode e todos dele acabam sendo dependentes. Um país das dimensões e da complexidade do Brasil não pode ser administrado de forma tão centralizada. Todos os itens da agenda da Federação foram adiados pelo atual governo. Desde a renegociação dos Estados, passando por propostas, inclusive uma de minha autoria, que impedem as desonerações de tributos incidentes sobre a base de arrecadação de municípios e dos Estados – permite ao governo federal faça as desonerações quando achar adequadas por questões especificas, sazonalidade ou por ocorrência desleal de determinado setor da economia, mas sobre a parcela de receita que lhe cabe. Precisamos rapidamente reorganizar e reequilibrar a Federação. Mas para isso é preciso um governo que tenha generosidade e o nosso terá.

Aécio: 2º turno é uma certeza

Temos um projeto para o Brasil. Projeto de gestão eficiente, de ousadia do ponto de vista da retomada do crescimento, dos indicadores sociais.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio diz que 2º turno é uma certeza e que projeto de gestão do PSDB será o escolhido

No Rio, tucano ressaltou que Marina Silva não é sua principal adversária

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse que a pesquisa Datafolha publicada nessa segunda-feira mostra que o segundo turno é uma certeza e que Marina Silva não é sua principal adversária nesta eleição. O tucano visitou nesta manhã a Unidade de Polícia Pacificadora do Morro Dona Marta, e percorreu a comunidade, na Zona Sul do Rio.

— Acho que o que ficou claro nas pesquisas, e eu já antevia isso, que teremos segundo turno. O segundo turno era uma perspectiva cada vez mais provável. Hoje é uma certeza. Temos um projeto para o Brasil. Projeto de gestão eficiente, de ousadia do ponto de vista da retomada do crescimento, de avanço nos nossos indicadores sociais – disse acrescentando: — E esse projeto está cada vez mais vigoroso. Tenho muita confiança que no momento da eleição esse será o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros.

Aécio comentou ainda o fato de aparecer um ponto percentual atrás de Marina na sondagem, já que a provável candidata do PSB teve 21% das intenções de voto e ele, 20%.

— É claro que há uma mudança no quadro eleitoral e já reflete nas pesquisas. O que não muda é a nossa determinação e convicção de que temos o melhor projeto para o Brasil.

O candidato tucano também foi questionado se, com o novo cenário eleitoral, Marina Silva é sua maior adversária.

— Não. De forma alguma. A nossa proposta é de oposição ao governo que está aí.

Questionado sobre o percentual obtido por Marina, ele respondeu que era esperado.

— Ela é muito conhecida. Disputou eleição e tem méritos — afirmou o senador negando atribuir o percentual atingido por Marina a comoção pela morte de Eduardo Campos.

O tucano disse ainda ter muito respeito por Marina Silva, assim como tem pela presidente da República, mas afirmou ter as melhores propostas para o país. Para Aécio, a mudança no cenário eleitoral não altera “absolutamente nada” que ele tinha programado para apresentar no horário eleitoral gratuito da TV, que começa nesta terça-feira.

Na comunidade, Aécio esteve com o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. À tarde, o candidato tem uma reunião com tucanos no Rio.

No morro, podiam ser vistas muitas placas do tucano ao lado do governador Luiz Fernando Pezão, candidato a reeleição, e do filho do ex-governador Sergio Cabral, Marco Antonio Cabral, candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados.

A agenda na UPP foi programada pelo coordenador do Afroreggae, José Junior, que também é colabora com o programa de Aécio na área de juventude. Na ida à UPP ele prometeu estender o modelo a outras regiões do país.

— Quero reinterar o meu compromisso de ampliar esse tipo de iniciativa para outras regiões metropolitanas do Brasil e outros aglomerados urbanos que vivem problemas de criminalidade.

Após a agenda, foi almoçar com Fernando Henrique Cardoso.

DATAFOLHA

pesquisa, divulgada na madrugada desta segunda-feira já colocando Marina Silva como candidata do PSB à Presidência da República mostra que ela entra na disputa com 21% das intenções de voto no 1º turno, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), que tem 20% – o que configura empate técnico. Dilma (PT) lidera com 36%, segundo a sondagem.

