Arquivo mensal: janeiro 2014

Segurança Pública: Aécio reafirma que Governo do PT lava as mãos

Segurança Pública: governo federal participa com apenas 13% do financiamento, cabendo a estados e municípios arcar com 87%.

Omissão e descaso

Fonte: Jogo do Poder 

Segurança Pública

Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, rebate Dilma

Pré-candicato à Presidência da Republica contesta declaração de Dilma sobre 

“Infelizmente, as palavras da presidente não têm o poder de mudar a realidade. O governo
federal
 tem sido extremamente omisso e lavado as mãos em relação à segurança pública.
Não é compreensível que, apesar da gravidade que a questão vem assumindo em todo o Brasil, o governo federal, que acumula cerca de 60% de tudo que se arrecada em impostos no país, participe com apenas 13% do financiamento da segurança pública, cabendo a estados e municípios arcar com 87%.

Além disso, mesmo com a gravíssima situação dos presídios brasileiros, o governo federal, no período da atual presidente, liberou apenas 10,5% dos recursos previstos para o Fundo Penitenciário Nacional, que deveria servir exatamente para minimizar a situação dramática das penitenciárias, onde ocorrem cenas de barbárie como as que assistimos no Maranhão. O governo preferiu usar mais uma vez os recursos do fundo para construir seu superávit primário.

A verdade é que o atual governo vem, de forma recorrente, penalizando estados e municípios, como aconteceu no final do ano passado, ao adiar transferências de R$ 7 bilhões devidas aos entes federados para compensar sua incapacidade de alcançar a meta estabelecida de superávit.

Reitero: na área de segurança pública, o governo federal lavou as mãos.”

Senador Aécio Neves – Presidente Nacional do PSDB

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Eleições 2014: Aécio trabalhará com equipe de FHC

Eleições 2014: senador Aécio Neves está disposto a resgatar legado dos oito anos do Governo Fernando Henrique.

Time da Campanha

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aécio chama time de FHC para campanha

Provável candidato do PSDB começa a se cercar de ex-ministros da gestão tucana no Palácio do Planalto para conduzir a disputa presidencial 

A pouco mais de cinco meses de começar oficialmente a disputa eleitoral, em 6 de julho, o senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência da República e presidente nacional da sigla, já definiu parte dos nomes que vão compor a linha de frente e a retaguarda da campanha. As escolhas feitas até agora indicam que o partido está disposto a resgatar o “legado” dos oito anos em que esteve à frente do Palácio do Planalto com Fernando Henrique Cardoso, que comandou o Palácio do Planalto entre 1995 e 2002.

Nas três últimas campanhas presidenciais, a herança de FHC foi abordada discretamente pelos candidatos tucanos. O primeiro nome anunciado na semana passada, conforme revelou o Estado, foi o do engenheiro agrônomo Xico Graziano. Diretor do Instituto FHC e ex-chefe de gabinete do ex-presidente, ele será responsável pela coordenação de uma das áreas mais sensíveis da campanha: a internet. Presidente do Banco Central entre 1999 e janeiro de 2003, no segundo mandato de FHCArmínio Fraga foi escalado para aproximar Aécio dos empresários e arrecadar recursos para a campanha.

Fraga também deve integrar o grupo que vai elaborar a parte de economia no programa de governo deAécio. A coordenação-geral da elaboração do programa será feita a partir de março pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Afilhado político de AécioAnastasia também foi secretário executivo e ministro interino do Trabalho no segundo mandato de FHC. O senador mineiro convidou ainda o economista Barjas Negri, ministro da Saúde no primeiro mandato de FHC, para elaborar as propostas de saúde.

Outro nome que deve integrar o grupo, mas ainda não foi confirmado pela equipe do senador, é o engenheiro José Carlos Carvalho. Ministro do Meio Ambiente de FHC entre março e dezembro de 2002, ele deve participar da elaboração das propostas dessa área, missão que dividirá com o deputado estadual pernambucano Daniel Coelho. No passado, Carvalho foi um dos principais interlocutores de Aécio com os ambientalistas e ajudou a organizar um jantar com o tucano e 60 dos maiores líderes do setor.

