Arquivo mensal: fevereiro 2011

Empresa chinesa de olho no mercado brasileiro

Desenvolvimento econômico

Chinesa de máquinas terá unidade no Brasil

Investimento no país será de US$ 10 milhões

Fonte: Fabiano Maisonnave – Folha de S.Paulo

A estatal Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), o maior fabricante chinês de máquinas para construção civil, anunciou ontem planos para abrir uma unidade no Brasil, com investimento inicial de US$ 10 milhões.

A futura empresa foi batizada provisoriamente Xugong Brazil Investment. A fábrica ficará em Vitória (ES) ou numa cidade não especificada de Minas Gerais.

“O propósito é conduzir a estratégia de internacionalização do grupo e expandir o mercado sul-americano sob políticas preferenciais do governo brasileiro”, afirma o comunicado da empresa.

A filial brasileira será controlada por duas subsidiárias sediadas em Hong Kong, a XCMG International Trade, que investirá US$ 9,5 milhões, e a XCMG International Development, que aportará US$ 500 mil.

Fundada em 1989, a XCMG é uma das maiores empresas do mundo no setor e controla cerca de metade do mercado chinês – 30% de sua produção é exportada, inclusive para o Brasil. O lucro líquido da empresa chegou US$ 422 milhões em 2010, um aumento de 61% em relação ao ano anterior.

Com o anúncio, a XCMG segue os passos de sua principal concorrente chinesa, a Sany, que iniciou em janeiro a produção em sua fábrica de São José dos Campos (SP), um investimento de US$ 200 milhões.

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Novos negócios: Bom momento na economia de Minas Gerais

Desenvolvimento econômico

Em MG, 56 mil novos negócios

Negócios
Lojas de roupa, lanchonetes e restaurantes são os preferidos

Fonte: O Tempo

Marconi Abdo, Tiago Abdo e Fabiano Fagundes são moradores da Pampulha há muitos anos. Mas faz pouco tempo que eles se uniram para abrir a choperia Juscelino Deck Beer, na orla da lagoa. ”Sentíamos falta de algo voltado para a classe A na região. Os moradores precisavam atravessar a cidade para ir a um local mais refinado”, diz o sócio-proprietário Thiago Abdo. A casa foi inaugurada em agosto de 2010, depois de cinco meses de pesquisa e planejamento, tem capacidade para 600 pessoas e emprega 50 funcionários.

Esse e outros pequenos e microempreendimentos representam 99,3% do total de empresas de Minas Gerais, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). São 672 mil pequenas empresas no Estado. Só em 2009, 56.346 novos negócios foram abertos, número que deve se repetir ou até apresentar crescimento em 2010.

O comércio é cobiçado por 52% dos pequenos empreendedores mineiros, seguido pelo segmento de serviços, com 31%. Indústria e construção civil estão adiante, com 12% e 5%, respectivamente. O site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) aponta os ramos mais procurados: no topo da lista, estão lojas de roupa, lojas de artesanato, lanchonetes e restaurantes. Salões de beleza, agências de viagem e bares também estão entre os dez itens mais desejados.

A maior parte dos negócios fica na região Central de Minas, com 38%, seguida pelas regiões Leste (21%) e Sul (18%). Eles utilizam 57% da mão de obra formal do Estado. Desses empregos, 46% estão na região Central do Estado, 19% na região Leste e 16% no Sul.

Vale lembrar que Minas tem taxa de falência inferior à do Brasil: 14,3% contra 22%. “Não há dúvida de que o setor tem papel estratégico e essencial para o cenário econômico-social do Estado e do país, embora muitas pessoas não percebam isso”, diz o economista Ricardo Pereira, gerente da Unidade de Educação, Empreendedorismo e Cooperativismo do Sebrae-MG.