Segundo o Datafolha, a entrada de Marina Silva na disputa afasta a chance de a eleição ser decidida no primeiro turno.

As intenções de voto nulo ou em branco, que eram de 13%, caem com a entrada de Marina. Segundo o Datafolha, com Marina candidata a taxa recua para 8%. O percentual de indecisos, que era de 14%, cai para 9%.

Eleições: Aécio visita UPP e defende mais projetos sociais nas comunidades

Aécio esteve na sede da UPP da comunidade Santa Marta e defendeu mais projetos sociais nas comunidades e políticas de geração de renda.

Eleições 2014

Fonte: G1 

No Rio, Aécio Neves diz que UPPs precisam dar ‘segundo passo’

Candidato do PSDB visitou comunidade Santa Marta, em Botafogo

Para ele, UPPs devem ser aliadas a políticas de geração de renda

candidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves, visitou na manhã desta segunda-feira a comunidade Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Ele esteve na sede da Unidade de Polícia Pacificadora e disse que as UPPs são uma boa iniciativa, mas precisam dar um “segundo passo”. Para Aécio, é preciso que também haja mais projetos sociais nas comunidades e políticas de geração de renda.

O candidato estava acompanhado do secretário de segurança do Rio, José Mariano Beltrame e de deputados e candidatos do PSDB, como Octávio LeiteMarcelo Itagiba e Luiz Paulo Corrêa da Rocha, presidente estadual do partido. Junto com eles estava o capitão Márcio Rocha, comandante da UPP Santa Marta.

UPPs são uma experiência extraordinária, mas precisamos dar o segundo passo. E o segundo passo, em primeiro lugar, é garantir renda para as famílias que vivem nessas comunidades, para as mulheres que vivem nessas comunidades, através da qualificação. Precisamos ampliar as creches em cada uma dessas comunidades. Precisamos levar serviços de melhor qualidade, com projetos sociais, e também para os jovens, e geração de renda”, afirmou.

Aécio disse ainda que pretende levar projetos como o das UPPs para outras partes do país.

“Quero reiterar o meu compromisso de ampliar esse tipo de iniciativa para outras regiões metropolitanas do Brasil, outros aglomerados urbanos que vivem problemas de criminalidade, áreas controladas pelo tráfico, e isso em várias dessas comunidades deixou de acontecer”, disse o candidato.

O candidato assistiu também a uma apresentação de música clássica promovida pelo programa Ação Social Pela Música, que funciona na comunidade há 18 anos.

Entre os participantes, estão crianças e adolescentes de comunidades como o Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão, Rocinha e outras.”Quero poder levar esse projeto para todo o Brasil. Saio daqui emocionado”, concluiu Aécio.

Pesquisas
Aécio também comentou a pesquisa do instituto Datafolha com intenções de voto para presidente da República divulgada nesta segunda-feira (18). No levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, tem 36% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), tem 21%, e Aécio tem 20%.

Para ele, a comoção com a morte do então candidato do PSB, Eduardo Campos, causou impacto na pesquisa. De acordo com o candidato, a única certeza que se conclui do levantamento é que haverá segundo turno.

“A verdade é que há um grande clima de comoção nesta semana, e isso se reflete nas pesquisas. Só se tem uma certeza a partir dos últimos números:haverá segundo turno “, avalia Aécio Neves.

Ele disse ainda que a estratégia do partido para o horário eleitoral gratuito, que começa nesta terça-feira (19), não será modificada com a entrada de Marina na disputa.

Aécio comenta mudanças na economia em entrevista no Jornal Nacional

Leia na íntegra entrevista concedida ao Jornal Nacional. Aécio ressaltou as mudanças na área da saúde em MG e comentou mudanças na economia.

Eleições 2014

Fonte: Jornal Nacional 

JORNAL NACIONAL

Aécio Neves é entrevistado no Jornal Nacional

Edição do dia 11/08/2014

O candidato do PSDB à Presidência da República foi entrevistado ao vivo, na bancada do JN, por William Bonner e Patrícia Poeta.

Jornal Nacional abre hoje a série de entrevistas, ao vivo, com os principais candidatos à Presidência da República. Nós vamos abordar os temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com o seu desempenho em cargos públicos. Nas próximas semanas, os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo.

