Arquivo mensal: outubro 2012

Aécio: Nordeste – senador diz que oposição está mais forte

Aécio diz que PSDB se reinseriu no Norte e Nordeste. Proposta é mostrar ao Brasil uma visão moderna de gestão pública eficiente.

Aécio: Eleições 2012

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Fonte: PSDB MG

O senador Aécio Neves, que esteve em São Luis, para fazer campanha para João Castelo comentou sobre as últimas declarações do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, réu do mensalão e condenado pelo STF por formação de quadrilha. Aécio comentou ainda que o PSDB nas eleições 2012 está mais fortalecido no Norte e Nordeste.

Aécio Neves – Primeiro, em respeito aos momentos difíceis por que passa José Dirceu, eu não vou respondê-lo. As preocupações de José Dirceu hoje não são mais políticas, estão em outra ordem. Vou continuar fazendo e discutindo política.

Quanto aos resultados do primeiro turno dessas eleições, o fato mais consistente é que o PSDB e as oposições se reinseriram no Nordeste e no Norte do país de forma muito vigorosa. Já no primeiro turno, vencemos a prefeitura de duas capitais, Aracaju e Maceió, estamos disputando com enormes possibilidades várias outras capitais, como Salvador, ainda pelo Nordeste, como João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, aqui em São Luís com uma extraordinária expectativa de que vamos, mais uma vez, ter aqui uma administração honrada, equilibrada e preparada com João Castelo.

Estamos disputando em Manaus, onde estarei logo mais à noite. Estamos disputando em Belém do Pará, estamos disputando em Teresina, estamos disputando em Rio Branco. Então, um conjunto de cidades que faz com que haja uma inversão daquilo que ocorreu quatro anos atrás, onde o PSDB e a oposição tinham sido quase que dizimados.

Agora não, os palanques da oposição estão muito vigorosos. É a demonstração de que há um certo cansaço em relação ao modus operandi do PT. Aqui mesmo, o candidato deles não foi feliz na sua campanha no primeiro turno.

Estou muito otimista. A nossa responsabilidade, a partir desses resultados eleitorais, é apresentar ao Brasil uma nova proposta, uma proposta ousada e moderna de gestão pública, corajosa do ponto de vista das reformas

Mas eu venho hoje aqui, principalmente, prestar a minha solidariedade, o meu respeito e a minha admiração por João Castelo que, sem dúvida alguma, num segundo mandato, poderá fazer os avanços que não foram possíveis ainda no primeiro mandato.

Eu governei Minas Gerais por dois mandatos e no segundo é que nós colhemos os principais frutos daquilo que plantamos no primeiro mandato. Portanto, venho em nome de toda a direção nacional do partido trazer ao Castelo, ao Neto, seu companheiro de chapa, uma palavra de muito apoio e de muitas expectativas de que eles possam não só vencer as eleições, mas fazer uma administração que continue honrando as melhores tradições de São Luís e do Maranhão.

Eleições 2012: Aécio – Link da matéria: http://psdbmgnaseleicoes2012.wordpress.com/2012/10/24/aecio-neves-apoia-candidato-tucano-em-sao-luis-no-maranhao/

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Gestão sustentável: Anastasia cria programa para catadores

Gestão sustentável: Anastasia cria Bolsa Reciclagem que remunera associações e cooperativas por ações na reciclagem de materiais.

Gestão sustentável: Anastasia e o Bolsa Reciclagem

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Fonte: Agência Minas

 Anastasia cria programa sustentável para catadores

Governo Anastasia: Bolsa reciclagem remunera associações e cooperativas por ações de sustentabilidade na reciclagem de materiais

Minas Gerais será o primeiro estado do Brasil a remunerar catadores de materiais recicláveis

Governador Anastasia anunciou medida durante a abertura do 11º Festival Lixo e Cidadania, que acontece entre os dias 22 e 26 de outubro no CMRR

O governador Antonio Anastasia anunciou, na noite de segunda-feira (22/10), que Minas Gerais será, a partir do próximo mês de dezembro, o primeiro estado do país a pagar a Bolsa Reciclagem, uma remuneração às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis pelos serviços ambientais prestados. O anúncio foi feito na abertura do 11º Festival Lixo e Cidadania, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), em Belo Horizonte.

“Ao fazermos a efetivação do pagamento da Bolsa Reciclagem, nós estamos, tão somente reconhecendo o trabalho realizado por centenas e milhares de pessoas, que, com seu suor e seu empenho, estão modificando o panorama das nossas cidades, com muita dignidade, muito esforço, mas, sobretudo, com muita dedicação. Por isso, nós só podemos agradecer, e de maneira muito singela e modesta, retribuir um pouco através do pagamento desse benefício, dessa bolsa”, ressaltou Antonio Anastasia.

O Programa Bolsa Reciclagem foi instituído por lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador. Para 2012, a previsão é de investimento de R$ 3 milhões pelo Governo Antonio Anastasia, repassados a partir da apuração dos materiais comercializados pelas organizações no terceiro e quarto trimestre deste ano. O incentivo será concedido trimestralmente às cooperativas e associações, sendo que 90% serão destinados aos catadores. O restante poderá ser utilizado para despesas administrativas, infraestrutura, equipamentos, formação de estoque de materiais recicláveis e capacitação de associados.

Antonio Anastasia afirmou que o Programa Bolsa Reciclagem é instrumento inovador de valorização dos catadores e um reconhecimento da importância da atividade para o meio ambiente. O governador destacou, ainda, a importância do movimento de catadores, não só para o governo, mas paraMinas Gerais e o Brasil, pois, com ela alia sustentabilidade ambiental, geração de renda e dignidade.

“Agora, com os primeiros passos sendo dados, tenho a mais absoluta certeza de que teremos aqui um modelo que certamente será levado aos outros estados, aprimorado, para que nós também possamos aprender, e o resultado seja cada vez mais de inclusão e de reconhecimento desse trabalho”, disse.

As associações ou cooperativas terão de manter atualizados os dados cadastrais no Estado, serem reconhecidas pelo comitê gestor do Bolsa Reciclagem e apresentar relação de repasses feitos aos beneficiados. O cálculo da remuneração terá por base as notas fiscais ou recibos emitidos por empresas compradoras dos materiais.

O CMRR cadastrou 119 organizações (1.561 catadores) de todo o Estado, das quais 59 (1.167 catadores) foram aprovadas pelo comitê gestor para o primeiro pagamento. Na primeira fase do programa, será remunerada a coleta de papel, plástico, vidro e metal. Outro benefício esperado é o incremento da cadeia produtiva da indústria de transformação, com atração de novos empreendimentos.

