Arquivo mensal: julho 2014

Artigo Aécio Neves: verdade sobre aeroporto de Cláudio

Aécio: “Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado.”

Aécio sobre o aeroporto de Cláudio: “reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Aécio Neves: A verdade sobre o aeroporto

Nasci no ambiente da política e vivi nele toda a minha vida. Sei que todo homem público tem uma obrigação e um direito: a obrigação de responder a todo e qualquer questionamento, especialmente os que partem da imprensa. E o direito de se esforçar para que seus esclarecimentos possam ser conhecidos.

Nos últimos dias, fui questionado sobre a construção de um aeroporto na cidade de Cláudio, em Minas Gerais. Como o Ministério Público Estadual atestou e a Folha registrou em editorial, não há qualquer irregularidade na obra. Mas surgiram questionamentos éticos, uma vez que minha família tem fazenda na cidade. Quero responder a essas questões.

A pista de pouso em Cláudio existe há 30 anos e vem sendo usada por moradores e empresários da região. Com as obras, o governo de Minas Gerais transformou uma pista precária em um aeródromo público. Para uso de todos.

As acusações de benefício à minha família foram esclarecidas uma a uma. Primeiro, se disse que o aeroporto teria sido construído na fazenda de um tio-avô meu. A área foi desapropriada antes da licitação das obras, como manda a lei. O governo federal reconheceu isso, ao transferir a jurisdição do aeroporto ao governo de Minas Gerais, o que só é possível quando a posse da terra é comprovada. Depois, levantaram-se dúvidas sobre o valor da indenização proposta pelo Estado. O governo ofereceu R$ 1 milhão. O antigo proprietário queria R$ 9 milhões e briga até hoje na Justiça contra o governo de Minas.

Finalmente, se disse que a desapropriação poderia ser um bom negócio para o antigo proprietário, porque lhe permitiria usar o dinheiro da indenização para arcar com os custos de uma ação civil pública a que responde. Não é verdade. O dinheiro da indenização está bloqueado pela Justiça e serve como garantia ao Estado de pagamento da dívida, caso o antigo proprietário seja condenado. Se não houvesse a desapropriação, a área iria a leilão. Se fosse um bom negócio para ele, não estaria lutando na Justiça contra o Estado.

Sempre tomei cuidado em não misturar assuntos de governo e questões pessoais. Durante meu governo, asfaltamos 5.000 quilômetros de estradas, ligando mais de 200 cidades. Apesar desse esforço, deixei sem asfalto uma estrada, no município de Montezuma, que liga a cidade ao Estado da Bahia e passa em frente à fazenda que meu pai possuía, há décadas, na região. Avaliei que isso poderia ser explorado. Foi a decisão correta. De fato, na semana passada, fui acusado de construir um aeroporto em Montezuma. A pista, municipal, existe desde a década de 1980 e recebeu em nosso governo obras de melhoria de R$ 300 mil, inseridas em um contexto de ações para a região. Pelo que me lembro, pousei lá uma vez.

No caso de Cláudio, cometi o erro de ver a obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância.

Tenho sido perguntado se usei o aeroporto de Cláudio, como se essa fosse a questão central. Priorizei até aqui os esclarecimentos sobre o que me parecia fundamental: a acusação de ter cometido uma ilegalidade à frente do governo de Minas. Hoje, me parece que isso está esclarecido. Não tenho nada a esconder. Usei essa pista algumas vezes ao longo dos últimos 30 anos, especialmente na minha juventude, quando ela ainda era de terra.

Depois de concluída essa obra, demandada pela comunidade empresarial local, pousei lá umas poucas vezes, quando já não era mais governador do Estado. Viajei em aeronaves de familiares, no caso da família do empresário Gilberto Faria, com quem minha mãe foi casada por 25 anos.

Refletindo sobre acertos e erros, reconheço que não ter buscado a informação sobre o estágio do processo de homologação do aeródromo foi um equívoco. Mas reitero que a obra foi não apenas legal, mas transparente, ética e extremamente importante para o desenvolvimento do município e da região.

AÉCIO NEVES54, é senador e candidato à Presidência da República pelo PSDB. Foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010

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Aécio propostas: choque de infraestrutura no Brasil

Aécio Neves: “O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento”.

Eleições 2014

Fonte: Jogo do Poder

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Sobre economia e superávit primário.

O Brasil só tem um caminho para o futuro: crescimento. O atual governo perdeu a capacidade de garantir as condições básicas para a retomada do investimento, algo fundamental para que possamos aumentar o crescimento da nossa economia. A verdade é que, a partir de 2009, o atual governo optou pelo estímulo ao consumo quase que exclusivamente através da oferta de crédito farto na economia, o que é importante, foi necessário, mas esqueceu da outra parte dessa equação, tão essencial quanto essa, que era a garantia da ampliação da oferta, através da criação de um ambiente adequado para os investimentos. Hoje, estamos com um crescimento do consumo no seu limite. Grande parte das famílias brasileiras hoje já está endividada e todos os investimentos de infraestrutura que deveriam ter ocorrido lá atrás, como alavanca também ao crescimento da nossa economia na outra ponta, deixaram de acontecer.

O que quero oferecer ao Brasil é um ambiente de segurança jurídica. Com a simplificação do nosso sistema tributário, que seria a primeira medida a ser tomada no início do nosso governo. Na verdade, focando na criação de um IVA a partir da diminuição dos mil e um impostos indiretos que estão aí. Resgate das agências reguladoras como um instrumento da sociedade, com a sua composição feita de forma meritocrática. Tudo isso, o choque de infraestrutura no Brasil, a partir da atração não apenas de capitais privados internos, mas criando a segurança jurídica necessária para a ação também de capital externo. Simplificação do sistema jurídico, estímulo a que as nossas empresas possam investir em inovação, com a criação inclusive de novos fundos. Isso, a meu ver, e o compromisso com a manutenção das regras, criará um ambiente propício para que nós possamos retomar a capacidade de investimento do país e voltar a crescer. Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, 2015 já está, em boa parte, precificado pelo atual governo. Seja em relação à desorganização do setor elétrico, por exemplo, que precisará ser enfrentada, a própria situação da Petrobras, que precisará ser redefinida, qual que é o seu papel no desenvolvimento da economia brasileira. Hoje ela se transformou quase que exclusivamente em instrumento de política econômica do governo.