O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que o candidato do PSDBAécio Neves, seja o entrevistado de hoje.

William Bonner: Boa noite, candidato.

Aécio Neves: Boa noite, Bonner. Boa noite, Patrícia. Boa noite, brasileiros de todas as partes do país, que nos ouvem aqui hoje. Prazer enorme estar aqui.

William Bonner: Obrigado. O tempo total da entrevista é de 15 minutos, dos quais nós reservamos o último minuto e meio para que o candidato fale resumidamente, claro, sobre os projetos que ele considera prioritários caso seja eleito. E o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, quando o senhor critica a situação da economia brasileira, o senhor tem dito que, seja quem for o presidente eleito para o ano que vem, vai ter que fazer uma arrumação da casa. O senhor já mencionou choque de gestãoredução de número de ministériosredução de cargos comissionados. O senhor já falou em combate a desperdícios. Mas economistas que concordam com o seu diagnóstico para a economia brasileira dizem que essas medidas que o senhor tem anunciado não bastam, elas não seriam suficientes para resolver. Que seria necessário que o governo fizesse um corte profundo de gastos. Que seria necessário que o governo também eliminasse a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica. A questão é a seguinte: o senhor não vai fazer essas medidas que os economistas defendem? Ou o senhor está procurando não mencionar essas medidas, porque elas são impopulares?

Aécio Neves: Bonner, eu tenho dito em todos os fóruns e aqui, a vocês, de forma muito clara. Vou tomar as medidas necessárias a que o Brasil retome o ritmo de crescimento minimamente aceitável. Não é adequado, não é compreensível que um país com as potencialidades do Brasil seja o lanterna do crescimento na América do Sul. E estejamos aí de novo com aquela agenda que achávamos já derrotada há tempos atrás, como a da inflação, de novo a atormentar a vida do cidadão, da cidadã brasileira. Eu tenho tido a oportunidade de me reunir, Bonner, com alguns dos mais talentosos economistas do Brasil. Mas, na outra ponta também, eu tenho conversado com as pessoas. O que o brasileiro quer? Transparência. Um governo que tenha coragem de fazer aquilo que seja necessário. Nós vamos, sim, enxugar o estado. Não é admissível, não é razoável que nós tenhamos hoje 39 ministérios. Não apenas pelo custo dos ministérios, mas pela incapacidade deles de apresentarem resultados, entregarem serviços de qualidade às pessoas. E estejamos hoje vivendo uma política externa, cujo o alinhamento ideológico é prioridade sobre o pragmatismo, sobre o interesse real do Brasil e da nossa economia. E tudo isso levou a uma crise de confiança muito grande no Brasil.

William Bonner: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.

Aécio Neves: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.

William Bonner: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?

Aécio Neves: Nós vamos tomar as medidas necessárias. É óbvio que nós vamos ter que viver um processo de realinhamento desses preços. Quando e como? Obviamente, quando você tiver os dados sobre a realidade do governo é que você vai estabelecer isso. Eu não vou temer tomar aquilo que seja necessário. As medidas necessárias para controlar a inflação, retomar o crescimento e, principalmente, Patrícia e Bonner, a confiança perdida no Brasil. Porque essa desconfiança em relação ao nosso país afugenta os investimentos. E os investimentos indo embora, os empregos vão embora. Olha, o saldo da balança comercial de manufaturados, dos produtos que mais agregam valor, produzidos no Brasil, no ano passado, foi negativo em R$ 107 bilhões. Sabe o que isso significa? Que os empregos que deveriam estar sendo gerados no Nordeste brasileiro, no Centro-Oeste, no Norte, estão sendo gerados na Ásia e em outras partes do mundo. Isso tem que acabar.

Patrícia Poeta: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esses vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?

Aécio Neves: Patrícia, eu acho que a diferença é enorme. Porque no caso do PT houve uma condenação pela mais alta corte brasileira. Estão presos líderes do partido, tesoureiros do partido, pessoas que tinham postos de destaque na administração federal, por denúncia de corrupção. Eu nunca torci para ninguém ser preso. Sendo aliado ou adversário. Apenas torcia sempre e esperava que a Justiça se manifestasse. Em relação ao PSDB ou aqueles sem partido, se tiverem denúncias que sejam consistentes, têm que ser investigadas e têm que responder por elas. O que eu posso garantir é que, no caso do PSDB, se eventualmente alguém for condenado, não será, como foi no PT, tratado como herói nacional. Porque isso deseduca. Portanto, todos os partidos estão aí e têm a possibilidade de ter nomes que sejam envolvidos em quaisquer denúncias. Apuração e punição: é isso que esperam os brasileiros, independente da filiação partidária.

Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?

Aécio Neves: Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso. Ele é um membro do partido e que tem a oportunidade de se defender na Justiça, vamos aguardar que a Justiça possa julgá-lo, se condenado, ele vai ser punido, mas eu não prejulgo, não prejulguei os petistas, não vou prejulgar os tucanos. O que eu posso te dizer e reitero aqui: independente do partido político, eu acho que qualquer cidadão tem que responder pelos seus atos. E o Eduardo vai responder pelos dele. Vamos deixar que ele possa se defender.

William Bonner: Candidato, quando o senhor era governador do estado de Minas Gerais, o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?

Aécio Neves: Bonner, eu tenho que agradecer muito a oportunidade que você me dá de tocar nesse tema. Esperava ter essa oportunidade para fazê-lo. O meu governo foi um governo republicano, foi um governo absolutamente transparente. Eu transformei Minas Gerais num estado, Bonner, que tem a melhor educação do Brasil no ensino fundamental, a melhor saúde de toda a Região Sudeste. Nós ligamos num planejamento, aliás, algo em falta hoje no plano federal, todas as cidades mineiras que não tinham asfalto, 225 cidades foram ligadas por asfalto no meu governo. Quatrocentos e cinquenta cidades não tinham telefonia celular, eu fiz a primeira PPP do Brasil e liguei essas cidades ao desenvolvimento através da telefonia celular e fiz um programa chamado ProAero que ligou 29 cidades de um total de 92 aeroportos que existem espalhados por Minas, você sabe que Minas é o estado que tem o maior número de municípios, somos 853, como instrumento do desenvolvimento regional, e, veja bem, nesse caso, especificamente, se houve algum prejudicado foi esse meu tio-avô, porque o estado avaliou aquela área em R$ 1 milhão, ele reivindica na Justiça R$ 9 milhões, não recebeu R$ 1 até hoje. Foi feito assim de forma transparente, absolutamente republicana, e a população daquela localidade sabe a importância desse aeródromo, uma pista asfaltada.

William Bonner: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?

Aécio Neves: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.

William Bonner: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?

Aécio Neves: Bonner, eu visitei praticamente todos os aeroportos de Minas Gerais, trabalhando como governador do estado e o fato central é esse, que a Anac, porque é muito aparelhada hoje, nós sabemos a origem das indicações da Anac, durante três anos não conseguiu fazer o processo avançar e homologar o aeroporto. Bonner, o meu governo é reconhecido em Minas Gerais como o governo transformador. Eu deixei Minas com 92% de aprovação e é exatamente essa experiência republicana, correta, transparente do meu governo que eu quero implementar no Brasil. Não há nenhum constrangimento, Bonner.

William Bonner: Para fechar essa questão: o que vale mais, uma fazenda com um aeroporto ao lado ou uma fazenda sem um aeroporto ao lado?

Aécio Neves: Olha essa fazenda que você se refere, é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, tem lá 14 cabeças de gado. Essa é a grande fazenda. É um sitio que valorizado ou não, Bonner, é um sítio onde a minha família vai, eventualmente, nas férias, ali ninguém está fazendo um negócio. Essa cidade precisava desse aeroporto como todas as outras que tiveram investimentos em Minas Gerais, eu nunca na minha vida inteira fiz nada aquilo que eu não pudesse defender de cabeça erguida. Criou-se em torno desse caso uma celeuma, que você próprio deve estar surpreso agora, é um sítio da nossa parte talvez de 30 alqueires, algo absolutamente familiar, pequeno. Nada a ver com esse aeroporto, até porque nesse local já havia uma pista que eu poderia ter descido numa pista que estava lá há mais de 20 anos.

Patrícia Poeta: Candidato, vamos falar de programas sociais. O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área, na área social. Por que então esses eleitores iriam querer mudar de presidente?