A implantação do Programa Bolsa Reciclagem acontece paralelamente a várias ações desenvolvidas pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a fim de incentivar a gestão integrada de resíduos sólidos urbanos. Alguns exemplos são a implantação de coleta seletiva nos municípios, elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos e a formação de consórcios intermunicipais para a gestão compartilhada de resíduos sólidos urbanos.

Fim dos lixões

O governador Antonio Anastasia lembrou que Minas Gerais está em estágio avançado na meta de, até 2014, erradicar os lixões ainda existentes e estimular a criação de organizadores de materiais recicláveis.

“Em 2014, nós vamos poder anunciar, em alto e bom som, que o Brasil cumpriu a lei federal, e que, em Minas e nos outros estados não teremos mais lixões, mas, sim, dignidade dos catadores”, afirmou o governador.

Levantamento realizado pelo CMRR indica que, dos 350 municípios mineiros que já acabaram com lixões, 184 cidades adotaram programas de coleta seletiva e inclusão produtiva dos catadores, e 19 estão em processo de implantação.

Até o final deste ano, a previsão do CMRR é extinguir lixões em outros 49 municípios, sendo 17 no Vale do Jequitinhonha, 15 na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), 11 no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e seis no Noroeste do Estado.

Também participaram da solenidade de abertura do 11º Festival Lixo e Cidadania o ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; o embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de la Cámara Hermoso, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, e a presidente do Servas, Andrea Neves, entre outras autoridades.

Festival

O 11º Festival Lixo e Cidadania é um dos mais importantes eventos para o debate sobre coleta seletiva e inclusão social no país. Nesta edição, está sendo discutido o futuro na gestão dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, com inclusão socioprodutiva dos catadores, partindo de quatro vertentes:legislação, financiamento, desenvolvimento econômico e inclusão social e tecnologia.

Até sexta-feira (26/10), o festival oferece uma programação, que inclui seminários, debates, discussões em grupos, apresentações teatrais de catadores e ex-moradores de rua, além de shows de artistas, que orientam seus trabalhos pela ideia da reciclagem musical.

O evento reunirá diferentes públicos em torno de uma causa maior: perspectiva sociocultural consciente e propositiva acerca da abrangência do tema Lixo e Cidadania, promovendo encontros em defesa da diversidade e do reconhecimento afirmativo das culturas e das diferentes formas de empreendedorismo, tendo como foco a organização dos catadores de material reciclável.

Estão sendo exibidos produtos fabricados a partir de materiais recicláveis como instrumento de inclusão produtiva, e trabalhos de valorização das comunidades próximas ao CMRR com exposição de materiais produzidos por moradores, apresentação de coral e desfile de moda com peças costuradas por eles; erradicação do trabalho infantil na catação; e discussão sobre população de rua.

O festival é realizado pelo Instituto de Referência em Resíduos (IRR); Fórum Estadual Lixo e Cidadania; Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea); Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Feam, CMRR e Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas); e Ministério da Cultura.

Governo Anastasia: Bolsa Reciclagem – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/galerias/minas-gerais-sera-o-primeiro-estado-do-brasil-a-remunerar-catadores-de-materiais-reciclaveis/

Aecio Neves: Facebook – conheça a trajetória política na fun page

Aecio Neves: internautas também passam a contar com informações sobre a história política do hoje senador por Minas Gerais.

Aecio: Facebook

Fonte: Jogo do Poder

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Senador Aécio Neves estreia página no Facebook

 Aecio Neves ganha página oficial no Facebook

Aecio Neves ganha página oficial noFacebook

Os internautas ligados em política já podem acompanhar o dia a dia do senador Aecio Neves (PSDB-MG) no Facebook. O mineiro surpreendeu o universo das redes sociais ao abrir sua Fan Page nesta terça-feira (23). A página do senador contava com mais de 1.000 fãs.

O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

A Fan Page já recebeu um pequeno arquivo de fotos de eventos recentes em que o senador esteve presente. Em uma das imagens já publicadas, Aecio diz que “a vida pública é difícil para aqueles que não mantêm a coerência.” O senador também publicou uma foto em que aparece ao lado de Ulysses Guimarães, para ele uma referência de democracia e justiça social.

Os internautas também podem encontrar informações sobre a história política do hoje senador por Minas Gerais. Aecio é economista e começou na vida pública em 1983, como secretário particular do então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves. Participou ativamente do movimento Diretas Já e da campanha que possibilitou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, dando fim ao regime militar no Brasil.

Entre as citações favoritas, Aecio menciona o jornalista, poeta e escritor Otto Lara Resende, morto em 1992. “Sou brasileiro, sou mineiro, sou cidadão limitado por fronteiras fatais. Creio no homem, creio na justiça, creio na liberdade. Desejo que a vida de meus filhos e de todos os que vierem depois de mim seja melhor do que a minha.

Aecio: Facebook – Link da página no Facebook: http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Governo de Minas: Dorothea Werneck: defende gestão pública eficiente

Dorothea Werneck: gestão pública – “Falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país”, comentou a secretária de Desenvolvimento de Minas.

Dorothea Werneck: gestão pública eficiente

 Dorothea Werneck: caminhos da gestão pública eficiente

Dorothea Werneck: gestão pública – “Falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país”, comentou a secretária de Desenvolvimento de Minas. Foto: Agência Minas

Fonte: Gustavo Machado – Brasil Econômico

“A unanimidade do Confaz é uma burrice. O erro foi da Constituição de 1988″

ENTREVISTA DOROTHEA WERNECK Secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

Para a secretária, a culpa da guerra fiscal é da necessidade dos incentivos fiscais ter aprovação unânime do Conselho Nacional de Política Fazendária. Para ela, quanto menos governo federal melhor para os estados

Se Dorothea Werneck gosta de dizer que consenso é uma das situações mais raras de acontecer na política brasileira, em muito pontos ela própria se apresenta justamente como o ponto fora da curva. Não poupa críticas até mesmo à formatação da Constituição de 1988, à qual atribui a culpa pelo atual clima de animosidade entre os estados. “A unanimidade do Confaz é uma burrice”, exclamou a secretária mineira de Desenvolvimento.

Em uma conversa de apenas trinta minutos, Dorothea passou pelos temas mais urgentes do estados: Fundo de Participação dos Estados, incentivos fiscais, partilha de receitas, royalties do petróleo, entre outros. Mas não escondia que, no fundo, sua maior preocupação na última sexta-feira era pegar o voo no horário para visitar o filho no Rio de Janeiro, pois acabara de chegar dos Estados Unidos.