“Muitos candidatos prestigiam especialistas de fora na hora de montar o plano de governo. Esses nomes prestigiam o PSDB e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não há como separar o partido das duas gestões dele na Presidência”, avalia o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (SP), secretário-geral do PSDB.

A decisão de se antecipar aos adversários na apresentação dos nomes, iniciativa que será referendada pela direção executiva tucana em reunião marcada para 11 de fevereiro, também foi um movimento estratégico. ”Ao antecipar os nomes, o senador Aécio está sinalizando de forma transparente que levará essas pessoas para o governo. Isso é um fator de estabilidade para o Brasil”, afirma o senador tucano Cássio Cunha Lima (PA), um dos quadros mais próximos do provável candidato.

Postos-chave. O senador também já conta com uma lista de nomes que devem compor o comando executivo da campanha. Irmã de Aécio, a jornalista Andrea Neves deixou a presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social, órgão do governo mineiro, para ser uma figura central na área de comunicação.

O publicitário mineiro Paulo Vasconcellos é o mais cotado para assumir o marketing da campanha. As decisões, porém, serão submetidas a um conselho de comunicação, fato inédito em campanhas tucanas.

Estado-chave na estratégia do PSDB, São Paulo recebe atenção especial na formação da equipe. Ex-ministro de FHC e atualmente vereador paulistano, Andrea Matarazzo foi sondado para assumir o comando da campanha na capital.

O prefeito de Botucatu, João Curi, será responsável por articular e engajar os prefeitos do interior na campanha presidencial. Presidente do PSDB paulista, o deputado Duarte Nogueira é apontado como um dos nomes para comandar a campanha no Estado e fazer a sinergia com a corrida pela reeleição do governador Geraldo Alckmin.

Mães de Minas: site amplia informação para mulheres

Mães de Minas: iniciativa do Governo de Minas fornece conteúdos educativos e divulga boas práticas para gestantes e mães de bebês.

Boa prática

Fonte: Estado de Minas

Rede voltada à vida

Site com rede social para grávidas e mães de bebês encerra 2013 com 1,5 milhão de visualizações de páginas e serve de referência para pelo menos 8 mil mulheres no país

A cada ano que passa, a internet vem ganhando mais força como fonte para a busca de informações. Mas, quando o assunto é saúde, logo surge a dúvida: esse site é confiável? Foi pensando na credibilidade das informações sobre maternidade que a gestante Mariana Seijas (foto), de 29 anos, buscou o www.redemaesdeminas.com.br e http://www.redemaesdeminas.com.br.

Grávida de oito meses do primeiro filho, a moradora de Belo Horizonte conta que as dúvidas surgiam a todo momento e a ansiedade para esclarecê-las era tamanha que ficava difícil esperar até a próxima consulta médica. E, na rede de amigos, também sentia insegurança, quando cada um falava uma coisa diferente. “Tenho a Rede Mães de Minascomo uma fonte confiável de informação para o dia a dia.

Além de encontrar vários textos e vídeos, a gente pode conversar com outras mulheres na mesma fase sobre o que estamos sentindo e com profissionais de saúde, que estão sempre de olho no que estamos falando, para corrigir possíveis informações erradas e tirar as nossas dúvidas. Eles interagem com a gente”, destaca.

A proposta da Rede Mães de Minas, parceria entre a Fundação Assis Chateaubriand e a Secretaria de Saúde Minas Gerais, a partir do programa Mães de Minas, é fornecer conteúdos educativos de saúde, divulgar boas práticas e orientar para o autocuidado de gestantes e mães de bebês de até 1 ano de idade de todo o estado de Minas Gerais, além de oferecer uma rede social que permite a interatividade entre essas mulheres, profissionais e gestores da saúde.

Os textos são produzidos por uma equipe de médicosnutricionistasenfermeiros e outros especialistas, que também faz a moderação na rede. O objetivo é contribuir para a redução da mortalidade materna e neonatal no estado. Desde o lançamento oficial, em fevereiro de 2013, o site já soma mais de 415 mil visitantes únicos, 540 mil visitas e mais de 1,6 milhão de visualizações de páginas.

Somente em dezembro foram 52 mil visitantes únicos e 66,7 mil visitas. Na rede social do site, já são mais de 8 mil membros cadastrados. E, no Facebook, a página do projeto http://www.facebook.com/RedeMaesdeMinas já conta com cerca de 6,2 mil seguidores.