Aécio Neves: Porque a verdade é essa, Patrícia. Todos percebemos de forma muito clara que o Brasil parou de crescer. Os empregos de boa qualidade deixaram de ser gerados aqui. E até os de baixa qualidade também, segundo os últimos dados oficiais, estão deixando de acontecer. A grande realidade é que administrar, e olha que eu fui um governador razoavelmente exitoso, é transformar, e transformar para melhor as boas experiências. O que é o Bolsa Família, Patrícia? O Bolsa Família é a junção do Bolsa Escola, do Bolsa Alimentação, do Vale Gás, que vieram do governo do presidente Fernando Henrique, e corretamente o presidente Lula os unificou e adensou. Não só vou continuar com o Bolsa Família, como eu quero que, além da privação da renda, as pessoas que o recebem possam ter uma ação do estado, para que outras carências de saneamento, de educação, de segurança, possam também ser sanadas. O Prouni é uma inspiração de uma experiência do governo de Goiás. Todo mundo, de alguma forma, copia e aprimora e ninguém tem que ter vergonha disso. O meu governo, ele vai ser renovador no padrão ético, no padrão moral, em relação a esse governo, e vai ampliar as boas políticas. Mas certamente vai ser um governo que vai resgatar a capacidade de o Brasil crescer.

Patrícia Poeta: O senhor quer manter e aprimorar esses programas sociais.

Aécio Neves: É isso que deve fazer o bom gestor.

Patrícia Poeta: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.

Aécio Neves: Patrícia, estes números têm que ser vistos no seu conjunto. Minas Gerais avançou e avançou muito. Agora Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste. O grande esforço do nosso governo foi reduzir essas diferenças. E fizemos isso. Minas tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil, mesmo sendo um estado heterogêneo, e não sendo o mais rico dos estados brasileiros. A melhor saúde de toda Região Sudeste. E é um estado que se desenvolve muito. Qual que é a questão específica? Nós tivemos um momento ruim, de determinadas atividades econômicas nossas, que perderam valor, como minério e o café. Essa sazonalidade existe. Mas Minas é hoje referência, não apenas no Brasil, mas fora do Brasil, pelos organismos internacionais, como Banco Mundial, de um modelo a ser seguido, de um estado com sensibilidade social e com gestão profissional.

William Bonner: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é a melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?

Aécio Neves: Absoluta. O que nós fizemos em Minas, Bonner, é transformador. Qualquer especialista nessa matéria reconhece isso. Eu estive há poucos dias atrás reunido na USP. Com a diretora da USP e outros renomados especialistas em saúde pública. No meio da reunião, vou aqui confidenciar isso, a diretora da USP disse pra mim o seguinte: ‘Aécio,você não tem nada o que aprender conosco aqui sobre saúde pública, não. O que vocês fizeram em Minas foi transformador’. Seja em relação à saúde preventiva, onde nós dobramos os números de equipe do programa Saúde da Família, quanto na qualificação dos hospitais através do Pro-Hosp, na preparação das pessoas. Saúde é prioridade para qualquer governo responsável e será no nosso.

Patrícia Poeta: Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?

Aécio Neves: Na verdade, Patrícia, eu quero governar o Brasil para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no país, um ciclo que concilie ética com eficiência. Sem dúvida alguma os quadros que nós temos à nossa disposição e a coragem que teremos para fazer o que precisa ser feito é que permitirá que, no nosso governo, o Brasil volte a crescer. Mas eu quero melhorar o Brasil é para a dona Brenda, que eu conheci essa semana, lá nas margens do Rio Negro, no Amazonas, que quer um posto de saúde melhor na sua comunidade. Ou para o seu Severino, lá de Mauriti no Ceará, que espera que as obras do São Francisco possam chegar perto da sua casa, ele já acha que só os seus netos é que verão. Eu quero que a Suelen, lá de Campina Grande, que eu conheci no ano passado, continue vendendo na feira como vendia, não vende mais porque a inflação está aí a perturbar a vida de todos. Eu quero fazer um governo para as pessoas, um governo responsável, corajoso, mas que pense naquele que mais precisa da ação do estado. Por isso, eu, neste instante, peço a você que está nos ouvindo, o voto, o seu apoio para transformarmos de verdade o Brasil. Vocês vão se orgulhar muito disso.