Afirmou que Minas Gerais já tem a guerra fiscal como favas contadas. O governo trabalha com o cenário de alíquota de 4% do ICMS interestadual na origem. Diz já possuir planos para atrair investimentos, e que o estado achou o melhor modelo para trabalhar junto à iniciativa privada.

Quanto às políticas regionais do governo federal, alvo de críticas de estados menos favorecidos, Dorothea é enfática: “Quanto menos intervenção melhor”. Após 27 anos trabalhando junto no executivo federal, Dorothea diz que a falta de autonomia dos estados é o principal agente no atraso do desenvolvimento do país. “Porque o governo federal não trabalha junto de estados e municípios para fazer a coisa acontecer?”, questiona.

No entanto, exime de culpa a administração atual. Críticas pontuais incidem contra os pacotes pontuais de estímulo e os incentivos sobre impostos compartilhados, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI). Entende que muitos dos problemas que aí estão, como a falta de competitividade não será resolvida amanhã, e nem que começou ontem. Segundo ela, o brasileiro precisa fazer uma aposta, como uma fezinha, no sucesso futuro do país. “Me recuso a ser pessimista a ponto de dizer que não tem jeito.”

E de repente, sem nem ter havido uma pergunta estimulando tamanha crítica, pregou a favor do fim do Mercosul. Integração produtiva insípida. Regras limitantes e desrespeitadas. Para Dorothea, acontece de tudo no principal bloco latino-americano, menos um trabalho para fortalecimento e crescimento do bloco. “Nada é levado a sério. Suspenderam o Paraguai para colocar a Venezuela dentro do bloco. Não existem quaisquer regras valendo.”

A única regra que ainda é cumprida, diz Dorothea, é a que veta acordos bilaterais entre países do bloco com outros. “O Chile fez com todo o mundo, e está muito bem, obrigado. Colômbia já tem com vários países, inclusive Estados Unidos, e está muito bem, obrigado. O mundo globalizado exige acordos bilaterais”, diz.

Questionada sobre a dificuldade de um consenso no bloco, ela diz: “Não sei se é difícil. Não é necessário.”

O tema principal dos estados hoje é a guerra fiscal. Como vê os projetos que estão em trâmite?

Dorothea Werneck – O estado de Minas Gerais é absolutamente contra a guerra fiscal. Há um trabalho grande do secretário Leonardo Columbini. Há várias propostas caminhando para um consenso; então já estamos trabalhando com o cenário de não haver mais a guerra fiscal.

Com a alíquota de 4% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no estado de origem?

Dorothea Werneck – Não é só isso. Há milhares de ações dos estados, algumas já foram até decididas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade. Incentivos tiveram de ser cancelados. Há uma parafernália de medidas que cada estado tomou, o que realmente faz a situação hoje ser confusa desnecessariamente. A expectativa é pelo fim da guerra fiscal. Se ela existe para atrair investimentos, já possuímos todo um plano estratégico para atraí-los sem a necessidade da Guerra Fiscal.

O que levou a esse estado de guerra?

Dorothea Werneck – O erro foi da Constituição de 1988, que determinou que os incentivos precisassem da aprovação unânime do Confaz (Conselho de Política Fazendária). Nem em reunião de condomínio existe consenso. É burrice ter a unanimidade.

Burrice?

Dorothea Werneck – Sim! Por causa disso, estados começaram a fazer lei própria e choveu Ações Diretas de Inconstitucionalidade. O importante é a regra nova valer daqui para frente. Porque se retroceder, nem o Supremo dá conta de arrumar tudo. Seriam outros 80 dias de julgamento.

Surpreende essa posição de uma secretária de Minas Gerais.

Dorothea Werneck – Não é opinião minha, nem do estado. É histórico. Quando estive na Receita Federal, todos pensavam assim. No Congresso, a mais importante das votações, que fazem modificações na Constituição, precisa de dois terços. Porque no Confaz precisa de mais? Os secretários combinam: “Eu voto contra nesse caso, e você me ajuda na frente”.

A União peca em não fazer políticas regionais?

Dorothea Werneck – Eu penso exatamente o contrário. Reclamo, e nosso governador (Antonio Anastasia) também. O Brasil está extremamente atrasado na consolidação do Federalismo. Deveria haver menos interferência nas políticas estaduais, mais espaço de trabalho e autonomia aos estados, para que pudéssemos tomar medidas mais simples, como trabalhar com as rodovias que cortam o estado. Hoje, muitas delas são federais e o estado tem como fazer, por meio de concessões, a melhoria das condições das rodovias, mas não temos autonomia.

Quais outras medidas?

Dorothea Werneck – Outro exemplo são os aeroportos. Temos nosso aeroporto Tancredo Neves com um plano feito desde 2005, que tem projeto básico que está sendo terminado com a Infraero. Se os estados, cada um individualmente, pudessem fazer melhorias nas condições logísticas e de infraestruturaseria um avanço importante para o país se desenvolver mais rápido.

O modelo atual de concessões dos aeroportos é satisfatório?

Dorothea Werneck – Tivemos a oportunidade de levar sugestões ao governo federal. Cunhamos o termo de “concessão compartilhada”, pois seria a União, o estado e o setor privado trabalhando juntos, e estamos no caminho certo. A discussão hoje é qual será a participação do estado e qual a do privado. Nossa posição é muito clara: 51% para o setor privado e 49% para o setor público.

Para deixar as decisões nas mãos dos entes privados?

Dorothea Werneck – Entes que seriam cobrados por resultados, eficiência, entrega do produto e qualidade do serviço. Ou seja, a contrapartida, que é o pagamento do estado pela gestão feita pelo setor privado, estaria condicionada ao cumprimento de metas. Hoje já fazemos isso no programa de Parcerias Público-Privadas, que recebeu este ano o prêmio da World Finance como o melhor programa de PPPs do mundo. Temos experiência acumulada com quatro projetos em execução: Mineirão, que terminará no prazo e dentro do orçamento – algo que não vemos em quase nenhum outro estádio -; presídio de Neves, que já inauguramos; o UAI (Unidade de Atendimento Integrado), seis delas com toda a gestão feita por entidades privadas; e a rodovia MG-050, que depois de algumas discussões aconteceram por conta de desapropriações, mas que já está no rumo correto.

Existem mais a caminho?