Tudo deve ser orientado, pela manutenção da solidez e dos nossos pilares macroeconômicos: metas de inflaçãosuperávit primário e câmbio flutuante. O superávit será o possível. Ele deverá sempre existir, mas será o possível. E será feito de forma, talvez essa seja a grande novidade, absolutamente transparente, diferente daquilo que ocorre hoje. Osuperávit de 1,9% alcançado no ano passado foi constituído na sua metade, praticamente, por receitas não recorrentes: Libra, R$ 15 bilhões, e Refis, cerca de R$ 20 bilhões. Esse é mais um resultado da alquimia contábil do governo, que contribuiu muito para a nossa perda de credibilidade.

Vamos buscar sim constituir sempre o superávit primário. Mas ele será transparente e será o superávit possível. Ao final, assumi hoje aqui como meta a ser alcançada pelo nosso governo, isso passa por essa nova ambiência de negócios que tem se habilitado no país, alcançarmos uma taxa de investimentos da nossa economia e do grupo privado em torno de 24% do PIB. Ousada, no primeiro momento, mas factível, realizável, se houver a mobilização do governo, do setor privado e, obviamente, a garantia de competitividade de setores como o industrial, que a perderam ao longo dos últimos anos.

Sobre política para o etanol.

Talvez uma das faces mais perversas da incapacidade que o governo teve de definir prioridades se dá exatamente na desorganização do setor de etanol, que atinge toda a cadeia, desde o plantador da cana em pequenos municípios brasileiros, em especial no Nordeste e mais especial ainda em Alagoas, pela sua tradição, até a indústria. O Brasil vive de desconfiança, que não é sem razão, desconfiança nos agentes públicos. Um dos exemplos talvez mais claros que justificam essa desconfiança foi dado no ano de 2008. Um ano em que, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, o presidente Lula lançava o programa de desenvolvimento da indústria, e citava naquele instante o etanol como o melhor dos modelos de novas fronteiras que o Brasil tinha desenvolvido, e, portanto, um setor exemplar que obviamente viria a público no governo. De lá para cá, a equivocada política de regulação, de cruzamento de preços feito pela Petrobras, entre outras consequências negativas para o país e para a própria Petrobras, que tem hoje sua capacidade de investimento extremamente limitada, é exatamente com a desorganização do setor do etanol.

Mais de 40 usinas foram fechadas no Brasil nos últimos anos. 15 se encontram hoje em processo de liquidação judicial. Cerca de um milhão de empregos diretos e indiretos deixaram de ser gerados no país. Teremos o compromisso claro com o resgate do programa do etanol, com um programa absolutamente estratégico, do ponto de vista econômico, pelo que movimenta, do ponto de vista social, em especial pela sua empregabilidade, não apenas nas indústrias, mas também no campo, e do ponto de vista ambiental. O Brasil hoje vai na contramão do mundo.

O Brasil hoje subsidia combustíveis fósseis, algo inimaginável a um tempo atrás para um país que desenvolveu tecnologia, expertise, em um setor em que todo mundo buscava alternativas. Portanto, resgatar novas fontes de energia partindo, por exemplo, da biomassa, que apenas aquilo que São Paulo produz hoje poderia nos permitir a geração de energia equivalente a uma usina de Belo Monte. Isso tudo é uma demonstração clara da dimensão do equívoco, e no nosso governo haverá um diálogo com o setor, um compromisso grande com o resgate da sua capacidade de investimento, através de algo que se chama previsibilidade. Essa é a palavra mágica em falta hoje em várias ações do governo, em especial da condução da política econômica por todas as suas perversas consequências.

Na sabatina, o Sr. falou que o governo atual fez escolhas erradas. Quais?

São inúmeras. Poderíamos ficar a tarde toda aqui falando delas. Mas vou elencar algumas. A primeira começa antes do inicio desse governo. Próximo da segunda metade do segundo mandato do presidente Lula, quando começa a haver a flexibilização dos pilares macro econômicos. A inflação começa a ser tratada com certa leniência e começa a haver um processo de maquiagem no nosso superávit primário. Isso se agrava no governo da presidente, que opta desde a largada por uma ação absolutamente centralizadora. A característica desse governo não foi em hora alguma a do dialogo e impõe as decisões à sociedade e à economia brasileira de forma absolutamente unilateral.

Talvez o retrato mais nocivo dessa visão unilateral tenha sido a intervenção no setor elétrico brasileiro. Uma opção errada do governo por maiores que tenham sido os nossos alertas desde aquele momento. A pretexto da diminuição da conta de luz para indústria e para as famílias brasileiras, ela não foi pelo caminho mais fácil, que apontávamos como o adequado para a diminuição das contas de energia, que todos queremos, conta de energia mais baratas para as famílias, conta de energia mais competitiva para a indústria, que era a desoneração do PIS/CONFINS. Isso por si só poderia ter diminuído naquele instante, no final de 2012, alguma coisa, algo em torno de 5% as contas de luz e das famílias, dasindústrias brasileiras. Optou-se por uma descoordenada e desorganizada intervenção no setor e, hoje, já foram  R$ 53 bilhões do Tesouro, através de financiamentos com mesmo o fundo perdido, investido nesse setor. Dinheiro que poderia estar indo para fortaleceras ações nas áreas de segurança pública, na saúde, na educação ou mesmo em outros setores da economia. Essa foi uma decisão errada do governo.