Patrícia Poeta: Obrigada pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Lembrando que amanhã o entrevistado ao vivo aqui no Jornal Nacional será o candidato do PSB, Eduardo Campos.

Aécio tem apoio de mais de 50% dos prefeitos do Amazonas

Aécio assumiu o compromisos de proteger e fortalecer a Zona Franca de Manaus e ampliar os investimentos na região.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves recebe apoio de 36 dos 62 prefeitos do Amazonas

Em visita neste sábado (9/08) a Manaus, onde foi recepcionado por 2.000 apoiadores e eleitores, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves, assumiu o compromisso de proteger e fortalecer a Zona Franca de Manaus, ampliar os investimentos na região e recebeu um manifesto de apoio de 36 dos 62 prefeitos do Estado do Amazonas.

A ida à cidade ocorreu três semanas após o Senado aprovar a prorrogação da Zona Franca de Manaus até 2073, projeto que recebeu o apoio do senador Aécio Neves. Ele estava acompanhado da filha Gabriela, da sobrinha Maria Clara, do prefeito de Manaus Arthur Virgílio e do candidato a deputado federal Arthur Bisneto nas cinco horas em que permaneceu na capital do Amazonas.

“O PSDB teve um papel absolutamente vital para a aprovação da zona franca, vem tendo agora nestas parcerias que selamos com o estado de SP. Tenho dito como presidente nacional do PSDB que a zona franca é fundamental para o país. Temos de investir em novas tecnologias para que ela possa se transformar em uma grande plataforma de exportação, além daquilo que ela é hoje”, lembrou o candidato.

“O Brasil que quer mais respeito aos municípios, inflação baixa e crescimento econômico está com Aécio”, diz o documento entregue a Aécio Neves pela prefeita de Anori, Sansuray Pereira.

Após ser recebido por prefeitos, líderes comunitários e sindicais, representantes da Juventude do PSDB e do Tucanafro e eleitores no comitê da Coligação Muda Brasil, Aécio visitou um centro popular de compras da cidade, inaugurado recentemente beneficiando vendedores ambulantes.

Respeito aos municípios

Em entrevista nessa galeria comercial, o candidato defendeu tratamento isonômico por parte do governo federal aos Estados e municípios.

“A minha palavra hoje aqui de Manaus é um brado, uma convocação à Federação brasileira. Vamos resgatar a capacidade de os municípios investirem em saúde, educação e segurança. O governo federal não pode achar que é dono do recurso público. Quero governar um país inclusivo, em que todas as regiões sejam valorizadas em suas potencialidades. E essa é uma região extraordinariamente rica, mas que não vem sendo a atenção que merece do governo federal.”

De acordo com Aécio Neves, o atual governo não tem boa vontade com muitos municípios nem adota critérios objetivos, em prejuízo da população. Ele citou como exemplo Manaus, que é administrado por um adversário político do PT.

“Hoje é atendido quem é amigo do rei ou da rainha e o dinheiro é público. Não existe essa história de dinheiro federal, dinheiro estadual e dinheiro municipal. O dinheiro é público e é assim que tem que se tratado: de forma republicana. Nós vamos garantir no nosso governo respeito a todos os municípios independentemente do partido ao qual o prefeito esteja filiado.”

O candidato disse que não permitirá, em seu governo, que desonerações de tributos incidam sobre o Fundo de Participação dos Municípios, para que as prefeituras não sofram redução de verbas. “Além disso, vamos fazer uma profunda renegociação da dívida dos estados, para que os entes federados possam melhorar a saúde, a segurança pública, a educação da sua gente”, disse.

Ele afirmou que o país precisa de “descentralização, eficiência e solidariedade com as pessoas” e retomou as críticas à gestão do PT no governo federal. “O Brasil é governado hoje por uma presidente que não dialoga, não conversa, não tem humildade de reconhecer os equívocos. Temos o pior crescimento da América do Sul; a inflação está de volta a atormentar a vida do trabalhador, da dona de casa brasileira, e o governo finge que não é com ele. No meu governo haverá atitude, haverá ação.”