Dorothea Werneck – Tratamento de água; resíduos sólidos; transporte sobre trilhos na região metropolitana de Belo Horizonte, aproveitando o que já existe, e a Rota Lundi, o parque composto por nossas cavernas. Essa experiência está certa e fornece resultados extraordinários. Cabe ao setor público estabelecer as regras do jogo e os indicadores que serão cobrados para a remuneração. Não é simplesmente entregar para o setor privado. Existe uma série de metas e resultados que serão devidamente cobrados, fiscalizados, acompanhados, e que, em função do cumprimento, será feito o pagamento devido pelo setor público.

Nas concessões anteriores, o ente público ainda detinha o poder de decisão. Vê riscos neste modelo utilizado anteriormente?

Dorothea Werneck – O risco é não haver interesse do setor privado. Tem risco maior do que um projeto não sair do papel? A PPP é um guarda-chuva. A formatação de cada projeto possui uma análise detalhada da parte financeira, da jurídica e da engenharia. Pode chegar à conclusão que, para determinado tipo de obra, o melhor é a concessão pura, como acontece em muitos casos em São Paulo com rodovias. Entrega-se tudo ao setor privado. Pode haver algumas que parte da execução é feita pelo setor público e outra parte, pelo setor privado, e a gestão tem peso maior do ente privado. Pode-se ter também, como em Minas Gerais, em que uma empresa, que está em projeto de expansão, faz obras de interesse público e depois pode descontar o ICMS recolhido no futuro. Ela paga o investimento com o retorno do não recolhimento do ICMS.

Como a senhora se posiciona quanto aos royalties do petróleo?

Dorothea Werneck – Quanto aos royalties do petróleo, digo: quem é que decidiu que a 200 km da nossa costa, só conta o estado limítrofe? Hoje, do jeito que está já é esquisito. Porque o petróleo pertence só a Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo? Se uma coisa está no mar, é do Brasil. Além dos royalties, tem que ser colocada na mesa hoje a questão dos royalties, os juros sobre a dívida dos estados, que é enorme, e a Guerra Fiscal. No nosso entendimento, se essas questões fossem colocadas juntas, e por trás disso o federalismo – analisando os estados que ganham, os que perdem, e a autonomia de cada um deles -, certamente a solução poderia ser mais ágil.

Depois dessas discussões haverá uma batalha também pelos royalties da mineração.

Dorothea Werneck – Isso é bem diferente. Os royalties da mineração é uma revisão da constituição e, além disso, os royalties da mineração são extremamente baratos. A diferença é que a mina não está no mar. Está na minha terra. E o buraco fica no meu território. Quando se perfura um poço a 200 km da costa, o estado não é afetado em nada. Mas quando se tira uma serra do seu estado, o impacto sobre o município é enorme. Depois, com o fim da exploração da mina, há toda uma recuperação local que faz parte das autorizações de mineração.

Por que não citou junto com os outros três pontos o Fundo de Participação dos Estados?

Dorothea Werneck – Então são quatro. Tem que ser pensado junto. Ainda mais que essa política de incentivo tem sido feita com a redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), que, junto do Imposto de Renda, compõe o Fundo de Participação. Do ponto de vista do país é extremamente interessante, mas se usassem outro imposto seria bem melhor. Dão um benefício, mas tiram dos estados e municípios.

O que seria melhor: a partilha do PIS/Cofins com os entes federativos ou incentivos federais sobre as contribuições?

Dorothea Werneck – Tem que ser colocado na mesa e avaliado. Daqui a pouco no país, como nos Estados Unidos, alguns municípios vão declarar falência. Ainda não tem por aqui, mas terá. Não só diminuiu a transferência federal, como aumentaram os gastos com professores da escola primária, por exemplo. Eles merecem, mas de onde vem o dinheiro se não há um repasse maior? Outro tema para discutir: o federalismo!

Onde chegaremos?

Dorothea Werneck – A gente aprende com isso. Eu continuo otimista. Já vivemos um momento muito mais excepcional. Os resultados não são bons quanto ao crescimento do país, mas ainda são positivos. Normalmente, infelizmente as coisas por aqui se resolvem em crise. Não sei se a gente aguenta chegar na crise. Seria muito mais interessante se houvesse uma pré-disposição em discutir esses temas. Tenho uma expectativa de que assuntos como esse, provavelmente, entrarão nas campanhas das próximas eleições. Além desses, outro tema que estará presente nas campanhas será a gestão pública. Mas que, assim vejo, de forma separada.

Há algum outro tema para 2014?

Dorothea Werneck – Federalismo, gestão pública, desburocratização e desregulamentação. São uma loucura as regras, leis, decretos e portarias cobrando, limitando, fixando tudo. Isso não vem nem dessa administração. Durante meus 27 anos na administração pública federal, chamávamos isso de regra do 1%. Porque 1% das pessoas cometem falcatruas, principalmente na área da receita, se faz uma nova norma que prejudica 99%.

Isso me lembra o Ocuppy Wall Street.

Dorothea Werneck – We are 99% (Somos 99%).

Um legislador certa vez me disse que no Brasil se faz lei pensando no não cumprimento da lei. Isso é um entendimento correto na sua opinião?

Dorothea Werneck – O mais comum é dizer que a lei não pega. Mas não é uma regra geral. Tem muita coisa séria acontecendo. A lei da Ficha Limpa é uma delas.

Falando em Ficha Limpa, redescobrimos o Supremo Tribunal Federal, que ameaça uma canetada para pôr fim à guerra fiscal e impôs prazo para uma nova tabela de repasses do Fundo de Participação dos Estados. Como vê a atuação do STF?

Dorothea Werneck – Uma democracia sólida precisa ter seus três poderes fortes. Judiciário, Legislativo e executivo. É o trabalho conjunto dos três poderes, muitas vezes um fiscalizando o outro, é que faz uma democracia ser sólida. O Supremo está dando um belíssimo exemplo com a atuação no julgamento do mensalão. Todos estamos orgulhosos. As críticas ao legislativo estão na praça. Esperamos que a cada eleição, especialmente agora com a lei da Ficha Limpa, exista uma melhoria na qualidade do nosso Legislativo.

E o executivo atual?

Dorothea Werneck – O Executivo precisa melhorar em muita coisa, a principal é no que remete a desregulamentação e desburocratização. Apesar de que na questão do federalismo, entram as assembleias legislativas estaduais versus Câmara dos Deputados e Senado Federal. Não é de uma hora para outra que tudo irá mudar, e me recuso a ficar pessimista a ponto de dizer que não tem jeito.

Tem gostado da atuação do ministro Mantega?