“Estimulamos a troca de experiências, o que contribui para a compreensão de temas importantes para a saúde da mulher e do bebê como a atenção ao pré-natal, ao partoaleitamento, alimentação da gestante. As mensagens postadas na rede, muitas vezes ricas de emoção, demonstram a eficácia de estratégia”, avalia Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand.

Ela destaca que há outros serviços disponíveis para quem se cadastra, como chats semanais com especialistas, grupos temáticos de discussão e aplicativos para acompanhar a gravidez e o pós-parto, como o registro de consultas, nível de glicemia, pressão arterial, teste sobre amamentação.

Grávida da segunda filha, Sônia Carvalho, de 25 anos, de Patrocínio (MG), afirma que os bate-papos da Rede Mães de Minas têm ajudado. “Na primeira gestação, fiquei com muitas dúvidas, não tinha quem me esclarecesse. Com os bate-papos da rede, fiquei sabendo que coisas básicas que não sabia sobre amamentação, por exemplo. Com as dicas dos médicos, ficou melhor para eu me preparar.”

VISITAS Como a internet não tem fronteiras, o site da Rede Mães de Minas também tem levado informação e ajudado pessoas de outros estados brasileiros e até de outros países, como Portugal, Estados Unidos, Angola, Moçambique e Suíça. Em território nacional, Minas Gerais é o estado com maior número de visitas. Em dezembro, foram 21,5 mil. Em segundo lugar, apareceu São Paulo (14.172), seguido de Rio de Janeiro (4.442), Paraná (2.682), Bahia (2.216), Rio Grande do Sul (1.927), Pernambuco (1.315), Ceará (1.310), Distrito Federal (1.243) e Santa Catarina, com 1.234 visitas.

Emprego: Minas criará quase 70 mil vagas em 7 anos

Emprego: 88 empresas firmaram no ano passado protocolos de intenção com o governo mineiro os investimentos são de R$ 18,8 bilhões.

Geração de Empregos em Minas

Fonte: Estado de Minas 

Investimentos mostram custo do emprego em MG

Levantamento revela que 88 projetos vão gerar 66,9 mil postos de trabalho no estado nos próximos sete anos, sendo que, na média, cada um deles vai exigir aporte de R$ 281,3 mil

Definidos num período de cautela com as incertezas que rondam a economia mundial e a brasileira, os 66.876 empregos que a iniciativa privada promete criar nos próximos sete anos em Minas Gerais vão exigir aportes de R$ 281,3 mil, em média, por posto de trabalho. As vagas serão criadas tanto no quadro de pessoal direto, quanto no das fornecedores das indústrias, da construção civil, do comércio e das empresas prestadoras de serviços para atender um ciclo de investimentos de R$ 18,8 bilhões no estado. Os aportes por emprego foram estimados pelo economista e consultor Felipe Queiroz, com base nos protocolos de intenção de investimentos – 88 ao todo – firmados pelas empresas com o governo mineiro de janeiro a novembro de 2013.

Os projetos da indústria química se destacam com o maior volume de recursos em proporção da criação de empregos. São R$ 2,095 milhões para cada uma das 1.171 oportunidades que o setor pretende abrir em toda a cadeia de produção. O segundo destaque ficou com as pequenas centrais e usinas hidrelétricas, as quais vão demandar R$ 1,806 milhão por emprego, num total de 72 vagas. Âncora do balanço de investimentos ainda parcial divulgado no mês passado, as mineradoras de ferro vão aplicar R$ 1,125 milhão para criar cada uma das 10.768 vagas previstas na abertura de jazidas e ampliação de complexos minerários no estado.

O estudo feito pelo economista Felipe Queiroz, a pedido do Estado de Minas, alerta para a importância que a geração de empregos ganha neste ano, tendo em vista o fôlego menor que a economia já vem demonstrando para gerar postos de trabalho, embora a taxa de desemprego, de 4,6% em novembro, esteja no menor nível da série histórica pesquisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De janeiro a novembro do ano passado, foi positivo o saldo de empregos formais gerados na economia brasileira (contratações menos demissões), de 1,546 milhão de postos de trabalho, mas significou o pior resultado desde 2003, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Felipe Queiroz diz que é positiva a diversidade de investimentos anunciados para Minas, em que sobressaem setores com projetos de peso em tecnologia e que geram valor para toda a cadeia de produção que carregam. “Até mesmo os segmentos que vão criar uma quantidade menor de vagas, como os projetos das pequenas centrais elétricas, têm grande importância no benefício de estimular fornecedores e prestadores de serviços”, afirma.