Segundo ele, apenas 5% dos novos investidores procuram ajuda especializada, como a do Sebrae. Desprezar esse apoio é um erro. Desde 2007, o Sebrae oferece o curso “Meu Primeiro Negócio”, com o objetivo de auxiliar os empreendedores de primeira viagem. Em 2011, o evento acontece em Juiz de Fora, em abril. Nos meses seguintes, segue para Unaí, São Sebastião do Paraíso, Ipatinga, Poços de Caldas e Uberaba.

Uma etapa fundamental é a legalização do negócio, diz Cezar Kirszenblatt, gerente do Sebrae/RJ. Para incentivar os pequenos empresários a legalizarem seus negócios, o governo federal criou o programa do Empreendedor Individual. Até 31 de dezembro de 2010, 809.844 donos de pequenos negócios aderiram ao programa em todo o país. Com a legalização, o empreendedor pode emitir nota fiscal e, consequentemente, vender para grande empresas, governo e instituições públicas.

Além disso, passa a ter possibilidade de acesso a serviços financeiros e, assim, obter crédito para investimento e capital de giro. Os interessados em mais informações ou em se cadastrar no programa podem acessar o Portal do Empreendedor.

Além dos passos básicos, é preciso que o empreendedor esteja muito atento a fatores como inovação, prazo, qualidade, relacionamento/fidelização do cliente e processos de gestão em geral. Atualmente, esses fatores são fundamentais para a sobrevivência do negócio no mercado, ressalta Kirszenblatt.

Evento
Copa vai aquecer vários setores
Rio de janeiro. O momento é bastante favorável para a economia brasileira: eventos como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já estão abrindo muitas oportunidades para quem está interessado em investir num pequeno negócio. De acordo com o Sebrae/RJ, segmentos como comércio varejista de lembranças, brindes, bijuterias e artigos esportivos, alimentos fora do lar, construção civil e reformas, mobiliário, artesanato, design e webdesign, entre outros, serão diretamente beneficiados e podem ser uma boa opção para quem pretende abrir uma pequena empresa em 2011.

Mas não basta ter uma boa ideia e disposição para levá-la adiante. Cezar Kirszenblatt, gerente da área de estratégias e diretrizes do Sebrae/RJ, afirma que, além de buscar novas oportunidades de negócios, o pequeno empreendedor precisa, antes de tudo, organizar-se, buscar informações e fazer tudo com muito planejamento.

O especialista recomenda que seja feita uma pesquisa de mercado, observando questões como pontos de instalação, concorrência, potenciais clientes, fornecedores, entre outras.

Conhecimento
Pesquisa ajuda na escolha
A economia vive um bom momento se a comparação for feita com dez ou 20 anos atrás: a taxa de desemprego caiu, a população tem mais acesso a crédito e o consumo das classes C e D só aumenta.

Mas, segundo o gerente da Unidade de Educação, Empreendedorismo e Cooperativismo do Sebrae-MG, o economista Ricardo Pereira, qualquer momento é favorável para abrir um negócio. “Tudo depende do ramo e do conhecimento do gestor sobre ele. É preciso haver muito estudo, planejamento e qualificação para alcançar os resultados planejados”, orienta. Ele diz que a maior parte das empresas fecha por falta de capital de giro, burocracia excessiva, tributação elevada, localização inadequada e perda de clientes para o concorrente. “O investidor pode evitar a falência verificando todos esses itens antes mesmo de abrir o seu negócio”, previne.

Foi o que fizeram os irmãos Hildemano e Carlos Amorim, proprietários do bufê Raja Boom, no bairro Santa Lúcia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, inaugurado em agosto de 2010.”Planejamos o investimento por dois anos. Nesse processo, mapeamos os concorrentes vizinhos e procuramos sanar seus pontos fracos”, diz Hildemano. A localização, na avenida Raja Gabáglia, foi escolhida a dedo. “É um ponto estratégico, que diminui custos com divulgação, pois a nossa fachada já funciona como um out-door”, disse. (FM)