Fraude em biografias

Em outra crítica ao Palácio do Planalto, Aécio Neves disse que a utilização de computador da Presidência da República para adulterar a biografia de jornalistas no Wikipedia foi “uma demonstração de autoritarismo”. Ele defendeu apuração dos responsáveis e disse que ele próprio já foi vítima de ação semelhante.

“Eu sou grande vítima também dessa ação inescrupulosa de setores de governo buscando alterar a biografia de pessoas que tem posição independente. É uma demonstração do descaso desse governo para com a própria democracia. Está na hora de a presidente da Republica dizer com muita clareza que providências está tomando. Se não, terá de mudar o slogan de ‘Brasil para Todos’ para ‘O Brasil do eu não sabia de nada’. Porque cada denúncia que surge, seja em relação a mensalãoPetrobras e tantas outras é sempre isto: eu não sabia de nada.”

Na galeria comercial entregue há oito dias a ex-camelôs, Aécio Neves conversou e abraçou vendedores do local, tirou fotos, tomou suco de laranja numa das bancas e agradeceu a calorosa receptividade.

Hélio Manoel Gomes, 62 anos, foi um dos vendedores ambulantes beneficiados com a construção da galeria comercial e que aplaudiram a visita do candidato presidencial ao espaço. “Eu creio que deve mudar a saúde, a educação e a segurança. Resolvendo esses três problemas, o brasileiro estará feliz. E esse candidato tem futuro. Ele é um jovem. Hoje a segurança e a sabedoria estão na cabeça dos jovens.”

Acre: Aécio diz que erguerá ponte do rio Madeira

“A gente quer apoio e confiança. Segurança para nós eleitores. Queremos alguém que cuide mais da população carente – diz um comerciante”.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

População acriana acompanha visita de Aécio Neves a Rio Branco

Centenas de bandeiras coloriram o céu noturno da capital do Acre, Rio Branco, durante a visita do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda BrasilAécio Neves. Ao lado de sua filha Gabriela e do candidato ao governo do Estado pelo PSDBMárcio Bittar, Aécio arrastou uma multidão até a região de Cinco Bocas, no bairro João Eduardo, nesse sábado (9/08).

 “Esta é uma região histórica na luta contra a tirania que se instalou no Acre”, apontou o candidato ao governo, Márcio Bittar. Segundo ele, em 16 anos de governo petista, “o Acre estagnou e a violência explodiu no estado, chegando a ser três vezes maior do que a média nacional”.

 “Precisamos de decência, ética, honestidade. Precisamos priorizar o país. Precisamos do exemplo que Aécio Neves deu no governo de Minas Gerais. Aécio, neto de Tancredo Neves, tem no seu DNA a história da democracia”, afirmou Bittar.

Direitos da população

Para a aposentada Edna Serafim de Sousa, de 70 anos, é hora de encerrar o ciclo de governo petista para dar lugar a uma gestão que priorize os direitos da população. “No Acre, quase tudo precisa melhorar. Principalmente a saúde, a segurança e os serviços para o povo. É por isso que a minha família toda vota 45, no Aécio e no Márcio Bittar”, disse.

Ao lado da neta Talía, de quatro anos, Edna também criticou a postura do governo federal em relação a políticas para os aposentados. Ela contou que após uma vida de serviços prestados na área de limpeza, recebe apenas cerca de R$ 600 de aposentadoria. “É um absurdo. Precisamos de alguém que batalhe pela gente”.

Vendendo pipocas no local, o comerciante José Vidal Xavier, de 59 anos, considerou a visita de Aécio Neves “uma das melhores coisas que já aconteceram na região”.

“A gente quer apoio e confiança. Segurança para nós eleitores. Queremos alguém que cuide mais da população carente. Tem muita gente esquecida por aqui, que precisa de saúde, educação e transporte”, acrescentou.

Aécio chegou a Cinco Bocas por volta das 19 horas, horário local, acompanhado da filha Gabriela, do candidato ao governo pelo PSDB, Márcio Bittar, do senador Sérgio Petecão (PSD) e do candidato ao Senado Gladson Cameli (PP). Mais cedo, Aécio visitou o comitê do candidato ao governo do Acre pelo Democratas, Tião Bocalom.