Exemplo disso são os aportes anunciados para os próximos anos nas áreas de biodiesel, alimentos e agronegócio. Eles somam investimentos previstos de R$ 2,76 bilhões, representando 14,7% do bolo total que o estado vai receber, e são responsáveis por 46% dos empregos a ser criados. Ainda assim, a indústria minerometalúrgica, setor tradicional da produção mineira, confirmou sua liderança. Com recursos de R$ 12,7 bilhões anunciados até 2020, mais de dois terços da cifra global, vai criar 13.375 empregos, 20% da projeção no balanço.

Sustentável O investimento de longo prazo na criação de postos de trabalho é o que de melhor um país pode esperar, observa Guilherme Veloso Leão, gerente de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). “É o mais sustentável. Quando a geração de emprego ocorre porque a empresa aumenta a sua produção num dado momento, se a economia perde ritmo, ela pode ter que dispensar esse trabalhador mais à frente”, afirma. Outros dois fatores essenciais são um ambiente mais seguro para o setor privado trabalhar e regras institucionais estáveis.

Na indústria de alimentos, que deverá investir R$ 97,4 mil por emprego nos próximos anos em Minas, o engenheiro mecânico Marcelo Luiz Costa Ferreira, especializado em desenvolvimentos de projetos, percebe demanda ativa por profissionais qualificados. “O setor vive um período de investimentos em modernização tecnológica e de melhorias na distribuição de produtos. Busca gente cada vez mais qualificada, com visão do cliente, da qualidade e de processos eficientes de produção”, afirma. Com 10 anos de experiência no ramo de alimentos, ele assumiu em novembro a função de gerente de projetos da Forno de Minas, fabricante de pães de queijo e alimentos congelados semiprontos. A valorização profissional na área é, para ele, uma tendência.

Travas. O alto custo do investimento privado no Brasil dificulta a geração de empregos, o que preocupa neste ano, em razão das novas previsões de baixo crescimento da economia. “Temos uma carga tributária difusa e que incide em cascata, além da logística cara no país. Outro fator é a burocracia”, diz o economista Felipe Queiroz. Para o presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, a elevação da taxa básica de juros – a Selic, que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência nas operações nos bancos e no comércio, está em 10,5% ao ano – agravou a baixa disposição para os investimentos na produção.

“Sabemos que o mercado consumidor tem potencial para crescer, mas a condição de nos endividarmos para investir num cenário tão duvidoso faz com que as empresas pensem duas vezes”, afirma. A Forno de Minas está concluindo um programa de investimentos de R$ 25 milhões em expansão da produção e melhorias de produtividade. Neste ano, a empresa já definiu recursos de R$ 15 milhões. Segundo Mendonça, ainda que a indústria invista em automação do processo produtivo, necessita gerar muitos empregos nas áreas comercial e de logística.

Mais dinheiro

O balanço parcial de empréstimos feitos no ano passado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) indica liberações, de janeiro a outubro de 2013, de R$ 12,963 bilhões para Minas Gerais, volume de recursos 40% superior ao dos primeiros 10 meses de 2012 (R$ 9,257 bilhões). O comércio e o setor de prestação de serviços participaram com a maior parcela, de R$ 4,356 bilhões, seguidos dos projetos da indústria, com crédito de R$ 4,064 bilhões. Empreendimentos na área de infraestrutura receberam outros R$ 3,095 bilhões. Em todo o Brasil, a instituição liberou R$ 148,807 bilhões, 36,6% a mais na mesma base de comparação.

Gestão deficiente do PT: truques e riscos, coluna Folha

Senador Aécio Neves em artigo na Folha critica ‘o jeitinho’ do Governo Dilma em maquiar as contas públicas.