Dorothea Werneck – Minha crítica é uma crítica genérica. Não é para o Mantega, mas para a postura do governo, que não ataca o problema em sua origem e faz apenas correções pontuais. A presidente tem um índice de aprovação tão alto, que dá o potencial de fazer a coisa bem feita. Porque não aceleramos o desenvolvimento da competitividade do país? Por que não contar com o apoio de estados e municípios para fazer a coisa acontecer? Não tem que ser tão centralizado. Não somos todos iguais.

Qual o seu relacionamento com Dilma Rousseff?

Dorothea Werneck – Quem senta na mesa da presidente é o nosso governador, Antonio Anastasia, que tem um ótimo relacionamento com ela. Eu sou apenas a secretária de um estado.

O Brasil se tornou protecionista?

Dorothea Werneck – Não mudou muita coisa nos últimos tempos. O Brasil sempre foi um país muito fechado. Historicamente, a porcentagem do comércio exterior no Produto Interno Bruto é mínima. Ainda temos enormes desafios pela frente. O principal deles é repensar o Mercosul. Se nós olharmos o resto do mundo, vemos a União Europeia, Associação dos Países da Ásia, e por que falamos em Mercosul e não na América unida? Não dá para se pensar em uma região homogênea, em termos de mercado e regras de comércio exterior? Não é América do Sul, nem América Latina. São as Américas que precisam ser pensadas em conjunto.

Há dez anos, a proposta da Alca teve uma rejeição muito grande por aqui.

Dorothea Werneck = Será que ainda teria hoje? Veja o resultado do México. Da Colômbia, que já passou a Argentina. Faz sentido não termos acordos bilaterais de comércio? A regra hoje impõe que o bloco do Mercosul precisa aprovar. O Chile fez com todo o mundo, e está muito bem, obrigado. Colômbia já tem com vários países, inclusive Estados Unidos, e está muito bem, obrigado. O mundo globalizado exige acordos bilaterais. Não precisa trabalhar com consensos, que são difíceis de alcançar devido à heterogeneidade dos países que formam um bloco.

Por que é difícil um consenso no Mercosul?

Dorothea Werneck – Não sei se é difícil. Não é necessário. Uma das lições que temos que avaliar é se a União Europeia foi no caminho certo. Enquanto a economia está bem, é um sucesso. Mas, quando há crise, existe uma confusão.

Como vê a entrada da Venezuela no Mercosul?

Dorothea Werneck – Uma bobagem. Tinha que estar acabando com o Mercosul. Dentro dos princípios do Mercosul, qual é a relação entre Brasil e Argentina? Nada é levado a sério. Suspenderam o Paraguai para colocar a Venezuela dentro do bloco. Não existem quaisquer regras valendo. Se um ortopedista não olha para a fratura exposta, ele não conserta a perna da pessoa. Não está funcionando. Não estamos vendo resultados e nem estamos felizes com o nosso relacionamento com a Argentina, com o Paraguai. O Chile não entrou até hoje por causa de sua política de acordos bilaterais. Tem sua taxa de importação lá embaixo. Estão em posição muito melhor que nós.

A falta de competitividade dos países não esconde os verdadeiros problemas do Mercosul?

Dorothea Werneck – Precisamos separar a competitividade das empresas e do país. Se uma empresa nossa estivesse nos Estados Unidos ou na China, seria extremamente competitiva. Perdemos em logística, tributos, qualificação profissional. Nisso, o Mercosul atrapalha. Temos problemas até de fluxo de mercadorias entre os próprios países. Que competitividade é essa?

Dorothea Werneck: gestão pública – link: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers

Aecio Neves: senador em artigo lembra Ulysses Guimarães

Aecio Neves: senador fala do legado de Ulysses: fortalecimento das instituições, adensamento da democracia e compromisso com a Federação.

Aecio Neves: artigo

 Aecio Neves: em artigo lembra as lições de Ulysses

Aecio Neves: artigoTancredo Neves e Ulysses Guimarães na votação da Emenda Dante de Oliveira Luiz Antonio / Agência O Globo

Fonte: Folha de S.Paulo

Ulysses

Aecio NevesOs brasileiros lembram neste mês, com reverência, os 20 anos do desaparecimento de Ulysses Guimarães. Ele foi e será sempre símbolo da luta pela democracia e pela justiça social, que encontra sua melhor tradução na Constituição.

Guardamos para sempre sua imagem histórica erguendo o primeiro exemplar e anunciando a “Constituição Cidadã“, trazendo luz ao país após um longo período de sombras.

Ulysses conviveu com uma singular geração de homens públicos. De Tancredo, como dizia Tales Ramalho, era parceiro em uma dança da qual só eles conheciam os passos. Os dois lideraram alas distintas da oposição e agiam de forma complementar, ciosos da necessidade de manter a coesão em torno do fundamental desafio daquele tempo: vencer o regime de exceção. São dois grandes exemplos da dimensão ética e transformadora que a ação política pode ter.

Eram líderes leais ao Brasil, honravam a palavra dada e colocavam sempre o interesse do país cima de quaisquer outros.

Permitiu o destino que, anos depois, eu me sentasse na cadeira de Ulysses, na Presidência da Câmara dos Deputados, e não foram poucas as vezes em que, para tomar decisões complexas, me inspirei no velho timoneiro. Foi nesse período que, com o apoio de diferentes forças políticas, acabamos com a imunidade parlamentar para crimes comuns e criamos na Câmara o conjunto de medidas que ficou conhecido como Pacote Ético.

Dr. Ulysses e sua geração nos deixaram um denso legado. A defesa das razões de Estado, o fortalecimento das instituições, o adensamento da democracia e o compromisso com a Federação criaram uma realidade nova e permitiram que mais adiante pudéssemos continuar avançando com a estabilidade econômica e a inclusão social de milhões de brasileiros.

Lamentavelmente perdemos essa ideia-força – o sentido da construção nacional como tarefa coletiva e dever de todos. Acabamos reféns de um modelo que substituiu o projeto de país por um projeto de poder. As grandes reformas foram abandonadas. As pontes construídas no passado em torno das causas nacionais sucumbiram a um ciclo de governo que apequenou-se e tenta reescrever a história de forma quase messiânica, como se o Brasil do nosso tempo fosse obra de poucos e tivesse sido fundado ontem. Não foi.

Por tudo isso, é importante que as novas gerações conheçam as convicções, o espírito público e a grande generosidade com que o doutor Ulysses sempre trabalhou pelo Brasil. E reconheçamos aqueles que, com coragem, lucidez e coerência, nos ensinaram que é possível sempre semear um novo país. A memória pode ser um eficaz antídoto à descrença e ao desalento que vemos hoje nos brasileiros em relação à política.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aecio Neves: artigo – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/73352-ulysses.shtml

Presidência em 2014: Aecio e Campos evitam falar de sucessão

Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014. Os dois estiveram em Uberaba para apoiar a candidatura de Antonio Lerin do PSB.