A outra, vir diminuindo passo a passo, ano a ano, a participação do governo central no financiamento da saúde pública. O Governo do PT, quando assumiu o governo, a participação do governo federal era de 54%, no total do conjunto dos investimentos em saúde. Passaram-se onze anos, e hoje essa participação é de 45%. E quem menos tem? São as prefeituras, são aqueles que em maior parte da conta vem pagando.

Outra decisão absolutamente equivocada diz a respeito a nossa política externa. O Brasil optou por um alinhamento ideológico na condução da nossa política internacional, o que o afastou o Brasil de acordos bilaterais enquanto o mundo avança de forma celebre, de forma vigorosa nas custas desses acordos. E o tempo perdido em relação ao acordo com União Europeia, e mesmo com o enorme atraso, poderia ter sido efetivado esse ano, porque a própria União Europeia está negociando, por exemplo, com países como os Estados Unidos e parte do espaço que existiria lá para produtos, por exemplo, do agronegócio, estarão sendo ocupadas  por produtos de outros países. Esse é um exemplo de que na política o tempo é o bem mais valioso. E a ausência de ação do governo na busca de acordos bilaterais tem prejudicado nosso produto brasileiro.

A gestão centralizada do governo e a ampliação sem limites da estrutura do Estado brasileiro é outra decisão equivocada. A Presidente da República submete o Estado ao seu projeto de poder, se submetendo a pressões e negociações, junto a partidos políticos, a forças políticas com o intuito, mais recente, pelo menos, de ampliar seu tempo de televisão na disputa eleitoral. É, portanto, a agenda eleitoral se impondo à agenda do Estado brasileiro. Há algum tempo não temos uma presidência full time no Brasil. Temos uma candidata a presidente da República, essa sim, atuando full time.

Sobre corte de cargos comissionados.

 Estamos calculando que pelo menos um terço deles podem ser extintos imediatamente. E falo com autoridade de quem fez isso em Minas Gerais, reduziu o número de secretarias, extinguiu cerca de três mil cargos comissionados, acabamos com empresas públicas que não tinham qualquer razão para existirem e fizemos com que Minas Gerais se transformasse no melhor exemplo de gestão pública eficiente do Brasil. Minas, e esse é o modelo que podemos trazer para o plano nacional, é o único estado brasileiro onde 100% dos servidores têm metas a serem alcançadas e são avaliados em razão dessas metas e alcançadas essas metas são remunerados. Recebem um bônus no final do ano correspondente a mais um salário.

Para mostrar o que significou, exemplificar a importância disso, o que nos trouxe hoje a ter a melhor educação fundamental do Brasil, a melhor saúde de toda região Sudeste segundo os ministérios do governo federal e o maior conjunto de experiências de parcerias com o setor privado também em execução no Brasil, começa pela área da saúde, passa pela área de saneamento, chega a área rodoviária e alcança a área prisional. Minas tem hoje as principais e ainda únicas experiências de Parceiras Público Privadas na área prisional, algo também que pode alcançar o governo federal.

Sobre corte de ministérios.

Se eu tivesse esse desenho certamente teria um prazer enorme de antecipá-lo, mas não temos. Temos uma determinação de diminuir para algo em torno da metade dos 39, podia se ter um número fixo, mas algo muito próximo da metade. Quando o presidente Fernando Henrique deixou o governo, nós tínhamos se não me engano 23 ministérios. Existe um estudo da Universidade de Cornell, nos EUA, que fique pelo menos para a inspiração dos senhores, feito em mais de 100 países ao redor do mundo, que diz que os governos mais exitosos, mais eficientes são aqueles que têm alguma coisa entre 21 e 23 ministérios, portanto esse me parece uma boa inspiração. Logo que esse desenho estiver pronto nós vamos apresentar para a sociedade brasileira. E o foco será a eficiência do estado nacional para nos contrapormos ao aparelhamento e a ineficiência as duas principais marcas do atual governo.

Sabatina CNI: Aécio chama estrutura ministerial de ‘absurda e anacrônica’

Aécio propostas: na CNI, candidato do PSDB disse que vai reduzir estrutura ministerial. “Estou preparado para romper paradigmas”, comentou.

Eleições 2014

Fonte: Valor Econômico 

Aécio promete diminuir estrutura ministerial “absurda e anacrônica”

candidato do PSDB à Presidência da RepúblicaAécio Neves, defendeu “coragem política” para promover uma “agenda muito clara” no próximo governo. “Vou enfrentar a guerra fiscal, que não faz bem ao Brasil”, garantiu.

Aécio disse ainda, em momento bastante aplaudido pelos empresários presentes à sabatina da CNI, que vai “diminuir a estrutura ministerial absurda e anacrônica”, reduzindo o número de ministérios.

O tucano fez menção à derrota do Brasil na Copa e apontou “placar perverso” para futuro governo. “Teremos melhores condições [que outros candidatos] de enfrentar o 7% de inflação e 1% de crescimento.”

“Estou preparado para romper paradigmas, vamos criar um ambiente de estabilidade. Quero oferecer resgate de capital privado”, sustentou.

Aécio: 51% dos votos válidos em Minas, mostra pesquisa

Dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Veritá, entre 21 e 25 de julho, com 3.077 entrevistados nas diversas regiões do Estado.

Eleições 2014

Fonte: Hoje em Dia

Pesquisa mostra Aécio com 41,3% dos votos em Minas

Em Minas Gerais, se a eleição fosse hoje, o candidato à Presidência da República pela coligação “Muda Brasil”Aécio Neves (PSDB), somaria 41,3,0% dos votos totais, contra 32,5% da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição pela coligação “Com a Força do Povo”. Eduardo Campos (PSB), que concorre pela coligação “Unidos pelo Brasil”, teria 5,0%. Neste cenário, os votos brancos e nulos somariam 13,6%. Aqueles que não sabem ou não responderam são 5,4%.