Contabilidade criativa e a perda da credibilidade

Fonte: Folha de S.Paulo

COLUNA AÉCIO NEVES

Truques & riscos

O conhecido “jeitinho brasileiro” ameaça ganhar status de política de Estado, tal a frequência com que tem sido usado como estratégia de repaginação dos indicadores macroeconômicos. Os exemplos vão se acumulando, dia a dia.

Para calcular a inflação, nada melhor que contar com o controle político sobre preços administrados em setores estratégicos. E por que não atrasar a transferência de R$ 7 bilhões a Estados e municípios, inclusive recursos voltados para a saúde pública, prejudicando milhões de brasileiros, para dar a impressão de que cumpriu-se o superavit primário?

A inventividade do governo parece não ter limites.

É preciso reconhecer a habilidade dos truques contábeis e o uso de artifícios para melhorar a performance das contas públicas. Se há brechas legais, parece que a ordem é aproveitá-las.

Neste campo instalou-se um autêntico vale-tudo, como a estarrecedora operação da Caixa Econômica Federal, ainda sob grave suspeição, na transferência de recursos de contas de caderneta de poupança pretensamente inativas para engordar o seu balanço. É a velha tática: “se colar, colou”…

O resultado da economia brasileira certamente seria melhor se o esforço gasto em maquiar números fosse efetivamente aplicado no aperfeiçoamento da gestão. Instituições que guardam histórico compromisso com o rigor, a transparência e o profissionalismo, como o Banco Central, estão cada vez mais isoladas diante do descontrole fiscal generalizado e, não por acaso, patinam na implementação do ajuste necessário para amenizar o ambiente inflacionário.

“Estamos no limiar de um novo ciclo econômico do Brasil”, disse o ministro da Fazenda, para justificar o injustificável. A verdade é que, infelizmente, o Brasil está perdendo oportunidades preciosas de ativar o seu crescimento, como a Copa, pródiga em promessas de realizações e pífia em resultados, até o momento.

Os investimentos em infraestrutura são praticamente inexistentes, em face ao que foi prometido. Em termos de desempenho, o que temos a mostrar à comunidade internacional, para nossa vergonha, é o segundo pior crescimento na América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

A desconfiança generalizada da sociedade não é uma peça ficcional criada pelos críticos do governo, mas o resultado de uma gestão ineficaz, pouco transparente e incapaz de reintegrar o país a uma rota de desenvolvimento e de ampliação das conquistas sociais.

É urgente agir, com coragem e responsabilidade, para não permitir que o país retroceda e coloque em risco as conquistas que nos trouxeram até aqui.

Uma das principais, a credibilidade, nem mesmo o “jeitinho brasileiro” foi capaz de assegurar. Esta, infelizmente, já perdemos.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

‘Rolezinhos’: Aécio Neves diz que governo ‘lava as mãos’

‘Rolezinhos’: “rolês não são uma questão de segurança. É uma questão que tem que ser tratada como um fenômeno natural”, comentou o senador.

Polêmica

Fonte: O Globo

Aécio diz que governo federal ‘lava as mãos’ no caso rolezinho

Senador reuniu-se com Alckmin para tratar de alianças eleitorais

senador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira que o governo federal está adotando em relação aos rolezinhos a mesma postura de “lavar as mãos” adotada em outras ocasiões. Aécio esteve em São Paulo para uma visita ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

— Nós temos um governo federal que historicamente reage e não planeja, não percebe aquilo que vem acontecendo no país. Existe esse fenômeno novo dos rolês. Eu acho que o diálogo é sempre importante. Agora, infelizmente, governo federal, seja nessa questão como em outras, lava as mãos e coloca sobre os ombros dos estados a responsabilidade total pela segurança pública.

Na mesma linha de discurso de AlckminAécio defendeu que o fenômeno não seja tratado como um assunto de segurança pública.

— Os rolês não são uma questão de segurança. É uma questão que tem que ser tratada como um fenômeno natural.

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio reuniu-se com Alckmin para fazer uma radiografia das alianças eleitorais do PSDB nos estados. Em São Paulo, o partido enfrenta um dilema. A parceria com um de seus maiores aliados, o PSB, está ameaçada. A ex-senadora Marina Silva, recém-filiada à sigla, veta o apoio à candidatura à reeleição de Alckmin. O tucano ainda busca um acordo para manter a coligação.