Aecio: 2014

 Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014

Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014. Os dois estiveram em Uberaba para apoiar a candidatura de Antonio Lerin do PSB.

Fonte: Agência Estado publicado no Estado de Minas

Aecio e Campos evitam falar de possível aliança entre PSDB e PSB em 2014

Dois dos nomes cotados para terem papéis de destaque na disputa pelo Palácio do Planalto em 2014, o senador Aecio Neves (PSDB-MG) e o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), participaram juntos de ato de campanha em Minas Gerais nesta sexta-feira, mas evitaram qualquer referência a uma possível aliança para a corrida presidencial. Pelo contrário, reforçaram parcerias nas eleições municipais, mas o tucano fez a ressalva da “compreensão das circunstâncias do outro”, enquanto Campos salientou que alianças locais significam uma renúncia “às posições em nível nacional”.Aecio é o nome mais cotado do PSDB para a eleição presidencial de 2014 e já manifestou interesse em uma aliança com o socialista, que integra a base do governo da Presidente Dilma Rousseff e é visto como figura essencial em uma possível coligação pela reeleição da petista. Mas PSB e PSDB também mantêm alianças locais, como a que resultou na reeleição em primeiro turno do prefeito de Belo Horizonte, o socialista Marcio Lacerda, e, em 2010, na eleição do governador de Minas, o tucano Antonio Anastasia.Nesta sexta-feira, os dois participaram de ato de campanha do deputado estadual Antonio Lerin (PSB), que chegou ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Uberaba, no Triângulo Mineiro, contra o deputado federal Paulo Piau (PMDB). Segundo Campos, porém, a presença dos dois no evento tem significado “para 2012“. “A eleição nem terminou ainda. Falar dessas coisas termina criando problema, mais para Aecio do que para mim”, disse, referindo-se a 2014, em meio a risos inclusive do tucano.

De acordo com o governador, as parcerias locais ocorrem “com muita naturalidade” porque integrantes das duas legendas estiveram juntos “em momentos bonitos da vida brasileira”, como a redemocratização. “Estivemos separados nos últimos anos nas lutas políticas brasileiras, mas, quando o interesse do País foi colocado na pauta, a gente sempre esteve junto. Isso é da maturidade democrática. Não faz a gente renunciar às nossas diferenças nem deixar as posições que temos a nível nacional”, observouCampos, que negou a intenção de rodar o Brasil em uma espécie de pré-campanha. “Quem está pelo País todo é o Aecio“, declarou, mais uma vez entre risos de todos.

Aecio concordou com a aproximação em torno das “grandes questões nacionais”, mas ressaltou que essas alianças ocorrem com “cada um compreendendo as circunstâncias do outro”. “Política é isso. Você compreender as circunstâncias do seu amigo, do seu companheiro. Eduardo participa hoje com seu partido da base de sustentação do governo da presidente Dilma. Somos a oposição. E cada um cumpre o seu papel”, concluiu.

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/19/interna_politica,324532/aecio-e-campos-evitam-falar-de-possivel-alianca-entre-psdb-e-psb-em-2014.shtml

Presidente 2014: Aécio Neves e Campos reforçam campanha em Uberaba

Aecio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

Aecio Neves: presidente 2014

Fonte: O Globo

Aecio Neves e Eduardo Campos se unem de olho em 2014

Prováveis adversários do PT em 2014, eles medem forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff

Aecio e Campos se unem em Uberaba e antecipam 2014

Aécio e Campos se unem em Uberaba mirando 2014. Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

BRASÍLIA e UBERABA — Inflados pelas vitórias no primeiro turno de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte, e de Geraldo Júlio, em Recife, os padrinhos das duas candidaturas, respectivamente Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prováveis adversários do PT em 2014, unem-se para medir forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff neste segundo turno em capitais e grandes cidades. Mostrando um distanciamento cada dia maior de partidos da base aliada do governo e se firmando como terceira via, o presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos usou nesta sexta-feira um ato de campanha em Uberaba, cidade importante do Triângulo Mineiro, para estrear na campanha ao lado de Aecio, que também comemora o fato de ter conseguido polarizar com Dilma no primeiro turno em Belo Horizonte.

Tucanos dizem que a disputa em Uberaba entre Antonio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) é o que menos conta na aparição da dupla, e que o mais importante é o simbolismo dos dois juntos. Isso porque essa parceria entre os dois netos de políticos famosos —Aecio, do ex-presidente Tancredo Neves, e Campos, do ex-governador Miguel Arraes — está deixando o PT de cabelo em pé. A eleição municipal deste ano, para o PSB, tem funcionado como o passaporte para o partido alcançar independência dentro da base e se firmar como alternativa em 2014. Ou negociar com o aliado histórico, o PT, protagonismo para 2018.

— Esse encontro de Aecio e Eduardo Campos em Uberaba tem repercussão nacional. Aecio mostra sua ampla circulação e Eduardo Campos reforça que não será sublegenda do PT, muito menos tutelado e patrulhado! Aecio e Eduardo são os dois maiores lideres da nova geração política — comemora o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.

A aparição pública dos dois nesta sexta-feira em Uberaba foi mais modesta do que o esperado, mas ficou registrada a foto do momento. Campos e Aecio também apoiaram o candidato do PSB em Belo Horizonte, o prefeito reeleito Marcio Lacerda, mas o governador pernambucano não esteve na capital mineira.

Declarações cuidadosas

Aecio Neves chegou a Uberaba no meio da tarde de ontem e ficou na casa de um amigo, enquanto aguardava a chegada de Eduardo Campos, que aterrissou na cidade mineira por volta das 18h30m.

Os dois concederam uma breve entrevista no aeroporto, e evitaram dar maior significado à atuação política conjunta, principalmente no que se refere à sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. Questionado sobre a presença no município mineiro, junto com Aecio, Campos disse que se limitava ao apoio ao candidato de seu partido.

— O único significado que tem aqui é o de eleger o candidato Lerin em 2012. Nossa energia está voltada para apoiá-lo. Ainda não há resultados nem mesmo da eleição, e vocês já estão falando em 2014 — desconversou Campos.

Aecio também limitou suas respostas à disputa eleitoral para as prefeituras.

— O PSDB tem muitas alianças. Todas elas para uma melhoria de políticas públicas, visando a uma qualidade de vida melhor para o povo — afirmou.