Se forem considerados apenas os votos válidosAécio aparece com 51%, Dilma com 40,1% e Eduardo Campos com 6,1%. Num eventual segundo turno, em MinasAécio venceria com 45,4% sobre 34,7 de Dilma. Brancos e nulos são 17% e não sabem ou não responderam 2,9%. Considerando apenas votos válidos, o tucano aparece com 56,7% e Dilma com 43,3%. Os dados são de pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Veritá, entre 21 e 25 de julho, com 3.077 entrevistados nas diversas regiões do Estado. A pesquisa foi registrada no TRE com o número 000056/2014 e no TSE com número 00242/2014 e tem margem de erro 1,77%.

Estadual

A relevância dos padrinhos políticos na hora da decisão do voto para governador é apontada pela pesquisa. Qua[/LEAD]ndo apresentados ao eleitor os apoios do senador Aécio Neves e do ex-governador Antonio Anastasia, o candidato Pimenta da Veiga (PSDB) sobre e chega ao empate técnico com seu concorrente Fernando Pimentel. Neste cenário, o tucano tem 34,1% dos votos, contra 33,7% de Fernando Pimentel, apoiado por Lula e a presidente Dilma Rousseff. Os votos brancos e nulos somam 13,5% e não sabem ou não responderam 10,7%.

“Isso confirma um desconhecimento dos candidatos ao governo. Quando são colocados os padrinhos, o Pimenta leva uma vantagem sobre o Pimentel. Nossa projeção é de que antes de começar o horário eleitoral gratuito na TV, os dois estejam praticamente empatados. O que vai decidir essa eleição é quem tiver a melhor campanha e a melhor estratégia”, comenta o diretor do Instituto, Adriano Silvoni.

Antes da apresentação dos apoios de cada candidato, Pimentel teria 28,2% dos votos, Pimenta da Veiga 18,8% e Tarcísio Delgado (PSB) ficaria com 4,4% da preferência do eleitorado. Os brancos e nulos seriam 24,9% e os que não sabem ou não responderam alcançariam 19,6%.

Pesquisa Minas

Pesquisa OPP – Eleições 2014
Registro/TSE: BR-00242/2014
Registro/TRE-MG: MG-00056/2014
Abrangência: Minas Gerais
Período: 21 a 25/07/2014
Amostra: 3077 eleitores
Margem de erro: 1,77%
Realização: Instituto Veritá
Contratante: Iniciativa própria com recursos próprios

Para o Senado, Anastasia lidera com folga

De acordo com a pesquisa, se as eleições fossem hoje o candidato a senador pela coligação “Todos por Minas”Antonio Anastasia (PSDB), venceria com larga vantagem a disputa pelo Senado Federal, com 50% dos votos.

Josué Alencar (PMDB), que concorre pela coligação “Minas para Você”, aparece em segundo lugar com 7,1% da preferência do eleitorado. Na sequência vem Maria Vieira (PSB), com 2,3%, Edilson Nascimento (PTdoB) com 2,1%, Tarcísio (PSDC) com 1,5% e Pablo Lima (PCB) com 1,3%. Brancos e nulos, neste cenário, somam 21%. Não souberam ou não responderam correspondem a 13,2% dos entrevistados.

Avaliação

A pesquisa também perguntou ao eleitor mineiro a avaliação que faz da maneira como a presidente Dilma Rousseff está conduzindo o Brasil.

Para 6,4% do eleitorado, a petista tem desempenho ótimo, 26,4% consideram bom, 21,3% regular positivo, 17,1% regular negativo, 11,3% ruim e para 17,4% dos eleitores mineiros o governo federal está sendo gerido de forma péssima.

Foi solicitada também a avaliação do desempenho do Governo de Minas Gerais. Para 4,3% dos eleitores mineiros, o governo do Estado é ótimo, 36,6% o consideram bom, 29,7% regular positivo, 12,2% regular negativo, 7,7% ruim e 7,8% julgam o governo péssimo.

Planejamento eficiente: Choque de Gestão em Minas

Propostas do Choque de Gestão podem parecer uma solução, face ao brilhantismo da retórica de seus formuladores.

Choque de Gestão

Fonte: Caros Amigos

MG: O que é o choque de gestão de Aécio Neves

Por Ari de Oliveira Zenha

Sucinta e objetivamente, o choque de gestão é, em primeiro lugar, uma forma de gerência de governo, concebido como um conjunto organizado de políticas econômicas e sociais, com vistas a estruturar a economia mineira como se ela fosse uma grande empresa capitalista. Assim, esse “projeto” representa uma aplicação da gestão administrativo-empresarial ao Estado, adequando à administração pública os fundamentos microeconômicos de administração privada, o que seus proponentes chamam de modernização das incumbências do poder público em relação, por exemplo, à infra-estrutura, ao meio ambiente, à educação, ao funcionalismo e à saúde, entre outras.

Nesse sentido, a “modernização” pretendida do aparelho do Estado, através de choque de gestão, é realizada com base em “projetos estruturantes”, incentivadores do desenvolvimento do Estado voltado para as atividades de competência do poder público.

“Planejamento”

O governo concebeu o que ele chama de duplo planejamento ou processo dual. Este conceito de “planejamento” (dual) é necessário porque os agentes econômicos necessitam competir cada vez mais no presente e, ao mesmo tempo, preparar-se para o futuro, dizem eles. A concepção dual diz o seguinte:  “(…) não basta mais uma única estratégia englobando presente e futuro. A abordagem dual exige duas estratégias simultâneas e coerentes entre si. Uma com foco na excelência da gestão das atividades atuais e outra concentrada na competência para gerenciar as mudanças necessárias para o futuro”.