Na conversa, durante um almoço na ala residencial da sede do governo paulista, ambos também conversaram sobre o PPS. O senador mineiro sinalizou que não desistiu ainda de ter o partido na sua coligação. A sigla está com Alckmin em São Paulo, mas rejeitou apoiar Aécio e aprovou no fim do ano passado uma aliança com presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas, até junho, quando as coligações serão formalizadas, o PPS não descarta rever o apoio, principalmente se o PSB obrigar um rompimento da legenda em São Paulo com Alckmin.

O mineiro também comunicou Alckmin de que retomará as viagens pelo estado para tornar-se mais conhecido dos paulistas e pediu que ele o acompanhe, quando possível.

Eleições 2014: Aécio e Alckmin definem alianças

Eleições 2014: Geraldo Alckmin disse que não há nada definido sobre eventual aliança com o PSB em torno da candidatura à reeleição.

Aliança entre PSDB e PSB

Fonte: Valor Econômico 

Aécio e Alckmin se reúnem em SP

Depois de uma semana com declarações públicas que conturbaram a relação entre PSDB e PSB, duas das principais lideranças do PSDB colocaram o pé no freio na discussão sobre a aliança entre os partidos. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que não há nada definido sobre uma eventual aliança com o PSB em torno de sua candidatura à reeleição, e o senador Aécio Neves (MG), provável candidato à Presidência, evitou comentar o assunto.

Eles se reuniram ontem no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e discutiram, entre outros temas, “uma radiografia das alianças” que o PSDB busca fazer nos Estados, disse Aécio. Segundo ele, o PSDB terá candidatos, próprios ou coligados, “em mais de 20 Estados”, e o quadro a alianças é “favorável”.

“Estaremos competitivos em praticamente todos os Estados. Teremos candidaturas a governador em maior número que qualquer outro partido”, disse ele, acrescentando que a palavra de Alckmin sobre o assunto é importante.

PSDB e PSB costuram alianças em vários Estados, mas a parceria está ameaçada por conta de restrições da ex-ministra Marina Silva, que se filiou ao PSB e não quer que o partido apoie Alckmin. Durante a semana, interlocutores dos dois partidos falaram sobre o assunto.

Na terça-feira, Aécio disse que o principal prejudicado pelo rompimento da aliança em São Paulo e em alguns Estados seria o PSB, opinião sustentada pelo presidente do estadual do PSB e deputado federal Márcio França (SP). Em resposta, o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que Aécio perdeu “ótima oportunidade de ficar calado”.

Ontem, Aécio não quis comentar as declarações de Amaral e disse que o conhece “muito pouco”. “A minha interlocução com o PSB é feita prioritariamente com o presidente do partido [Eduardo Campos]“, disse Aécio, acrescentando que a relação com o PSB é “positiva”. ”A minha relação com o governador Eduardo é uma relação antiga, que precede candidaturas.”

Alckmin evitou criar novos conflitos. Questionado sobre como está a questão da aliança em torno de sua reeleição, disse que o assunto não foi discutido. O discurso de Alckmin vai na linha da declaração feita no começo da semana pelo governador de Pernambuco e presidente do PSBEduardo Campos, que disse não haver definição sobre a política de alianças nos Estados. Campos também afirmou que a parceria com Marina Silva continua sólida.

“Primeiro precisa definir o candidato [ao governo de São Paulo], e definição de candidato é só mais à frente, não há candidatura hoje”, disse ontem Geraldo Alckmin aos jornalistas após a reunião com Aécio Neves. ”Depois se definem as alianças. Não há hipótese de se definir aliança no começo do ano.”

Questionado sobre quando encontraria CamposAlckmin disse que “não tem nada marcado, mas quando ele vier à província de Piratininga, a gente toma um café”.

Eleições 2014: Aécio confirma Anastasia como coordenador programa de governo

Eleições 2014: senador Aécio Neves,  provável candidato do PSDB à Presidência da República, confirmou apoio do governador de Minas.