Além de Fortaleza, onde o PSDB apoia Roberto Cláudio (PSB), e Manaus, onde o PSB apoia Arthur Virgílio (PSDB) contra Lula, Dilma e a candidata Vanessa Graziottin (PCdoB), os partidos de Aecio e Campos fazem dobradinha em outras capitais e cidades importantes, como Campinas, neste segundo turno das eleições municipais.

O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ironiza declarações de Eduardo Campos de que o PSB continua na base de Dilma, mas não será satélite do PT:

— A preocupação do PSB, do Eduardo Campos, é não ser satélite do PT. Mas ele tem que ter a mesma preocupação em não ser satélite do PSDB.

De uma forma ou de outra, fortalecido nas urnas, com PT ou PSDB, Eduardo Campos já avisou que o PSB estará no jogo em 2014:

— Esse movimento do PSB só deve preocupar o PT, porque representa uma fissura grande dentro da base. Nós, da oposição, vamos apresentar um projeto alternativo de poder em 2014. Se amanhã forças que hoje estão com o governo quiserem apoiar esse projeto serão muito bem vindas — disse Aecioao GLOBO.

Queixas de candidatos da base

Derrotado no primeiro turno em Manaus, Serafim Corrêa, do PSB, diz que o atropelamento do PT aos aliados está aproximando o PSB do PSDB. Ele conta que no primeiro turno procurou apoio de Dilma e do PT, mas foi informado que a cúpula já tinha se decidido por Vanessa Graziotin, do PCdoB, que pode ser derrotada pelo tucano, segundo as pesquisas.

— Eu era ou não era também candidato da base? O apoio que deram a Vanessa foi desproporcional. Foi uma sacanagem Lula e Dilma já fazerem uma opção no primeiro turno pela Vanessa! Agora, (o líder do governo no Senado) Eduardo Braga, que acha que é rei em Manaus, está colocando Lula e Dilma numa gelada. Estão trazendo a presidente aqui para ser sócia de uma derrota — disse Serafim Corrêa, lembrando que em 2008, quando o PSB ficou isolado, o PSDB apoiou o partido.

Serafim Corrêa conseguiu formalizar o apoio do PSB local ao tucano Arthur Virgílio, apesar das tentativas de Vanessa Graziotin de impedir. A presidente Dilma deve ir a Manaus na segunda feita, embora tenha dito, durante a campanha, que não entraria em eleição disputada por dois partidos aliados. Tática que foi deixada no primeiro turno.

Diante das ofensivas de Campos e da proximidade com o principal partido de oposição, o ex-presidente Lula também resolveu ignorar isenção em cidades onde aliados estão em disputa. Na próxima semana ele irá reforçar o palanque de Elmano Freitas em Fortaleza, onde o petista está empatado com o candidato do PSB, Roberto Cláudio.

(Colaborou Thereza Cristina Gonçalves Ferreira)

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-neves-eduardo-campos-se-unem-de-olho-em-2014-6465465#ixzz29noI8Zlk

Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente no Mineirão

Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente no Mineirão. Modelo de Gestão adota em Minas para as obras do estádio foi elogiado pela Fifa.

Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente

Fonte: Jogo do Poder

Minas Gerais: “exemplo de integração e trabalho”

Secretário geral da FIFA é mais um a reconhecer a vanguarda do modelo de gestão implantado pelo Governo de Minas

 Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente no Mineirão

Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente no Mineirão. Modelo de Gestão adota em Minas para as obras do estádio foi elogiado pela Fifa.

A promessa de Aecio Neves, quando ainda era governador de Minas Gerais, de que as obras de modernização do estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, estariam prontas ainda em 2012 está a um passo de se concretizar. E absolutamente dentro do prazo previsto: 21 de dezembro. E a forma como oGoverno de Minas soube conduzir o projeto em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte e com o Governo Federal foi tida como “exemplar” pelo secretário geral da FIFA, Jerome Valcke.

Mais do que estar com o cronograma absolutamente em dia – 84% das obras já estão concluídas faltando ainda três meses para o prazo final proposto -, o que chamou a atenção do diretor da FIFA foi o modelo de gestão que Minas Gerais adotou, onde, desde o planejamento, passando pelo financiamento e chegando à execução, houve uma sintonia fina entre Estado, município e União.

Ao afirmar que “Belo Horizonte é um exemplo de integração e trabalho”, Valcke confirma o que o então governador de Minas Gerais, Aecio Neves, em 2006, quando da decisão de lançar a capital mineira como candidata a sede da Copa de 2014, já destacava os diferenciais do Estado: atransparência na aplicação dos recursos públicos, a gestão eficiente e a abertura para parcerias, seja no campo público ou junto à iniciativa privada.

Em vistoria às obras do Mineirão, nesta terça-feira (16/10), o diretor da FIFA chegou a recomendar que as outras sedes da Copa do Mundo de 2014 se espelhassem em Minas Gerais tanto no que se refere às obras de modernização dos estádios quanto nos projetos de infraestrutura das cidades.

Em Belo Horizonte, por exemplo, cerca de 50 obras de mobilidade, segurança e infraestrutura urbana ficarão como legado da Copa do Mundo e da parceria que o Governo de Minas formou com a Prefeitura Municipal e a União.

Muitos foram os críticos ao então governador de Minas Gerais, Aecio Neves, quando lançava o desafio de colocar a “gestão eficiente”, o “Choque de Gestão” e a “profissionalização da máquina pública” nas discussões da agenda nacional. Para eles, isso não passava de peça de marketing sem efeito direto para a sociedade ou para o país.

Talvez agora, com o reconhecimento internacional e ao legado que o Governo de Minas deixará com o Mineirão e todas as obras de infraestrutura visando a Copa do Mundo, fique mais fácil para os críticos argumentarem.

Aecio: Copa 2014 e gestão eficiente

Aecio e Campos abrem caminho para 2014 e querem derrotar PT em Uberaba

Aecio e Campos em Uberaba abrem caminho para 2014. Senador apoia candidato do PSB no Triângulo. Relação entre PT e PSB estão estremecidas.

Aecio: presidente 2014

 Aecio e Campos em Uberaba abrem caminho para 2014

Aecio e Campos em Uberaba abrem caminho para Presidência da República em 2014. Foto Revista Época

Fonte: Correio Braziliense

Aecio e Eduardo juntos

Belo Horizonte – Dois possíveis concorrentes à Presidência da República em 2014, o senador Aecio Neves(PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), participam juntos, hoje, pela primeira vez, da campanha de um candidato apoiado por ambos nas eleições municipais 2012. O pedido conjunto de votos será em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para o deputado estadual Antônio Lerin (PSB), que disputa o segundo turno na cidade contra o deputado federal Paulo Piau (PMDB).

