Governo de Minas: Seminário irá discutir as diretrizes de trabalho para a educação no campo

Propostas serão encaminhadas ao Ministério e Secretaria de Estado de Educação.

Divulgação SEE
Comunidades indígenas fazem parte dos grupos da educação de campo
Comunidades indígenas fazem parte dos grupos da educação de campo

Entre os dias 29 e 31 de maio, será realizado o ‘1º Seminário de Educação do Campo’ que irá reunir 430 convidados de várias instituições ligadas à educação e a educação do campo, como representantes de movimentos sociais, acadêmicos e diretores de escolas, com apoio da Secretaria de Estado de Educação (SEE). O Seminário será realizado em Jaboticatubas, região Metropolitana, no Hotel Fazenda Canto da Siriema.

Durante o encontro, os participantes irão reunir propostas dos diversos setores. “Finalizado o seminário, as propostas que tiverem sido aprovadas na plenária final serão encaminhadas para o Governo de Minas para apreciação. O I Seminário tem natureza propositiva”, frisa a diretora de Temáticas Especiais da SEE, Soraya Hissa.

O Seminário surge da importância da educação do campo, dada a complexidade dos grupos sociais que se inserem neste contexto. “Comunidades indígenas, áreas remanescentes de quilombos, famílias agrícolas que possuem um sistema escolar diferenciado, conhecido por ‘pedagogia de alternância’, além dos assentamentos rurais compõem, em suma, estes grupos que necessitam de programas educacionais diferenciados, para que atendam melhor seus anseios e particularidades”, destaca a Soraya Hissa.

Nas escolas indígenas, por exemplo, existem projetos de recuperação da cultura da etnia, inclusive, no campo linguístico. Os quilombolas também possuem projetos pedagógicos relacionados à memória, que necessitam de orientações de execução especiais.

Os alunos de escolas famílias agrícolas já possuem também uma metodologia de ensino diferenciada. Alunos de pequenas propriedades agrícolas do ensino médio recebem recursos da União para frequentarem, além do ensino normal, um curso complementar de técnicas agrícolas. E por esta razão, os jovens possuem um regime letivo diferenciado, pois alternam 15 dias na escola e 15 dias em casa, e aplicam no campo aquilo que aprenderam em sala de aula. A mesma preocupação se aplica a crianças e adolescentes dos assentamentos rurais.

Acompanhamento das discussões

Nesta semana, o Grupo de Trabalho Educação do Campo, comissão de estudos criada em janeiro deste ano para discutir as diretrizes estaduais de ensino para as escolas rurais de Minas Gerais, ganhou uma página no portal da Secretaria de Educação.  O espaço funciona como mais um link para pesquisa e intercâmbio na área educacional.

Durante o seminário, a página abrigará um fórum criado para enriquecer o debate e aproximar o público do evento. “O fórum foi criado para compartilhar as experiências e alinhar às informações referentes ao ensino no campo, que são muitas. As sugestões serão bem vindas, e por isso, convidamos todos que tiverem interesse e envolvimento com o assunto a enviarem seus textos, suas perguntas e respostas. Todo o material será avaliado pelos 10 grupos de trabalho que estarão presentes no seminário”, explicou a diretora.

No site, o público poderá encontrar mais informações para se inteirar sobre o tema.  Legislações relacionadas às temáticas especiais, como as diretrizes curriculares nacionais para grupos étnico-raciais, infográficos sobre a localização e distribuição das escolas rurais em Minas Gerais, fazem parte deste material de apoio. Outras informações referentes às comunidades quilombolas no campo, relatórios sobre a formação de educadores no contexto da educação do campo, histórico, princípios, conceitos, práticas e marcos normativos também estão lá.

Para acessar o site, basta acessar o endereço www.educacao.mg.gov.br/gtcampo ou clicar na logomarca do Grupo de Trabalho na barra lateral esquerda da página principal da Secretaria de Estado de Educação.

Entidades participantes

Para discutir o tema, estarão presentes no Seminário a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Conselho de Educação do Estado (CEE), a Associação Mineira das Escolas da Família Agrícola (AMEFA), a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), o Conselho dos Povos Indígenas de Minas Gerais (COPIMG), entre outras.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/seminario-ira-discutir-as-diretrizes-de-trabalho-para-a-educacao-no-campo/

Publicado em 28/05/2012, em Anastasia, Antonio Anastasia, Choque de Gestão, Gestao Pública, Gestão, Gestão Eficiente, Gestão em Minas, Gestão Pública e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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