Logo, o conceito de “planejamento” governamental assume uma formatação empresarial, focado na competência de gestão e na competência do que eles chamam de agentes econômicos, onde os responsáveis pelo “planejamento” escolhem uma determinada estratégia própria, definindo claramente as atividades da organização, ou seja, os seguimentos-alvo para gerir essas atividades (…) “com excelência, visando atender às necessidades dos atuais beneficiários”. Beneficiários, acredito, seja a população mineira.

Portanto, a função do “planejamento” passa a ser a gerência e a escolha de alternativas mais viáveis e econômicas na determinação das atuações governamentais através de uma relação custo/beneficio.

Lógica privada

As relações a prevalecer segundo este choque de gestão, no âmbito do funcionalismo público, devem ser equivalentes àquelas estabelecidas para o trabalhador do setor empresarial, o que é um equivoco, pois o funcionalismo público não pode e nem deve ser tratado como um trabalhador do setor privado como o Estado propõe, pois sua atuação está fundamentada em todo um aparato jurídico-institucional diferenciado, suas funções, atribuições e atuações, correspondem à superestrutura da sociedade capitalista (Estado-poder político), que é distinto daquele que é estabelecido para o trabalhador privado. Isso reafirma o que já foi dito anteriormente, a saber, que o capital está impondo seu modus operandi à organização estatal sem subterfúgios.

Entretanto, para os leigos, ou mesmo crédulos, as propostas do choque de gestão podem parecer, à primeira vista, uma solução, face ao brilhantismo da retórica de seus formuladores, pois os escribas do capital também têm competência e capacidade para fazer uma bela peça engenhosa do Estado-empresa, a qual, contudo, não resiste a uma análise criteriosa, crítica e fundamentada de analistas comprometidos com a transformação econômica, social e política do capitalismo.

Aécio: Governo do PT perdeu a capacidade de inspirar credibilidade

Aécio disse que atitude do Governo Dilma é inócua e “coloca mais luz no que é a percepção geral: que o governo perdeu credibilidade”.

Terrorismo eleitoral do PT

Fonte: Valor Econômico 

Aécio diz que ‘terrorismo’ eleitoral teve origem no governo

O senador Aécio Neves (MG), candidato do PSDB à Presidência da República, afirmou ontem que a crítica da presidente Dilma Rousseff ao banco Santander – pela análise enviada a clientes prevendo que eventual reeleição da petista teria efeitos negativos sobre a economia – é inócua e “coloca mais luz no que é a percepção geral: que o governo perdeu a capacidade de inspirar a credibilidade”.

Em sabatina realizada por “Folha de S.Paulo”, UOL, SBT e rádio Jovem Pan, a presidente considerou “inadmissível para qualquer país aceitar qualquer nível de interferência de qualquer integrante do sistema financeiro de forma institucional no sistema político”.

Aécio afirmou que essa avaliação é feita por bancos, empresários, agências de risco e Fundo Monetário Interncional (FMI). “É a avaliação geral, que tenho ouvido dos analistas. Não quero ser porta-voz [dessas avaliações], porque isso tira delas a consistência técnica que elas têm”, disse, em Brasília.

Para o candidato a presidente, o governo deveria estar mais preocupado em “reagir positivamente” em vez de “estimular a punição de funcionário” que fez a análise que achava adequada. “O governo do PT fracassou e não adianta transformar uma análise técnica em política. Esse problema é de economia, não é político.”

Aécio reagiu a críticas de petistas, segundo as quais a avaliação feita pelo Santander faz parte da “política de terror” adotada pela oposição para disseminar o pessimismo na população. “Terrorismo, infelizmente, é o governo que instalou no país”, disse o candidato tucano. “Eu sempre disse que esse governo estava cada vez mais à beira de um ataque de nervos. Hoje eu digo que o governo já está vivendo um ataque de nervos”.

Também presidente nacional do PSDB, o senador afirmou que o partido está examinando a possibilidade de entrar com alguma ação judicial contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo fato de ele ter feito pedido ao Tribunal de Contas da União (TCU) para adiar a votação do relatório sobre a operação da Petrobras que resultou na compra darefinaria de Pasadena.

“Essa campanha vai ser judicializada, porque o PT não sabe separar o público do privado. Essas ações são sucessivas”, disse. Referia-se também às denúncias de que técnicos de vários ministérios foram encarregados de preparar material para a presidente usar no debate eleitoral que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fará hoje com os três principais candidatos a presidente da República.

Em conversa com jornalistas, Aécio continuou sem esclarecer as dúvidas em relação ao aeroporto construído por ele, durante sua gestão no governo de Minas Gerais, em propriedade de um parente, no município de Cláudio. Uma das dúvidas é quantas vezes ele teria pousado na pista.

“Isso é irrelevante. Não vou cair na armadilha de desviar o foco do essencial, que é apresentar propostas para o país”, disse. Voltou a afirmar que foi feita uma denúncia “leviana” contra ele, de que teria feito obra pública em propriedade privada e beneficiado um parente. “Isso não é verdade. (…) Cada um que faça seu julgamento.”

Aécio mostrou-se otimista com as pesquisas de intenção de voto realizadas nos Estados e com o interesse demonstrado pelos candidatos às eleições proporcionais em fazer propaganda casada com a dele, para presidente. Segundo o presidenciável, até o dia 10 de agosto deverá ter material de propaganda de sua campanha espalhado em todo o país.

O senador afirmou estar cumprindo intensa agenda de viagens. Entre os dias 10 e 15 de agosto, por exemplo, pretende visitar todos os nove Estados do Nordeste.

Já a presidente, na avaliação de Aécio, vai fazer uma campanha “sitiada”, sem se movimentar muito pelo país. Admitiu que ela não precisa fazer muita campanha neste momento, por ser bastante conhecida. Afirmou que o grande ativo do PT é o tempo de TV para a propaganda eleitoral gratuita.