Anastasia fez parte da equipe que auxiliou o senador na confecção das 12 propostas apresentadas em dezembro pelo PSDB

Fonte: Estado de Minas

Aécio confirma Anastasia como coordenador do programa de governo

Na semana passada, o senador e presidente nacional do PSDB já havia afirmado que o governador de Minas deixará a administração estadual para concorrer ao Senado

senador Aécio Neves, provável candidato do PSDB à Presidência da República nas eleições de outubro, disse nessa quarta-feira que o governador de MinasAntônio Anastasia, será o coordenador do programa de governo dele para a disputa. Na semana passada, o senador já havia comentado a saída de Anastasia da administração estadual para disputar uma vaga no Senado.

Antônio Anastasia já vem participando das discussões e montagem do plano de governo, juntamente com outros integrantes da executiva nacional do partido. As conversas têm ocorrido desde o ano passado. Ele fez parte da equipe que auxiliou o senador na confecção das 12 propostas apresentadas em dezembro e que vão servir de base para as propostas para o país, caso Aécio seja eleito.

Outros dois nomes já foram confirmados por Aécio para fazer parte da equipe de campanha. O ex-deputado Xico Graziano vai coordenar as ações na internet. O engenheiro-agrônomo, que teve um dos papéis principais na candidatura do ex-governador José Serra (PSDB) ao Palácio do Planalto em 2010 e é diretor-executivo do site Observador Político, no Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), já aceitou o convite. As tarefas, no entanto, só deverão ser definidas em meados de abril.

No início do mês, a irmã do senador, Andrea Neves, também foi confirmada na campanha. Após sua saída do comando do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea chegou a ser confirmada por alguns integrantes da executiva estadual como a coordenadora da equipe que organizará as ações durante a disputa, mas a informação foi negada pelo senador, que afirmou apenas que ela está entre os integrantes do comitê.

Aécio: PT quer ganhar eleições por W.O.

Aécio Neves: candidatura de Campos é “muito bem-vinda na discussão política brasileira”.  PT tenta inibir candidaturas.

Eleições 2014

‘PT quer ganhar eleição quase por W.O.’, diz Aécio. De acordo com o tucano, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014

Fonte: Estado de Minas

PT quer ganhar eleição quase por W.O.’, diz Aécio

De acordo com o tucano, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014

senador mineiro e provável candidato do PSDB ao Palácio do PlanaltoAécio Neves, fez críticas à condução do país pelo PT e avaliou como natural a aliança com o PSB, do possível adversário Eduardo Campos, governador de Pernambuco, nos estados. Em entrevista à TV Estadão na tarde desta quarta-feira, 15, Aécio disse que a candidatura de Campos é “muito bem-vinda na discussão política brasileira” e criticou o PT por tentar inibir candidaturas. “Quem buscou inibir candidaturas como a da própria Marina, inviabilizando a criação da Rede do ponto de vista congressual, ou criando dificuldades para a candidatura do governador Eduardo foi o PT. O PT quer ganhar quase por W.O. essa eleição”, afirmou.

De acordo com o mineiro, o PSDB talvez seja o partido que terá o maior número de candidaturas próprias nos estados no pleito de 2014, com número entre dez e 12 candidatos. As alianças nos outros estados deverão se manter sempre no campo oposicionista. “É importante que as alianças locais sigam o sentimento de vencer a eleição nacional“, disse.

Ao dizer que a aliança com o PSB em muitos estados brasileiros é natural, Aécio falou ainda que “as coisas naturais na política são as que devem prevalecer”. “Eu portanto estimularei sempre que possível a continuidade dessas alianças“, afirmou. Ele lembrou que o PSB participa do governo de Geraldo Alckmin” desde o início”.

A discussão sobre a vice-candidatura presidencial, de acordo com ele, é uma questão que deve ser debatida pelo partido a partir de maio. “Política é a arte de administrar o tempo”, disse, ao ser questionado sobre a composição da chapa. “O que estamos definindo nesse instante, em primeiro lugar, é o discurso do PSDB.”

Críticas

Aécio reforçou suas críticas ao “aparelhamento da máquina pública” e à “má condução da economia” durante a gestão petista. “Estou cada dia mais confiante de que o Brasil precisa encerrar esse ciclo de desgoverno do PT, que nos tem levado a crescer esse ano passado apenas mais do que a Venezuela na América do Sul, com a inflação já infelizmente saindo do controle”, disse. “A visão de mundo não pode mais ser atrasada”, completou.