A viagem a Uberaba tem ingredientes para trazer alguma fervura à sucessão da presidente Dilma Rousseff em 2014. O PSB é um dos principais partidos aliados do Palácio do Planalto, mas Eduardo Campos e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estremeceram as relações entre PT e PSB ao não fecharem acordo para candidatura comum no Recife. O governador apoiou Geraldo Julio (PSB), que venceu a eleição, enquanto o partido de Lula indicou o senador Humberto Costa (PT), que ficou em terceiro lugar na disputa.

Eduardo e Aecio tiveram a chance de aparecer juntos também em Belo Horizonte, onde o senador, em aliança idêntica, apoiou o candidato do PSB, o prefeito Marcio Lacerda, que se reelegeu. O governador de Pernambuco, no entanto, não esteve na capital.

O presidente estadual do PSDB, deputado federal Marcus Pestana, acredita que o encontro dos dois presidenciáveis em Uberaba fortalece ambos nas articulações para a disputa pelo governo federal em 2014. “É o quadro político nacional fugindo dessa lógica totalitária, de hegemonia única de um partido só”, afirmou, referindo-se ao PT. “É um sinal de que o PSB, como já disse o próprio Eduardo Campos, não será uma sublegenda do Partido dos Trabalhadores em 2014“, avaliou. Segundo Pestana, Aecio partirá de São Paulo e Eduardo do Recife para a campanha em Uberaba, que está prevista para começar às 16h30, com uma caminhada no chamado Calçadão, na região central da cidade mineira.

O vice-presidente estadual do PT em Minas Gerais, o deputado federal Miguel Correa Júnior, não vê significado algum no encontro além da união comum entre partidos para disputas locais. “O governador de Pernambuco já disse que é aliado do PT”, minimizou.

O articulador da visita de Eduardo e Aecio a Uberaba hoje foi Marcos Montes (PSD), deputado federal. “A ideia era os dois virem, então fizemos uma montagem para que viessem juntos”, contou o parlamentar. Além da caminhada, o governador de Pernambuco e o senador mineiro terão ainda um encontro fechado com militantes.

Nestes dias que antecedem o segundo turno, Aecio deve participar apenas na propaganda eleitoral em rádio e televisão das outras campanhas em Minas Gerais. O parlamentar não irá a Montes Claros, onde o partido apoia o PRB; a Juiz de Fora, cidade em que os tucanos anunciaram apoio a Bruno Siqueira (PMDB); nem a Contagem, onde a legenda do parlamentar aderiu à campanha de Carlin Moura (PCdoB). Nos três municípios, o confronto é contra o PT.

Empate técnico em Fortaleza
A disputa pela prefeitura de Fortaleza está tecnicamente empatada, segundo pesquisa Datafolha divulgada ontem. Apesar da ligeira vantagem do candidato do PT, Elmano de Freitas, que tem 42% das intenções de voto, contra 37% de Roberto Cláudio (PSB), a margem de erro, de três pontos percentuais, contempla o empate. Os votos brancos e os nulos somam 11% e 9% não sabem ou não responderam ao levantamento. A disputa também é apertada considerando os votos válidos. Se a eleição fosse hoje, Elmano teria 53% e Roberto Cláudio, 47%. A pesquisa do Datafolha foi realizada entre os dias 16 e 17 deste mês e ouviu 1.281 pessoas na capital cearense. A amostragem foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado sob o número CE-00180/2012.

Aecio: presidente 2014 – Link da matéria: http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/10/19/interna_politica,58358/aecio-e-eduardo-juntos.shtml

Aecio Neves: Choque de Gestão desenvolve interior

Aecio Neves: Choque de Gestão – Quando assumiu governo de Minas determinação foi criar metas de serviço em diversas regiões do estado.

Aecio Neves: Choque de Gestão

Fonte: Jogo do Poder

Choque de Gestão de Aecio Neves: a ordem é interiorizar

Uma das principais metas do Choque de Gestão de Aecio Neves era interiorizar o desenvolvimento em Minas; a Gasmig se tornou um case de sucesso neste aspecto.

 Aecio Neves: Choque de Gestão desenvolve interior

Aecio Neves: Choque de Gestão – Quando assumiu governo de Minasdeterminação foi criar metas de serviço em diversas regiões do estado.

O conceito de Choque de Gestão de Aecio Neves, criado em Minas Gerais em 2003, não se ateve apenas à administração direta – superintendências, órgãos e secretarias – do Governo de Minas. As empresas controladas pelo Estado também tiveram um salto de qualidade no atendimento à população que hoje reflete diretamente no avanço da economia mineira.

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) é um exemplo de sucesso empresarial no que se refere ao seu compromisso em levar desenvolvimento social e econômico para a população, o que é foi um dos pilares que formaram o conceito de Choque de Gestão de Aecio Neves e seu governo.

Em nove anos, o papel da empresa frente ao desenvolvimento do Estado mudou radicalmente. Deixou de ser apenas um braço da Cemigpara se tornar uma empresa sólida, com ampla presença em dezenas de cidade. Hoje, a Gasmig está entre as 50 maiores empresas de Minas Gerais e tem um plano traçado para atender o mercado mineiro com gás natural até 2030.

Uma das principais metas de Aecio Neves, quando assumiu o governo, era interiorizar o desenvolvimento em Minas Geraise, para isso, determinou que as secretarias, órgãos e empresas estaduais traçassem metas de ampliação da oferta de serviços nas diversas regiões do Estado. No caso da Gasmig, uma meta ousada foi traçada: abastecer o polo industrial do Vale do Aço.

Em 2013, quando a meta traçada por Aecio Neves completará 10 anos, o volume de vendas pelo ramal de abastecimento de gás da Gasmig no Vale do Aço chegará a 2 milhões de m³. Um crescimento superior a 50% em relação ao volume atual.

Para o próximo ano, além de expandir sua rede de distribuição para outras regiões do Estado, assim como fez com sucesso no Vale do Aço, a Gasmig tem planos para atingir 3,5 milhões de m³ de gás natural para todo o Estado.

E outra novidade na estatal reforça ainda mais o que Aecio Neves pensou ao pulverizar o conceito de Choque de Gestão no Governo de Minas: a Gasmig se prepara para atender o mercado doméstico e de pequenas empresas, ou seja, levará a máquina estatal e suas ações para mais pessoas, diminuindo desigualdades e ampliando oportunidades de desenvolvimento social e econômico.

Aecio Neves: Choque de Gestão