“Eu não desprezo isso. Eles vão apostar tudo no tempo de TV”, disse. Já Aécio aposta no “exército” de candidatos a deputado.

Eleições 2014: Aécio lança Fórum Diálogos do Brasil com terceiro setor

Aécio lançou iniciativa que visa discutir as boas práticas vividas por organizações do Terceiro Setor.

Aécio quer reproduzir boas práticas em responsabilidade social

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves reúne empreendedores sociais e lança Fórum Diálogos do Brasil

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, reuniu grandes nomes do empreendedorismo social, nesta segunda-feira (28) em São Paulo, para lançar o Fórum Diálogos do Brasil, iniciativa que visa discutir experiências exitosas vividas por organizações do Terceiro Setor e aprender com elas.
 
“Esse é um dos momentos mais relevantes da nossa caminhada. Aqui nós estamos estabelecendo um diferencial claro, a visão que nós temos da participação da sociedade civil, do desenvolvimento social do país, do desenvolvimento econômico, ambiental. Isso é um marco. Estamos no caminho certo para algo inédito e vanguardista no Brasil”, afirmou.
 
Fazem parte do Fórum o fundador do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio; o coordenador do Grupo Cultural AfroReggae, José Júnior; a diretora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), Rosa Maria Fischer; o empreendedor cultural Carlos Bezerra; o fundador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira; a empreendedora social Cristina Rodrigues; a fundadora da Associação Saúde Criança, Vera Cordeiro, e um dos coordenadores do Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral (RJ), Betho Pacheco.
 
“É algo novo. O Brasil desperdiça o potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime e permitiram a crianças e jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas se qualificarem para entrar novamente no mercado de trabalho”, acrescentou Aécio. “É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, com o setor privado, com as empresas, na sua desburocratização.”

Objetivos
Para Rodrigo Baggio, que é também coordenador do programa de governo da Coligação Muda Brasil na área de Tecnologia e Inclusão Digital, o Fórum Diálogos do Brasil terá quatro objetivos fundamentais: elencar iniciativas bem sucedidas de projetos socioambientais para transformar em políticas públicas, criar bases para um novo Marco Civil do Terceiro Setor, refletir mecanismos de estímulo ao empreendedorismo e fomentar um novo momento no país.

“Pela primeira vez em uma campanha presidencial, a nível nacional, o tema do empreendedorismo social se alavanca e chega ao debate público. Isso é fundamental para as ONGs no Brasil”, disse.

Vera Cordeiro, da Associação Saúde Criança, destacou que o Fórum será um canal de comunicação direta com a sociedade. “Não é reinventar a roda, mas ouvir pessoas que têm uma trajetória de vida em um país que é a sétima economia do mundo, mas que é um país perverso em termos de desigualdade social”, ressaltou.

Já a professora Rosa Maria Fischer acrescentou que o patrimônio que as organizações da sociedade civil construíram, “de conhecimento, de saberes, de tecnologias para resolver problemas sociais e ambientais”, não pode ser desperdiçado. “Temos que aproveitar esse conhecimento, essa experiência, para expandi-la com políticas públicas inovadoras, mas também estimulando que empreendedores sociais continuem abrindo novos negócios, que tenham essa capacidade transformadora”, completou.

Eleições 2014: Aécio lança Fórum Diálogos do Brasil com terceiro setor

Aécio lançou iniciativa que visa discutir as boas práticas vividas por organizações do Terceiro Setor.

Aécio quer reproduzir boas práticas em responsabilidade social

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves reúne empreendedores sociais e lança Fórum Diálogos do Brasil

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, reuniu grandes nomes do empreendedorismo social, nesta segunda-feira (28) em São Paulo, para lançar o Fórum Diálogos do Brasil, iniciativa que visa discutir experiências exitosas vividas por organizações do Terceiro Setor e aprender com elas.
 
“Esse é um dos momentos mais relevantes da nossa caminhada. Aqui nós estamos estabelecendo um diferencial claro, a visão que nós temos da participação da sociedade civil, do desenvolvimento social do país, do desenvolvimento econômico, ambiental. Isso é um marco. Estamos no caminho certo para algo inédito e vanguardista no Brasil”, afirmou.
 
Fazem parte do Fórum o fundador do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio; o coordenador do Grupo Cultural AfroReggae, José Júnior; a diretora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), Rosa Maria Fischer; o empreendedor cultural Carlos Bezerra; o fundador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira; a empreendedora social Cristina Rodrigues; a fundadora da Associação Saúde Criança, Vera Cordeiro, e um dos coordenadores do Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral (RJ), Betho Pacheco.
 
“É algo novo. O Brasil desperdiça o potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime e permitiram a crianças e jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas se qualificarem para entrar novamente no mercado de trabalho”, acrescentou Aécio. “É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, com o setor privado, com as empresas, na sua desburocratização.”

Objetivos
Para Rodrigo Baggio, que é também coordenador do programa de governo da Coligação Muda Brasil na área de Tecnologia e Inclusão Digital, o Fórum Diálogos do Brasil terá quatro objetivos fundamentais: elencar iniciativas bem sucedidas de projetos socioambientais para transformar em políticas públicas, criar bases para um novo Marco Civil do Terceiro Setor, refletir mecanismos de estímulo ao empreendedorismo e fomentar um novo momento no país.

“Pela primeira vez em uma campanha presidencial, a nível nacional, o tema do empreendedorismo social se alavanca e chega ao debate público. Isso é fundamental para as ONGs no Brasil”, disse.