O tucano disse ainda não avaliar que a presença da presidente Dilma Rousseff no segundo turno eleitoral seja garantida. “Estamos vendo hoje muitas conquistas em risco, inclusive o controle inflacionário”, apontou ele, que citou a perda de credibilidade do país junto a agentes internacionais.

Mesmo o cenário do emprego no Brasil, apresentado pelo governo como um ponto positivo devido às baixas taxas de desemprego, foi avaliado pelo provável adversário de Dilma como um problema porque o país está perdendo a qualidade dos empregos. “O emprego industrial vem caindo”, apontou Aécio, dizendo que este é o emprego de melhor qualidade. Com as críticas, Aécio voltou a falar em “herança maldita” deixada pelo PT. Ele citou ainda a crise no sistema penitenciário no Maranhão e a omissão do governo federal na condução do problema da segurança.

Sobre o caso conhecido como mensalão mineiroAécio defendeu a “apuração de todas as denúncias” e disse que o PSDB não irá cometer o “equívoco do PT” de “transformar políticos presos em presos políticos”.

Aécio Neves: Caixa confiscou poupadores

Senador Aécio Neves disse que contabilidade criativa da Caixa promoveu confisco e apropriação indébita de recursos privados.

PSDB pede esclarecimentos à direção da Caixa Econômica Federal

Fonte: O Globo

Aécio: Caixa confiscou recursos de poupadores ao encerrar contas

PSDB e DEM pedirão convocação de Hereda e Mantega. PT não comenta

presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), acusou o governo e a direção da Caixa Econômica Federal de terem agido, “no mínimo, com esperteza”, ao se apropriar dos recursos de 525.527 contas de poupadores brasileiros para “turbinar” e “maquiar” as contas da Caixa. Ele disse que mais uma instituição pública brasileira está sendo jogada no descrédito e que o presidente Jorge Hereda é reincidente, pois teria sido responsável pelo tumulto provocado por mudanças no pagamento do programa Bolsa Família.

Aécio exigiu explicações do governo em relação ao que chamou de confisco e apropriação indébita de recursos privados ao encerrar, sem um edital de convocação dos correntistas, as mais de 525 mil contas poupança da Caixa, com posterior uso do dinheiro para inflar em R$ 420 milhões os lucros da empresa em 2012. A Caixa informou outro número de poupadores. Segundo a instituição, foram 496.676 contas com CPF ou CNPJ irregulares.

– Esse episódio é extremamente grave. Uma apropriação indevida, um verdadeiro confisco da poupança de inúmeros brasileiros sem que eles fossem adequadamente comunicados. Que mostrem o edital convocando esses correntistas para sanar as eventuais ilegalidades nessas contas – disse Aécio.

O presidente do PTRui Falcão, disse que não vai responder ao senador.

PSDB entrou com um pedido para que o Ministério Público Federal avalie se a operação configura crime de gestão temerária financeira, com anuência da diretoria da Caixa, do Conselho Deliberativo e do Ministério da Fazenda. O partido também pediu ao Ministério Público que entre com ação civil pública para garantir a defesa dos correntistas eventualmente lesados. Em outra frente, assim que o Congresso retornar do recesso parlamentar, em conjunto com o Democratas, o PSDB vai tentar aprovar requerimentos de convite e convocação de Hereda, do ministro Guido Mantega, do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, e do controlador geral da União, Jorge Hage.

CAIXA E FAZENDA NÃO COMENTAM

Aécio também enviou um requerimento de informações ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o que chamou de “lucro fraudulento”. O presidente do PSDB solicitou informações sobre as irregularidades dos correntistas prejudicados e o número de contas encerradas pela Caixa desde a resolução de 1993, que autoriza o procedimento, assim como provas de que os poupadores foram comunicados das falhas em suas contas:

– A intenção foi confiscar. Houve, no mínimo, uma esperteza. Talvez seguindo o exemplo que vem de cima, o governo federal tenha estimulado essa criatividade para apresentar números cada vez mais inflados. Isso só serve para minar cada vez mais a credibilidade e afugentar parcerias com empresas lá fora e afetar, lá na frente, o grau de risco.

Ele relacionou o fato à credibilidade do Brasil, que estaria em decadência, segundo o provável candidato do PSDB à Presidência da República. A Caixa e o Ministério da Fazenda preferiram não comentar as declarações.