Vera Cordeiro, da Associação Saúde Criança, destacou que o Fórum será um canal de comunicação direta com a sociedade. “Não é reinventar a roda, mas ouvir pessoas que têm uma trajetória de vida em um país que é a sétima economia do mundo, mas que é um país perverso em termos de desigualdade social”, ressaltou.

Já a professora Rosa Maria Fischer acrescentou que o patrimônio que as organizações da sociedade civil construíram, “de conhecimento, de saberes, de tecnologias para resolver problemas sociais e ambientais”, não pode ser desperdiçado. “Temos que aproveitar esse conhecimento, essa experiência, para expandi-la com políticas públicas inovadoras, mas também estimulando que empreendedores sociais continuem abrindo novos negócios, que tenham essa capacidade transformadora”, completou.

Eleições 2014: Aécio lança Fórum Diálogos do Brasil com terceiro setor

Aécio lançou iniciativa que visa discutir as boas práticas vividas por organizações do Terceiro Setor.

Aécio quer reproduzir boas práticas em responsabilidade social

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves reúne empreendedores sociais e lança Fórum Diálogos do Brasil

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, reuniu grandes nomes do empreendedorismo social, nesta segunda-feira (28) em São Paulo, para lançar o Fórum Diálogos do Brasil, iniciativa que visa discutir experiências exitosas vividas por organizações do Terceiro Setor e aprender com elas.
 
“Esse é um dos momentos mais relevantes da nossa caminhada. Aqui nós estamos estabelecendo um diferencial claro, a visão que nós temos da participação da sociedade civil, do desenvolvimento social do país, do desenvolvimento econômico, ambiental. Isso é um marco. Estamos no caminho certo para algo inédito e vanguardista no Brasil”, afirmou.
 
Fazem parte do Fórum o fundador do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio; o coordenador do Grupo Cultural AfroReggae, José Júnior; a diretora do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), Rosa Maria Fischer; o empreendedor cultural Carlos Bezerra; o fundador dos Doutores da Alegria, Wellington Nogueira; a empreendedora social Cristina Rodrigues; a fundadora da Associação Saúde Criança, Vera Cordeiro, e um dos coordenadores do Centro Cultural Waly Salomão, em Vigário Geral (RJ), Betho Pacheco.
 
“É algo novo. O Brasil desperdiça o potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime e permitiram a crianças e jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas se qualificarem para entrar novamente no mercado de trabalho”, acrescentou Aécio. “É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, com o setor privado, com as empresas, na sua desburocratização.”

Objetivos
Para Rodrigo Baggio, que é também coordenador do programa de governo da Coligação Muda Brasil na área de Tecnologia e Inclusão Digital, o Fórum Diálogos do Brasil terá quatro objetivos fundamentais: elencar iniciativas bem sucedidas de projetos socioambientais para transformar em políticas públicas, criar bases para um novo Marco Civil do Terceiro Setor, refletir mecanismos de estímulo ao empreendedorismo e fomentar um novo momento no país.

“Pela primeira vez em uma campanha presidencial, a nível nacional, o tema do empreendedorismo social se alavanca e chega ao debate público. Isso é fundamental para as ONGs no Brasil”, disse.

Vera Cordeiro, da Associação Saúde Criança, destacou que o Fórum será um canal de comunicação direta com a sociedade. “Não é reinventar a roda, mas ouvir pessoas que têm uma trajetória de vida em um país que é a sétima economia do mundo, mas que é um país perverso em termos de desigualdade social”, ressaltou.

Já a professora Rosa Maria Fischer acrescentou que o patrimônio que as organizações da sociedade civil construíram, “de conhecimento, de saberes, de tecnologias para resolver problemas sociais e ambientais”, não pode ser desperdiçado. “Temos que aproveitar esse conhecimento, essa experiência, para expandi-la com políticas públicas inovadoras, mas também estimulando que empreendedores sociais continuem abrindo novos negócios, que tenham essa capacidade transformadora”, completou.

Não dá mais para terceirizar responsabilidades, diz Aécio

Para a candidato, PSDB tem a capacidade de gerar confiança aos agentes econômicos e administrativos do país.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Entrevista do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves

Assuntos: eleições 2014; encontro com empreendedores sociais; economia

Para esse evento dou uma relevância enorme porque acho que o Estado brasileiro, governos de todos os níveis, tem que ter a humildade de reconhecer as experiências exitosas que o terceiro setor viveu e vive e aprender com elas. É o que estamos buscando aqui nesses nossos diálogos que se criam hoje. Acho que não é nem uma ONG. É uma organização que vai colocar no papel avanços do ponto de vista da legislação, do ponto de vista das relações, também com o setor privado, com as empresas na sua desburocratização. Na verdade, dando escala a experiências extraordinárias que essas entidades, ou que essas pessoas que aqui vieram, tiveram ao longo de duas décadas de atuação.

É algo novo. O Brasil desperdiça um potencial enorme que tem de experiências que resgataram gente do crime, que permitiu jovens fora da idade escolar voltarem à escola, pessoas a se qualificarem para entrarem adequadamente no mercado de trabalho, pra citar apenas alguns exemplos. É algo que me encanta e me anima muito nessa caminhada. Esses diálogos no Brasil são uma belíssima iniciativa na direção do novo, que o Brasil efetivamente busca.

Sobre a carta do Santander e declaração da candidata do PT Dilma. O Sr. acredita que há interferência do mercado no cenário politico-eleitoral?

De forma alguma. E não adianta o dirigente partidário questionar, cobrar demissões dentro de uma instituição financeira porque teriam que demitir, praticamente, todos os analistas de todas as instituições financeiras, porque todos eles são muito céticos em relação ao cenário da economia brasileira, se continua o atual governo.

O que o Santander fez foi explicitar isso. Não cabe a mim fazer qualquer comentário, se de forma adequada ou não. A resposta adequada do governo não é de questionamento de uma nota ou pedir que cabeças rolem. A resposta adequada do governo seria garantir um ambiente estável, de confiança, regulado, para que os investimentos pudessem voltar ao País, para que a inflação pudesse ser controlada, para que nós tivéssemos um crescimento da economia que não pífio que estamos vivendo hoje.

A verdade é que a resposta da presidente, vi isso há poucos dias em uma entrevista que ela deu, é da terceirização de responsabilidades. Não dá mais para terceirizar responsabilidades. No período Fernando Henrique e no período Lula tivemos um crescimento do Brasil muito próximo à média do crescimento da América Latina. No período da presidente Dilma, vamos crescer dois pontos a menos, em média, do que cresceu a América Latina. E o mundo está aí para todos. Por isso, o esforço do governo em desconhecer o período da presidente Dilma. Eles buscam fazer sempre, vocês devem ter percebido isso, uma avaliação em relação à soma dos períodos da presidente Lula e da atual presidente Dilma, como se não fossem dois governos. E, sem reconhecer que no período do presidente Lula, principalmente até a primeira metade do segundo governo, houve sim os reflexos da bendita herança do governo Fernando Henrique com a estabilidade da moeda, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com o Proer, com as privatizações, complementado com um ambiente externo – aí sim reconheço, mais favorável.

Mas, o que acontece é que o período da presidente Dilma será lembrado como o período de pior crescimento da nossa economia em tempos recentes, de perda crescente da credibilidade, da confiança dos investidores. Basta você ver – pode sair da nota do Santander -, por exemplo, os indicadores da Fundação Getúlio Vargas dos últimos meses. A cada mês, aumenta o nível de desconfiança em relação ao Brasil. Seja na indústria, seja dos empresários da área de serviços, enfim, de todo o conjunto da economia.

E concluo essa longa resposta para dizer o seguinte: infelizmente, para o Brasil de hoje, quanto mais provável, eventualmente, estiver a reeleição da presidente, os indicadores econômicos serão piores. Quanto mais provável estiver a possibilidade da candidatura da oposição, melhora o ambiente e as expectativas de futuro que movem a economia. Disse ontem e repito: economia se move com expectativas. E esse governo perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas na economia brasileira. E o Caged já está mostrando que, inclusive no emprego, os sinais também são muito preocupantes.

Sobre economia e candidaturas à Presidência da República.

Tenho muito respeito pela candidatura de Eduardo Campos, enquanto candidatura da oposição. Ele é uma alternativa da oposição, do nosso campo, cabe a nós fortalecermos a nossa, as nossas propostas, deixarmos que elas fiquem cada vez mais claras. E tenho muita confiança de que poderemos estar no segundo turno. Mas respeito à candidatura deEduardo. O que eu quis dizer [foi que] se aumentam a expectativa de vitória da presidente, o cenário, o ambiente econômico se deteriora, porque não há mais confiança. Ela perdeu a capacidade de gerar confiança nos vários agentes econômicos. Ao contrário, a nossa candidatura, a candidatura da oposição, acho que tem essa capacidade, até porque serão candidaturas que renovarão o ambiente econômico e administrativo do país.

Sobre o governador Geraldo Alckmin e a candidatura do PSB.

O que posso dizer é que, para mim, é extremamente honroso poder ter o apoio explícito, a linkagem da campanha do governador Alckmin com a nossa. Vocês são testemunhas disso. Hoje mesmo já falei duas vezes com o governador, temos falado sobre o programa de governo, sobre parcerias com São Paulo. É incrível como uma cidade da complexidade da capital, com toda a sua região metropolitana e o estado de São Paulo, não conte com apoio da União nas suas principais obras de mobilidade urbana, em especial a ampliação do Metrô, por exemplo. O que quero é resgatar uma parceria com o estado de São Paulo.

Para mim, é muito confortável a nossa situação hoje em São Paulo, isso já se reflete nas pesquisas. Pesquisas recentemente publicadas já mostram o empate da nossa candidatura com a da atual presidente, tendo ela um nível de conhecimento muito além do nosso. Na região Sudeste, já temos pesquisas internas que nos colocam na frente da presidente. E hoje fizemos uma grande reunião, que alguns de vocês acompanharam, mostrando o vigor das nossas alianças estaduais. Acredito que mesmo no Nordeste, região onde tivemos resultado ruim nas últimas eleições, avançamos para melhorar muito nosso desempenho. O que posso dizer é que estou extremamente feliz, estimulado com as adesões espontâneas que a nossa campanha vem recebendo. Estaremos no segundo turno e lá nos prepararemos para vencer as eleições.

Sobre sabatina da candidata do PT à Folha e declarações sobre o Mensalão.

Não é uma manifestação feliz da presidente. Acho que tudo tem que ser julgado, independente de a qual partido pertencem aqueles que são acusados. No caso do PT, não tivemos ainda foi uma palavra da presidente, se ela concorda com o ex-presidente Lula de que foi um julgamento político. O Supremo Tribunal Federal, todos sabem, é composto na sua maioria por indicações do atual ciclo de governo e condenou membros do partido. Por mais que isso incomode ao PT, é um fato. E falo muito pessoalmente, vocês se lembrarão, nunca torci por condenação de A ou pela condenação de B, mas venho de um estado que ensina muito cedo que decisão judicial se respeita e se cumpre.

Supremo Tribunal Federal condenou e eles estão cumprindo penas. Que isso sirva de exemplo para todos aqueles agentes públicos de todos os partidos. Aqueles que ainda estão com direito de se defender, que se defendam. Repito o que disse mais de uma vez: no caso do PSDB, se eventualmente alguém ligado ao partido ou filiado ao partido cometer algum delito e for punido por ele, não trataremos como heróis, como buscou fazer o PT. Até porque isso, do ponto de vista pedagógico, é um desserviço, sobretudo às novas gerações de brasileiros.